22 de mai de 2015

DANÇA DO VENTRE: A DANÇA ORIENTAL


DANÇA DO VENTRE: A DANÇA ORIENTAL 

Origem 

A dança do ventre surgiu entre 7000 e 5000 a.C no Antigo Egito, Babilônio, Mesopotâmia, Índia, Pérsia e Grécia. Existem controvérsias de que a dança surgiu no Egito, é comum em oferecer atribuir a origem à rituais oferecidos em templos dedicados a Deusa Ísis, em agradecimento à fertilidade feminina, ofereciam a ela flores, incenso, essência, água e fogo; a às cheias do Rio Nilo, as quais representam fartura de alimentos para a região. Os movimentos de ondulações abdominais (parecidos como o de uma serpente), já eram conhecidos no antigo Egito, com o objetivo de ensinar as mulheres os movimentos de contração do parto aliados a música dedicados as Deusas, para se tornarem mães. São movimentos corporais e sexuais femininos que revelam a sensualidade da mulher. 
A expressão dança do ventre surgiu na França em 1893, no oriente é conhecida pelo nome árabe raqs sharqi (dança oriental) ou raqs baladi (dança do país ou dança popular), na Turquia é conhecida pelo o nome çiftetelli, e na América do Norte BellyDance.

A Invasão

Ao invadirem o Egito os árabes ficaram encantado com a dança do ventre e usaram em seus costumes, só que de forma mais alegre e acelerada. As mulheres dançavam em festas de casamentos para os maridos ou eventos fechados para familiares. E tinham também as odaliscas (profissionais do sexo) que dançavam para agradar os reis. Era comum receber dinheiro nos cinturões, ouros e jóias. Assim, a dança espalhou-se pelo mundo.

Diferença entre os estilos 

Egípcio 

Os egípcios apresentam características de um povo totalmente religioso, voltado para a eternidade.
As egípcias dançavam para os deuses, agradecendo e reverenciando-os e pedindo lhes a sua proteção.
O corpo da bailarina na dança egípcia é sagrado e não pode ser sagrado.
Os movimentos da dança são leves e calmos.

Árabe

Os árabes apresentam características de um povo sensual, alegres e hospitaleiro, que vive intensamento o amor e os prazeres da vida.
Os árabes dançam para agradar e alegrar os seres humanos, em festas, cerimônias e espetáculos.
Os movimentos da dança são mais intensos e mais sensuais.

Libanesa

Os movimentos na dança dos libaneses são com shimmies mais amplos e informais, seguidos de deslocamentos muito simplificados.


Benefícios da Dança

No plano espiritual: propicia contato com a divindade suprema, permitindo amor e harmonia entre os seres vivos. Concede paz interior, sabedoria de vida e consciência da própria existência.
No plano astral: acelera a mente, estimulando a memória, favorecendo uma maior concentração e despertando a consciência para o momento.
No plano emocional: transforma a emoção, dando a mulher mais feminilidade, beleza, suavidade, confiança, e segurança. Permite a mulher o desbloqueio de sentimentos reprimidos e a torna mais audaciosa e provocante.
No plano sexual: estimula todos os órgãos reprodutores, equilibra a dosagem de hormônios e aumenta o desejo sexual.
No plano físico: estimula a circulação, favorece os pulmões com mais oxigenação; flexibilidade e alongamento; aumenta os reflexos, educa a postura, deixando a coluna ereta; fortalece e tonifica os músculos das pernas, coxas, quadris, abdômen, nádegas, e braços, concede formas arredondas ao corpo; permite um bom funcionamento do rins, eliminando o excesso de líquidos, e favorecendo a digestão; alivia a tensão da nuca, ombros e mãos; auxilia nos problemas menstruais e e em partos, facilitando as contrações e a dilatação.


Tipos de Dança

Dança com o jarro

Dança antiga que simboliza a água no deserto, representando todo o valor que a água tem para o povo nômade.
No Egito a dança do jarro é originária dos rituais de nascimento, como também para agradecimento as cheias através das inundações do Rio Nilo.


Dança com Candelabro

Dança tradicional egípcia, que está mais relacionada com as comemorações mais felizes, como casamentos e nascimentos.
A dançarina equilibra a candelabro na cabeça, simbolizando a luz que guia o feliz casal ou a chegada de uma nova vida, pois a luz das velas transformam-se numa ponte entre os mundo material e espiritual.

Dança com  Snujs (Sagat - Egito)

Os snujs trazem a alegria a dança. No antigo Egito antes dos rituais, as sacerdotisas dançavam o sagat procurando energizar o ambiente e assim dissolver os maus fluídos, pediam aos deuses, que trouxessem frutos para a humanidade em forma de paz e felicidade.

Dança do Véu

Atualmente, o véu é o principal elemento na entrada da dançarina, engrandece a sua figura chamando a atenção para sua chegada. A maioria dos movimentos foi desenvolvida pelas dançarinas do ocidente, principalmente as americanas. O véu transmite mistério e em muitas culturas está relacionado a virgindade. Os tecidos são leves e transparente.
Com véu podemos criar várias figuras que representam a cultura árabe e egípcia. Seus movimentos podem ser suaves ou vibrantes, a música define bem esses momentos e cabe a dançarina sintonizar-se com eles, sendo ele o símbolo conhecido oculto ou revelado.

Dança da Bengala

A dança da bengala é uma paródia em relação a combativa dança masculina Tarkih, esta dança representa os pastores tocando os rebanho nos pastos. O cajado serve de arma em proteção das areias de deserto, as mulheres criaram esta dança imitando os homens em seus trabalhos.

Dança da Espada 

Esta dança tem a finalidade de homenagear a deusa guerreira Neit, que era adorada no Egito.
A espada simboliza a força da deusa que protege os mais fracos destruindo os inimigos e abrindo os caminhos. 
Já mo lado árabe árabe, nas antigas tribos nômades durante um divertimento após um logo dia em busca de alimentos ou após as guerras, as mulheres se enfeitaram em sua dança tomavam as afiadas espadas dos guerreiros e demonstravam equilíbrio e habilidade em seu manuseio.

Dança das flores

Uma dança linda e singela, muito representativa, pois é a primavera.
Representa a alegria, e as dançarinas com suas cestas espalham flores e pétalas pelo ambiente em que circulam, ou as jogam delicadamente nos anfitriões, nos aniversariantes ou noivos. Nestes, as pétalas podem ser vermelhas (amor) e brancas (paz e união), um gesto lindo de desejar felicidade ao casal. Essa dança é muito interessante quando interpretada por adolescentes, ou mesmo meninas, pois simbolizam a pureza.

Dança das Taças

Esta dança tem como simbolismo iluminar os caminhos como lamparinas em noites escuras.
As dançarinas botam em suas mãos taças, em movimentos simulado serpentes, seus braços se movimentam lentamente, normalmente são dançadas em casamentos (simbolizando a luz no caminho dos noivos e iluminar a felicidade de ambos), também em batizados e em nascimentos, as velas podem ser suavemente perfumadas e coloridas.
No antigo, ao dançar com as taças, a dançarina exterioriza o seu divino, a deusa interior, fazendo o seu corpo um veículo sagrado sagrado em busca da sabedoria.

Dança do Pandeiro

Esta é uma dança alegre, que representam rituais realizados para a deusa Ísis nos templos, nos quais a sacerdotisas dançavam e cantavam, enquanto as músicas tocavam os instrumentos. 

Dança com Daff

Graciosa dança de provável origem cigana egípcia, e uma dança bastante alegre, executada em ritmos ágeis, como o Falahi, por exemplo.
É uma dança que exige suavidade e boa percepção musical da dançarina. 

Dança do Punhal

Esta é uma dança muita antiga, onde as mulheres a usavam como símbolo de proteção, com o punhal de origem cigana, uma pequena arma branca, utilizada como defesa entre as mesmas e também encontrada entre os árabes e os povos nômades do deserto. A dança do punhal é misteriosa e cheia de suspense também é uma dança que reverencia a deusa Ceuks, rainha dos escorpiões sua simbologia representa a morte, o sexo e a transformação.

Danças dos Sete Véus

Os mistérios enigmáticos da dança dos sete véus, até hoje esconde o caminho oculto da sensualidade e sedução.
A dança é carregada de simbolismos milenares. Cada dançarina pode e deve dançar como lhe convém.
A dança dos sete véus é sagrada e ritualística no mundo antigo, também é considerada a dança da fertilidade (no Egito) e não uma dança de caráter erótico como vulgarmente pensa a sociedade do mundo Ocidental.

Khalige

Dança típico dos países do Golfo Pérsico, seu rítmo é o Soud. A dançarina usa uma túnica transparente, ricamente bordada, deixando somente a cabeça, as mãos e os pés. Muitas vezes, pés e mãos são pintadas com henna. Os cabelos são soltos e representam importante papel, nessa dança. Os movimentos corporais são simples e sutis, sendo aí que reside toda sensualidade dessa dança. Em muitos festejos, as próprias convidadas vestem suas túnicas e dançam umas com as outras, por isso muito usada em casamentos e aniversário.

Zaar

Tradicional dança ritualística de países como Sudão, a Tíbia e sobre tudo o Egito, é geralmente executada sob o ritmo Ayubi, que lembra marcha de cavalos. Além disso, para alguns estudiosos, o Zhar é executada com o intuito de limpeza espiritual e "expulsão de espíritos malignos". A dançarina, geralmente vestida de branco, executas constantes movimentos de giros de cabeça até o transe. Ela também tem a sua cabeça energizada e benzida por um rapaz que usa um incenso e dança ao seu lado.

Tribal Fusion

Totalmente hipnótico,ousado e surpreendente, é uma modalidade de dança livre e contemporânea originada dos Estados Unidos a partir do final dos anos 90 como uma vertente do Estilo Tribal Americano, e que tem como base a Dança do Ventre, permitido fundir movimentos e figurinos e outros tipos de dança.




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