O Irlandês é o filme de Martin Scorsese que acaba de chegar na Netflix. As três horas e trinta minutos de narrativa entram para a história do cinema, não apenas pela qualidade mas também pelas circunstâncias do lançamento que fez pouco caso das salas de cinema.
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3 de dez. de 2019
8 de out. de 2019
POR QUE CORINGA É UM FILME REVOLUCIONÁRIO?! (SEM SPOILERS)
O filme Coringa (Joker) é revolucionário. Entenda por quê!
E aproveito para falar sobre a afirmação de Martin Scorsese de que "Os filmes da Marvel não são cinema".
1 de mai. de 2018
TRIBUTO: Senna um herói o filme 24 anos sem Ayrton Senna do Brasil
Ayrton Senna da Silva (São Paulo, 21 de março de 1960 — Bolonha, 1 de maio de 1994) foi um piloto brasileiro de Fórmula 1, três vezes campeão mundial, nos anos de 1988, 1990 e 1991. Foi também vice-campeão no controverso campeonato de 1989 e em 1993. Sua morte, assim como o funeral e velório, provocou uma das maiores comoções da história do Brasil, bem como repercussão mundial. É considerado em pesquisas feitas com jornalistas especializados, pilotos e torcedores como o melhor piloto da história da Fórmula 1 em todos os tempos. Em 2012, foi eleito pela rede BBC o melhor piloto de todos os tempos. Em 1999, foi eleito pela revista Isto É, o esportista do século XX no Brasil. Também é reputado como um dos maiores esportistas do mundo no século XX.[23] No auge de sua carreira, era considerado, segundo pesquisas, como o maior ídolo do Brasil. Mesmo depois de duas décadas de sua morte, pesquisa do Datafolha mostrou que Senna continua sendo avaliado como o maior ídolo do país.
Senna começou sua carreira competindo no Kart em 1973. Iniciou sua carreira em "carros de fórmula" em 1981, onde se sagrou campeão de Fórmula Ford 1600 e 2000. Em 1983 alcançou o título de campeão do Campeonato Britânico de Fórmula 3 batendo vários recordes. Seu desempenho na Fórmula 3 impulsionou sua ascensão à Fórmula 1, fazendo sua primeira aparição na categoria no Grande Prêmio do Brasil de 1984 pela equipe Toleman-Hart. Em sua primeira temporada, Senna conseguiu pontuar em 5 corridas, fechando o ano com treze pontos e a 9ª posição na classificação geral dos pilotos. No ano seguinte, trocou a Toleman-Hart pela Lotus-Renault, equipe pela qual venceu seis "Grand Prix" ao longo de três temporadas.
Em 1988, juntou-se ao francês Alain Prost (que seria seu maior rival em sua carreira)[30] na McLaren-Honda e viveu anos vitoriosos pela equipe. Os dois juntos venceram 15 dos 16 grandes prêmios daquela temporada e Senna sagrou-se campeão mundial pela primeira vez. Prost levou o campeonato de 1989 e Senna retomou o título em 1990 - ambos títulos foram decididos por colisões entre os pilotos no Grande Prêmio do Japão. Na temporada seguinte, Senna faturou seu terceiro título mundial, tornando-se o piloto mais jovem a conquistar um tricampeonato na Fórmula 1 até então. A partir de 1992, a equipe Williams-Renault dominou amplamente a competição. Ainda assim, Ayrton Senna conseguiu terminar a temporada 1993 como vice-campeão, vencendo cinco corridas. Negociou uma transferência para Williams em 1994.[31]Em sua carreira disputou 229 corridas - exceto as de kart - conseguindo 90 vitórias, 139 pódios, 97 pole positions e 66 voltas mais rápidas. Na Fórmula 1 foram 161 GPs, com 41 vitórias, 80 pódios, 65 pole positions e 19 voltas mais rápidas. Já no Grande Prêmio do Brasil de F1 alcançou seis poles e quatro pódios, sendo duas vitórias, em 1991 e 1993, um segundo lugar em 1986 e por fim, um terceiro lugar em 1990.
Sua reputação de piloto veloz ficou marcada pelo recorde de pole positions que deteve, sendo apelidado de o "rei das pole-positions". Sobre asfalto chuvoso, demonstrava grande capacidade e perícia, como demonstrado em atuações como o GP de Mônaco 1984, de Portugal 1985 e da Europa em 1993, dentre outros. Senna, até o fim de sua carreira, deteve o recorde de maior número de vitórias no prestigioso Grande Prêmio de Mônaco - foram seis ao todo - sendo que em 1992 ganhou o Troféu Graham Hill por ter conquistado a sua quinta vitória em Monte Carlo.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ayrton_Senna
Senna começou sua carreira competindo no Kart em 1973. Iniciou sua carreira em "carros de fórmula" em 1981, onde se sagrou campeão de Fórmula Ford 1600 e 2000. Em 1983 alcançou o título de campeão do Campeonato Britânico de Fórmula 3 batendo vários recordes. Seu desempenho na Fórmula 3 impulsionou sua ascensão à Fórmula 1, fazendo sua primeira aparição na categoria no Grande Prêmio do Brasil de 1984 pela equipe Toleman-Hart. Em sua primeira temporada, Senna conseguiu pontuar em 5 corridas, fechando o ano com treze pontos e a 9ª posição na classificação geral dos pilotos. No ano seguinte, trocou a Toleman-Hart pela Lotus-Renault, equipe pela qual venceu seis "Grand Prix" ao longo de três temporadas.
Em 1988, juntou-se ao francês Alain Prost (que seria seu maior rival em sua carreira)[30] na McLaren-Honda e viveu anos vitoriosos pela equipe. Os dois juntos venceram 15 dos 16 grandes prêmios daquela temporada e Senna sagrou-se campeão mundial pela primeira vez. Prost levou o campeonato de 1989 e Senna retomou o título em 1990 - ambos títulos foram decididos por colisões entre os pilotos no Grande Prêmio do Japão. Na temporada seguinte, Senna faturou seu terceiro título mundial, tornando-se o piloto mais jovem a conquistar um tricampeonato na Fórmula 1 até então. A partir de 1992, a equipe Williams-Renault dominou amplamente a competição. Ainda assim, Ayrton Senna conseguiu terminar a temporada 1993 como vice-campeão, vencendo cinco corridas. Negociou uma transferência para Williams em 1994.[31]Em sua carreira disputou 229 corridas - exceto as de kart - conseguindo 90 vitórias, 139 pódios, 97 pole positions e 66 voltas mais rápidas. Na Fórmula 1 foram 161 GPs, com 41 vitórias, 80 pódios, 65 pole positions e 19 voltas mais rápidas. Já no Grande Prêmio do Brasil de F1 alcançou seis poles e quatro pódios, sendo duas vitórias, em 1991 e 1993, um segundo lugar em 1986 e por fim, um terceiro lugar em 1990.
Sua reputação de piloto veloz ficou marcada pelo recorde de pole positions que deteve, sendo apelidado de o "rei das pole-positions". Sobre asfalto chuvoso, demonstrava grande capacidade e perícia, como demonstrado em atuações como o GP de Mônaco 1984, de Portugal 1985 e da Europa em 1993, dentre outros. Senna, até o fim de sua carreira, deteve o recorde de maior número de vitórias no prestigioso Grande Prêmio de Mônaco - foram seis ao todo - sendo que em 1992 ganhou o Troféu Graham Hill por ter conquistado a sua quinta vitória em Monte Carlo.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ayrton_Senna
14 de abr. de 2018
História de Michael Jackson, um sonho Americano
Michael Joseph Jackson (Gary, 29 de agosto de 1958 — Los Angeles, 25 de junho de 2009) foi um famoso cantor, compositor, dançarino, produtor, empresário, arranjador vocal, filantropo, pacifista e ativista estadunidense. Segundo a revista Rolling Stone, faturou em vida cerca de sete bilhões de dólares, fazendo dele o artista mais rico de toda a história, e um ano após sua morte faturou cerca de um bilhão de dólares.
Começou a cantar e a dançar aos cinco anos de idade, iniciando-se na carreira profissional aos onze anos como vocalista dos Jackson 5; começou logo depois uma carreira solo em 1971, permanecendo como membro do grupo. Reconhecido nos anos seguintes como Rei do Pop (King Of Pop), cinco de seus álbuns de estúdio se tornaram os mais vendidos mundialmente de todos os tempos: Off the Wall (1979), Thriller (1982), Bad (1987), Dangerous (1991) e HIStory (1995). Lançou-se em carreira solo no início da década de 1970, ainda pela Motown, gravadora responsável pelo sucesso do grupo formado por ele e os irmãos.
Em idade adulta, gravou o álbum mais vendido e popular da história, Thriller. Jackson é frequentemente citado como "O maior ícone negro de todos os tempos", e com grande importância para a quebra de barreiras raciais, abrindo portas para a dominação da música negra na música popular, e pessoas como Oprah Winfrey e Barack Obama conseguirem o status que tem hoje em dia.
No início dos anos 1980, tornou-se uma figura dominante na música popular e o primeiro cantor afro-americano a receber exibição constante na MTV. A popularidade de seus vídeos musicais transmitidos pela MTV, como "Beat It", "Billie Jean" e "Thriller" são creditados como a causa da transformação do videoclipe em forma de promoção musical e também de ter tornado o então novo canal famoso. Vídeos como "Black or White", "Scream", "Earth Song", entre outros, mantiveram a alta rotatividade dos vídeos de Jackson durante a década de 1990. Foi o criador de um estilo totalmente novo de dança, utilizando especialmente os pés. Com suas performances no palco e clipes, Jackson popularizou uma série de complexas técnicas de dança, como o Robot, o "The Lean" (inclinação de 45º), o famoso "Moonwalk". Seu estilo diferente e único de cantar e dançar, bem como a sonoridade de suas canções influenciaram uma série de artistas nos ramos do hip hop, pop, R&B e rock.
Jackson também foi um notável filantropo e humanitário, doando milhões de dólares durante toda sua carreira a causas beneficentes por meio da Dangerous World Tour, compactos voltados à caridade e manutenção de 39 centros de caridades, através de sua própria fundação. No entanto, outros aspectos da sua vida pessoal, como a mudança de sua aparência, principalmente a da cor de pele devido ao vitiligo geraram controvérsia significante a ponto de prejudicar sua imagem pública. Em 1993 foi acusado de abuso infantil, mas a investigação foi arquivada devido a falta de provas e Jackson não foi a tribunal. Depois, casou-se e foi pai de três filhos, todos os quais geraram controvérsia do público. Em 2005, Jackson foi julgado e absolvido das alegações de abuso infantil. Enquanto se preparava para uma nova turnê intitulada This Is It, Jackson morreu de intoxicação aguda do anestésico propofol em 25 de junho de 2009, após sofrer uma parada cardíaca. O Tribunal de Justiça de Los Angeles considerou sua morte um homicídio, e seu médico pessoal Dr. Conrad Murray foi condenado por homicídio culposo. Sua morte teve uma repercussão internacional instantânea, sendo motivo de comoção por parte dos fãs em muitas partes do mundo, estima-se que até dois bilhões de pessoas tenham assistido ao funeral pela televisão, já que emissoras do mundo todo transmitiram o evento ao vivo. Em março de 2010, a Sony Music Entertainment assinou um contrato de US$ 250 milhões com o espólio de Jackson para reter os direitos autorais de distribuição para suas gravações até 2017, e lançando cerca de sete álbuns póstumos na década seguinte a sua morte.
Michael Jackson foi o o maior artista de todos os tempos segundo o Guinness Book por ter vendido incríveis 1,5 bilhões de gravações em toda a sua carreira e se manter nos charts musicais desde 1969.
Um dos poucos artistas a entrar duas vezes ao Rock And Roll Hall of Fame, seus outros prêmios incluem vários recordes certificados pelo Guinness World Records, incluindo "O maior artista de todos os tempos" e um para Thriller como o álbum mundialmente mais vendido de todos os tempos - 36 Grammys e 41 canções a chegar ao topo das paradas como cantor solo - e vendas que superam as 350 milhões de unidades mundialmente, Jackson recebeu centenas de prêmios, que fizeram dele o artista mais premiado da história da música popular. Alguns empresários da Sony já registram a incrível marca de mais de 750 milhões de álbuns vendidos à nível mundial, ultrapassando artistas consagrados como The Beatles e Elvis Presley deixando um marco histórico no mundo da música popular. Sua vida, constantemente nos jornais, somada a sua carreira de sucesso como popstar fez dele parte da história da cultura popular mundial.
Nos últimos anos, foi citado como "a pessoa mais famosa e conhecida do mundo".
Começou a cantar e a dançar aos cinco anos de idade, iniciando-se na carreira profissional aos onze anos como vocalista dos Jackson 5; começou logo depois uma carreira solo em 1971, permanecendo como membro do grupo. Reconhecido nos anos seguintes como Rei do Pop (King Of Pop), cinco de seus álbuns de estúdio se tornaram os mais vendidos mundialmente de todos os tempos: Off the Wall (1979), Thriller (1982), Bad (1987), Dangerous (1991) e HIStory (1995). Lançou-se em carreira solo no início da década de 1970, ainda pela Motown, gravadora responsável pelo sucesso do grupo formado por ele e os irmãos.
Em idade adulta, gravou o álbum mais vendido e popular da história, Thriller. Jackson é frequentemente citado como "O maior ícone negro de todos os tempos", e com grande importância para a quebra de barreiras raciais, abrindo portas para a dominação da música negra na música popular, e pessoas como Oprah Winfrey e Barack Obama conseguirem o status que tem hoje em dia.
No início dos anos 1980, tornou-se uma figura dominante na música popular e o primeiro cantor afro-americano a receber exibição constante na MTV. A popularidade de seus vídeos musicais transmitidos pela MTV, como "Beat It", "Billie Jean" e "Thriller" são creditados como a causa da transformação do videoclipe em forma de promoção musical e também de ter tornado o então novo canal famoso. Vídeos como "Black or White", "Scream", "Earth Song", entre outros, mantiveram a alta rotatividade dos vídeos de Jackson durante a década de 1990. Foi o criador de um estilo totalmente novo de dança, utilizando especialmente os pés. Com suas performances no palco e clipes, Jackson popularizou uma série de complexas técnicas de dança, como o Robot, o "The Lean" (inclinação de 45º), o famoso "Moonwalk". Seu estilo diferente e único de cantar e dançar, bem como a sonoridade de suas canções influenciaram uma série de artistas nos ramos do hip hop, pop, R&B e rock.
Jackson também foi um notável filantropo e humanitário, doando milhões de dólares durante toda sua carreira a causas beneficentes por meio da Dangerous World Tour, compactos voltados à caridade e manutenção de 39 centros de caridades, através de sua própria fundação. No entanto, outros aspectos da sua vida pessoal, como a mudança de sua aparência, principalmente a da cor de pele devido ao vitiligo geraram controvérsia significante a ponto de prejudicar sua imagem pública. Em 1993 foi acusado de abuso infantil, mas a investigação foi arquivada devido a falta de provas e Jackson não foi a tribunal. Depois, casou-se e foi pai de três filhos, todos os quais geraram controvérsia do público. Em 2005, Jackson foi julgado e absolvido das alegações de abuso infantil. Enquanto se preparava para uma nova turnê intitulada This Is It, Jackson morreu de intoxicação aguda do anestésico propofol em 25 de junho de 2009, após sofrer uma parada cardíaca. O Tribunal de Justiça de Los Angeles considerou sua morte um homicídio, e seu médico pessoal Dr. Conrad Murray foi condenado por homicídio culposo. Sua morte teve uma repercussão internacional instantânea, sendo motivo de comoção por parte dos fãs em muitas partes do mundo, estima-se que até dois bilhões de pessoas tenham assistido ao funeral pela televisão, já que emissoras do mundo todo transmitiram o evento ao vivo. Em março de 2010, a Sony Music Entertainment assinou um contrato de US$ 250 milhões com o espólio de Jackson para reter os direitos autorais de distribuição para suas gravações até 2017, e lançando cerca de sete álbuns póstumos na década seguinte a sua morte.
Michael Jackson foi o o maior artista de todos os tempos segundo o Guinness Book por ter vendido incríveis 1,5 bilhões de gravações em toda a sua carreira e se manter nos charts musicais desde 1969.
Um dos poucos artistas a entrar duas vezes ao Rock And Roll Hall of Fame, seus outros prêmios incluem vários recordes certificados pelo Guinness World Records, incluindo "O maior artista de todos os tempos" e um para Thriller como o álbum mundialmente mais vendido de todos os tempos - 36 Grammys e 41 canções a chegar ao topo das paradas como cantor solo - e vendas que superam as 350 milhões de unidades mundialmente, Jackson recebeu centenas de prêmios, que fizeram dele o artista mais premiado da história da música popular. Alguns empresários da Sony já registram a incrível marca de mais de 750 milhões de álbuns vendidos à nível mundial, ultrapassando artistas consagrados como The Beatles e Elvis Presley deixando um marco histórico no mundo da música popular. Sua vida, constantemente nos jornais, somada a sua carreira de sucesso como popstar fez dele parte da história da cultura popular mundial.
Nos últimos anos, foi citado como "a pessoa mais famosa e conhecida do mundo".
7 de abr. de 2018
Em "La Casa de Papel" ladrões roubam o bem mais importante: o Tempo
Diante de toda uma geração que vive sob o impacto do desemprego e da perda de direitos sociais desde o crash financeiro internacional de 2008, a Espanha vem produzindo uma série de filmes que pensa essa condição. O mais recente é a série para TV “La Casa de Papel” (2017-), disponível no Netflix, que reflete a perplexidade de todos diante da natureza dessa crise: como conformar-se com bancos, agentes financeiros e especuladores capazes de fabricar, sem limites, o próprio dinheiro enquanto o restante da sociedade sofre as consequências? Um grupo de ladrões trajando macacões vermelhos e com máscaras do Salvador Dalí invade a Casa da Moeda da Espanha, liderado por alguém cujo codinome é “Professor”. Eles não vieram roubar, mas fabricar seu próprio dinheiro com a ajuda dos próprios reféns. Mas o “Professor” terá que roubar um bem menos tangível e muito mais importante: roubar o tempo do Governo, da Polícia e da grande mídia. Quais as conexões entre um sistema monetário-financeiro sem lastro e o controle do Tempo?
Se a sociabilidade é uma ficção necessária para que não retornemos à natureza, talvez o dinheiro seja a instituição social mais cercada de simbolismos, relações fetichistas, mágicas e religiosas, muitas vezes travestidas por conceitos da chamada “ciência econômica”.
Paradoxalmente, porém, a crença que sustenta essa instituição é de cunho moral: o dinheiro conquistado é sempre fruto do nosso trabalho e merecimento, nas suas diversas formas como espécie, crédito, débito eletrônico etc. Mas, principalmente, a crença na sua intercambialidade, remuneração, valor, lastro, riqueza e assim por diante.
As sucessivas crises financeiras desde os anos 1990 (México, mercados asiáticos etc.) até chegar ao crash de 2008 e a subsequente crise do Euro que repercute até hoje, abriram fissuras na credibilidade do sistema financeiro: como conformar-se com bancos, agentes financeiros e especuladores capazes de fabricar, sem limites, o próprio dinheiro? Como entender que a moeda de referência mundial, o dólar, é arbitrariamente impressa pelos EUA e sem lastro desde 1971 quando Nixon rasgou o Acordo de Breton Woods?
Diante disso, a Espanha, um dos países europeus mais atingidos pelo crash financeiro com taxas de desemprego que chegaram a 30%, produziu nos últimos anos uma série de filmes que reflete todas essas questões: Hermosa Juventude (2014), 5 Metros Cuadrados (2011), La Chispa de la Vida (2011), El Mundo es Nuestro (2012) e Terrados (2011) são uma pequena amostra de como o cinema espanhol descreve o desemprego, a falta de perspectivas de toda uma geração e a perda dos direitos sociais.
Quem é bom? Quem é mau?
A série do canal espanhol Antena 3, La Casa de Papel (2017-) não é apenas mais um produto audiovisual que reflete esses tempos. É a mais contundente narrativa sobre um momento histórico no qual a linha que separa o bom dos maus desapareceu: como pensar a ilegalidade dos pequenos golpistas e falsários quando o próprio sistema global se funda na fabricação arbitrária de papéis, títulos, moeda e crédito? E mais: com as bênçãos de governos e grandes agências classificadores de risco como Moody’s, Standard & Pool e Fitch.
Então, de que adianta pensar em um pequeno golpe como no filme argentino Nove Rainhas (2000) se poderíamos dar um grande golpe explorando as fraquezas das três entidades que ajudam a manter a ordem das coisas: governo, polícia e grande mídia.
Todas essas questões surgem na mente maquiavélica de um personagem chamado “O Professor” que tem a brilhante ideia de invadir a Casa da Moeda da Espanha com a intenção de fechar-se lá dentro e imprimir mais de dois bilhões de euros – sem matar ninguém ou roubar dinheiro dos contribuintes. Apenas fabricar o próprio dinheiro. Para isso recruta oito ladrões, de acordo com sua especialidade, que aceitam participar do maior roubo da História.
Junto com o grupo recrutado, durante cinco meses o Professor planejou milimetricamente cada etapa da operação para que nada fosse deixado ao acaso. O único problema é que necessitarão de 11 dias dentro do edifício, junto com os reféns, para imprimir o dinheiro, procurar uma saída e fugir com o produto do roubo impossível de ser rastreado.
La Casa de Papel propõe uma curiosa questão: se os ladrões querem apenas roubar papel (sem lastro efetivo, assim como todos os títulos e papéis especulados no sistema financeiro global) o quê na verdade estão roubando?
Resposta: o Tempo. Roubando o tempo da polícia, do Governo e da grande mídia, para distraí-los, enquanto imprimem bilhões de euros.
A questão que a série suscita é essa: seria o Tempo aquilo que o sistema nos rouba para manter toda essa ficção necessária para manter a sociabilidade?
A Série
Tudo começa quando um grupo trajando macacões vermelhos e máscaras de Salvador Dalí, fortemente armados com escopetas russas, invadem a Casa da Moeda e toma todos os funcionários de refém. Incluindo um grupo de um colégio de elite que fazia uma visita escolar monitorada. E o detalhe. Entre os alunos, o trunfo mais importante para o assalto: a filha de um diplomata da embaixada da Inglaterra na Espanha.
O grupo está determinado e todos os passos parecem que foram detalhadamente planejados: pedem a senha do cofre e começam a encher sacolas com o dinheiro. O desfecho parece previsível – fugirão antes que o alarme dispare.
Mas algo estranho ocorre diante dos perplexos funcionários: os próprios assaltantes disparam o alarme e ficam parados, ao lado dos sacos de dinheiro, diante da porta à espera da chegada dos policiais. Que são recebidos à bala, enquanto o grupo sela todas as entradas do edifício.
Para a Polícia e a mídia, parece que os assaltantes foram pegos de surpresa e estão desesperados e escudados por reféns. Mas tudo faz parte de um ardiloso plano criado pelo Professor (Álvaro Morte), planejado e treinado intensamente por cinco meses.
Narrado em of por um dos assaltantes chamado Tóquio (Úrsula Corberó - todos eles têm codinomes de cidades: Helsinque, Nairóbi, Oslo, Berlim etc.), através de vários flash backs o espectador vai montando o quebra-cabeças do plano e as motivações da operação.
Nos 13 episódios dessa primeira temporada acompanhamos um verdadeiro jogo de xadrez entre o Professor e a inspetora responsável pelas operações policiais, Raquel Murillo – Itiziar Ituño. Raquel atravessa naquele momento um inferno pessoal: num mundo policial eminentemente masculino tem que aparentar força. Enquanto passa por uma dolorosa separação litigiosa e luta na justiça pela guarda da sua filha com o ex-marido. E o Professor saberá explorar ao máximo esse ponto fraco da oponente.
Enquanto o grupo de assaltantes mantém os reféns na linha, o Professor monitora de fora todas as operações através de câmeras internas do edifício, além de hackear as comunicações policiais.
Todos os celulares foram desligados e as comunicações são unicamente analógicas por meio de cabos instalados nos meses que antecederam o assalto – tudo para evitar rastreamentos da inteligência policial.
Tal como um Big Brother, da sua sala de controle, o Professor cria jogos e iscas para a polícia e a mídia morderem, enquanto ganha tempo – os dias necessários para as máquinas funcionarem a todo vapor para imprimirem os bilhões de euros.
Mas os episódios aos poucos revelarão também os pontos fracos do grupo: o líder Berlin (Pedro Alonso) é um narcisista esquizofrênico, Tóquio vive um romance tórrido com o jovem Rio (Miguel Herrán, o especialista em informática do grupo), Moscou (Paco Tous) sente-se culpado por trazer seu filho Denver (Jaime Lorente) para o assalto e assim por diante.
E do lado dos reféns a tensão entre o Diretor da Casa da Moeda Arturo (Enrique Arce – o típico burocrata e infiel no casamento das estórias de Nelson Rodrigues) e sua secretaria Mónica (Esther Acebo), grávida depois de um caso com Arturo. Tensão que determinará as reações dos reféns ao assalto.
Tempo é o bem mais valioso
Tempo. É apenas isso que o Professor pretende roubar da Polícia. Por isso, La Casa de Papel lembra dois novos clássicos sobre assaltos: Quarto Poder (1997, quando John Travolta invade um Museu e pega reféns na tentativa desesperada de recuperar seu emprego) e Velocidade Máxima (Dennis Hopper monitora toda a operação pela tela da TV, intervindo em tempo real nas operações policiais – “É a TV do futuro!”, dizia cinicamente) de 1994.
Mas na série espanhola o produto do roubo não é algo tangível e concreto como o emprego ou o dinheiro que garantiria a aposentadoria do ex-policial vilão. Como indica o próprio título da série, o que está em jogo é apenas papel, cédulas com a marca d’água da Casa da Moeda. Em si, tão sem lastro como todos os dólares, títulos e papéis nas transações especulativas do sistema financeiro global.
Mas se o Professor ganhar o tempo necessário, toda aquela papelada se perderá na circulação (e impossível de ser rastreada) e terá tanto valor quanto qualquer papel especulativo.
E como ganhar tempo? Jogando migalhas para a grande mídia, assim como no filme Mera Coincidência (1997) no qual um produtor de cinema inventa uma guerra fictícia para o presidente dos EUA ganhar tempo, escapar de um escândalo sexual e ser reeleito.
Por exemplo, o Professor vaza o áudio da intenção da Inteligência do Governo libertar unicamente a filha do embaixador, escandalizando a opinião pública: uma inglesa vale mais do que dezenas de espanhóis?
Criando pequenos escândalos e jogando a opinião pública contra Governo e Polícia, habilmente o Professor ganha a coisa mais valiosa do que o dinheiro: Tempo.
Crono-economia
Por tudo isso, La Casa de Papel suscita uma reflexão em torno daquilo que poderíamos chamar de “Crono-economia” – em um sistema financeiro sem qualquer lastro na economia real, o valor da riqueza passa a ser determinado pelo controle do Tempo.
O Tempo estruturando a organização do trabalho e a própria riqueza econômica.
Por exemplo, com a crise das formas estabilizadas das relações de trabalho regidas por direitos trabalhistas passa a tomar o lugar as modalidades flexíveis de trabalho desregulamentadas: atividades comissionadas, remunerações por resultados por projetos de curto prazo, ganhos por produtividade etc.
O trabalho não é mais remunerado pela qualidade do produto, mas agora determinado pelo tempo do alcance de resultados por períodos curtos de tempo. Da remuneração do motoqueiro pela maior quantidade de entregas no menor tempo ao corretor de títulos e ações cuja diferença de segundos numa decisão pode ser a diferença entre a lucratividade e o prejuízo, a velocidade é o fator de sobrevivência.
Seu salário não é baixo. A questão é de tempo: você leva 30 dias para receber aquele valor. Por isso a sobrevivência depende do domínio da velocidade. Dinheiro não é valor nominal, é um valor probabilístico dado pela circulação veloz. A logística da velocidade é o verdadeiro poder nas sociedades dromológicas (de “dromo”, “corrida”) em que vivemos. Quanto mais lentos, mais abaixo estamos na hierarquia determinada pelo controle do tempo.
Ficha Técnica
Título: La Casa de Papel
Diretor: Alex Pina, Jesus Colmenar
Roteiro: Alex Pina, Esther Martinez, David Barrocal
Elenco: Ursula Corberó, Itziar Ituño, Álvaro Morte, Alba Flores, Paco Tous, Enrique Arce,Miguel Hérran, Pedro Alonso
Produção: Vancouver Media,
Distribuição: Antena 3 Televisión, Netflix
Ano: 2017
País: Espanha
Fonte: Cinegnose
Se a sociabilidade é uma ficção necessária para que não retornemos à natureza, talvez o dinheiro seja a instituição social mais cercada de simbolismos, relações fetichistas, mágicas e religiosas, muitas vezes travestidas por conceitos da chamada “ciência econômica”.
Paradoxalmente, porém, a crença que sustenta essa instituição é de cunho moral: o dinheiro conquistado é sempre fruto do nosso trabalho e merecimento, nas suas diversas formas como espécie, crédito, débito eletrônico etc. Mas, principalmente, a crença na sua intercambialidade, remuneração, valor, lastro, riqueza e assim por diante.
As sucessivas crises financeiras desde os anos 1990 (México, mercados asiáticos etc.) até chegar ao crash de 2008 e a subsequente crise do Euro que repercute até hoje, abriram fissuras na credibilidade do sistema financeiro: como conformar-se com bancos, agentes financeiros e especuladores capazes de fabricar, sem limites, o próprio dinheiro? Como entender que a moeda de referência mundial, o dólar, é arbitrariamente impressa pelos EUA e sem lastro desde 1971 quando Nixon rasgou o Acordo de Breton Woods?
Diante disso, a Espanha, um dos países europeus mais atingidos pelo crash financeiro com taxas de desemprego que chegaram a 30%, produziu nos últimos anos uma série de filmes que reflete todas essas questões: Hermosa Juventude (2014), 5 Metros Cuadrados (2011), La Chispa de la Vida (2011), El Mundo es Nuestro (2012) e Terrados (2011) são uma pequena amostra de como o cinema espanhol descreve o desemprego, a falta de perspectivas de toda uma geração e a perda dos direitos sociais.
Quem é bom? Quem é mau?
A série do canal espanhol Antena 3, La Casa de Papel (2017-) não é apenas mais um produto audiovisual que reflete esses tempos. É a mais contundente narrativa sobre um momento histórico no qual a linha que separa o bom dos maus desapareceu: como pensar a ilegalidade dos pequenos golpistas e falsários quando o próprio sistema global se funda na fabricação arbitrária de papéis, títulos, moeda e crédito? E mais: com as bênçãos de governos e grandes agências classificadores de risco como Moody’s, Standard & Pool e Fitch.
Então, de que adianta pensar em um pequeno golpe como no filme argentino Nove Rainhas (2000) se poderíamos dar um grande golpe explorando as fraquezas das três entidades que ajudam a manter a ordem das coisas: governo, polícia e grande mídia.
Todas essas questões surgem na mente maquiavélica de um personagem chamado “O Professor” que tem a brilhante ideia de invadir a Casa da Moeda da Espanha com a intenção de fechar-se lá dentro e imprimir mais de dois bilhões de euros – sem matar ninguém ou roubar dinheiro dos contribuintes. Apenas fabricar o próprio dinheiro. Para isso recruta oito ladrões, de acordo com sua especialidade, que aceitam participar do maior roubo da História.
Junto com o grupo recrutado, durante cinco meses o Professor planejou milimetricamente cada etapa da operação para que nada fosse deixado ao acaso. O único problema é que necessitarão de 11 dias dentro do edifício, junto com os reféns, para imprimir o dinheiro, procurar uma saída e fugir com o produto do roubo impossível de ser rastreado.
La Casa de Papel propõe uma curiosa questão: se os ladrões querem apenas roubar papel (sem lastro efetivo, assim como todos os títulos e papéis especulados no sistema financeiro global) o quê na verdade estão roubando?
Resposta: o Tempo. Roubando o tempo da polícia, do Governo e da grande mídia, para distraí-los, enquanto imprimem bilhões de euros.
A questão que a série suscita é essa: seria o Tempo aquilo que o sistema nos rouba para manter toda essa ficção necessária para manter a sociabilidade?
A Série
Tudo começa quando um grupo trajando macacões vermelhos e máscaras de Salvador Dalí, fortemente armados com escopetas russas, invadem a Casa da Moeda e toma todos os funcionários de refém. Incluindo um grupo de um colégio de elite que fazia uma visita escolar monitorada. E o detalhe. Entre os alunos, o trunfo mais importante para o assalto: a filha de um diplomata da embaixada da Inglaterra na Espanha.
O grupo está determinado e todos os passos parecem que foram detalhadamente planejados: pedem a senha do cofre e começam a encher sacolas com o dinheiro. O desfecho parece previsível – fugirão antes que o alarme dispare.
Mas algo estranho ocorre diante dos perplexos funcionários: os próprios assaltantes disparam o alarme e ficam parados, ao lado dos sacos de dinheiro, diante da porta à espera da chegada dos policiais. Que são recebidos à bala, enquanto o grupo sela todas as entradas do edifício.
Para a Polícia e a mídia, parece que os assaltantes foram pegos de surpresa e estão desesperados e escudados por reféns. Mas tudo faz parte de um ardiloso plano criado pelo Professor (Álvaro Morte), planejado e treinado intensamente por cinco meses.
Narrado em of por um dos assaltantes chamado Tóquio (Úrsula Corberó - todos eles têm codinomes de cidades: Helsinque, Nairóbi, Oslo, Berlim etc.), através de vários flash backs o espectador vai montando o quebra-cabeças do plano e as motivações da operação.
Nos 13 episódios dessa primeira temporada acompanhamos um verdadeiro jogo de xadrez entre o Professor e a inspetora responsável pelas operações policiais, Raquel Murillo – Itiziar Ituño. Raquel atravessa naquele momento um inferno pessoal: num mundo policial eminentemente masculino tem que aparentar força. Enquanto passa por uma dolorosa separação litigiosa e luta na justiça pela guarda da sua filha com o ex-marido. E o Professor saberá explorar ao máximo esse ponto fraco da oponente.
Enquanto o grupo de assaltantes mantém os reféns na linha, o Professor monitora de fora todas as operações através de câmeras internas do edifício, além de hackear as comunicações policiais.
Todos os celulares foram desligados e as comunicações são unicamente analógicas por meio de cabos instalados nos meses que antecederam o assalto – tudo para evitar rastreamentos da inteligência policial.
Tal como um Big Brother, da sua sala de controle, o Professor cria jogos e iscas para a polícia e a mídia morderem, enquanto ganha tempo – os dias necessários para as máquinas funcionarem a todo vapor para imprimirem os bilhões de euros.
Mas os episódios aos poucos revelarão também os pontos fracos do grupo: o líder Berlin (Pedro Alonso) é um narcisista esquizofrênico, Tóquio vive um romance tórrido com o jovem Rio (Miguel Herrán, o especialista em informática do grupo), Moscou (Paco Tous) sente-se culpado por trazer seu filho Denver (Jaime Lorente) para o assalto e assim por diante.
E do lado dos reféns a tensão entre o Diretor da Casa da Moeda Arturo (Enrique Arce – o típico burocrata e infiel no casamento das estórias de Nelson Rodrigues) e sua secretaria Mónica (Esther Acebo), grávida depois de um caso com Arturo. Tensão que determinará as reações dos reféns ao assalto.
Tempo é o bem mais valioso
Tempo. É apenas isso que o Professor pretende roubar da Polícia. Por isso, La Casa de Papel lembra dois novos clássicos sobre assaltos: Quarto Poder (1997, quando John Travolta invade um Museu e pega reféns na tentativa desesperada de recuperar seu emprego) e Velocidade Máxima (Dennis Hopper monitora toda a operação pela tela da TV, intervindo em tempo real nas operações policiais – “É a TV do futuro!”, dizia cinicamente) de 1994.
Mas na série espanhola o produto do roubo não é algo tangível e concreto como o emprego ou o dinheiro que garantiria a aposentadoria do ex-policial vilão. Como indica o próprio título da série, o que está em jogo é apenas papel, cédulas com a marca d’água da Casa da Moeda. Em si, tão sem lastro como todos os dólares, títulos e papéis nas transações especulativas do sistema financeiro global.
Mas se o Professor ganhar o tempo necessário, toda aquela papelada se perderá na circulação (e impossível de ser rastreada) e terá tanto valor quanto qualquer papel especulativo.
E como ganhar tempo? Jogando migalhas para a grande mídia, assim como no filme Mera Coincidência (1997) no qual um produtor de cinema inventa uma guerra fictícia para o presidente dos EUA ganhar tempo, escapar de um escândalo sexual e ser reeleito.
Por exemplo, o Professor vaza o áudio da intenção da Inteligência do Governo libertar unicamente a filha do embaixador, escandalizando a opinião pública: uma inglesa vale mais do que dezenas de espanhóis?
Criando pequenos escândalos e jogando a opinião pública contra Governo e Polícia, habilmente o Professor ganha a coisa mais valiosa do que o dinheiro: Tempo.
Crono-economia
Por tudo isso, La Casa de Papel suscita uma reflexão em torno daquilo que poderíamos chamar de “Crono-economia” – em um sistema financeiro sem qualquer lastro na economia real, o valor da riqueza passa a ser determinado pelo controle do Tempo.
O Tempo estruturando a organização do trabalho e a própria riqueza econômica.
Por exemplo, com a crise das formas estabilizadas das relações de trabalho regidas por direitos trabalhistas passa a tomar o lugar as modalidades flexíveis de trabalho desregulamentadas: atividades comissionadas, remunerações por resultados por projetos de curto prazo, ganhos por produtividade etc.
O trabalho não é mais remunerado pela qualidade do produto, mas agora determinado pelo tempo do alcance de resultados por períodos curtos de tempo. Da remuneração do motoqueiro pela maior quantidade de entregas no menor tempo ao corretor de títulos e ações cuja diferença de segundos numa decisão pode ser a diferença entre a lucratividade e o prejuízo, a velocidade é o fator de sobrevivência.
Seu salário não é baixo. A questão é de tempo: você leva 30 dias para receber aquele valor. Por isso a sobrevivência depende do domínio da velocidade. Dinheiro não é valor nominal, é um valor probabilístico dado pela circulação veloz. A logística da velocidade é o verdadeiro poder nas sociedades dromológicas (de “dromo”, “corrida”) em que vivemos. Quanto mais lentos, mais abaixo estamos na hierarquia determinada pelo controle do tempo.
Ficha Técnica
Título: La Casa de Papel
Diretor: Alex Pina, Jesus Colmenar
Roteiro: Alex Pina, Esther Martinez, David Barrocal
Elenco: Ursula Corberó, Itziar Ituño, Álvaro Morte, Alba Flores, Paco Tous, Enrique Arce,Miguel Hérran, Pedro Alonso
Produção: Vancouver Media,
Distribuição: Antena 3 Televisión, Netflix
Ano: 2017
País: Espanha
Fonte: Cinegnose
8 de mar. de 2018
29 de jan. de 2018
The Legend of Bruce Lee (O filme)
The Legend of Bruce Lee é uma série de televisão chinesa biográfica baseada na história de vida do artista marcial e ator Bruce Lee. Os 50 episódios desta série foram produzidos e exibidos pela CCTV e estreou em 12 de Outubro de 2008.
O papel de Bruce Lee foi estrelado pelo ator chinês de Hong Kong, Danny Chan e a esposa de Bruce, a norte americana Linda Lee Cadwell foi estrelada pela atriz também norte americana, Michelle Lang. O período de produção durou nove meses, com as filmagens ocorrendo em Hong Kong e Macau na (China), além de Estados Unidos, Itália e Tailândia, com um orçamento de 50 milhões de yuans (US $ 7,3 milhões).
A filha de Bruce Lee, Shannon Lee foi a produtora executiva da série. Outros atores famosos como Mark Dacascos e Gary Daniels que assim como Bruce também foram lutadores e atuaram em vários filmes e séries, além de Ray Park, Ernest Miller, e Michael Jai White são também destaque na série, bem como, os papéis de familiares ao longo da vida e da carreira de Bruce Lee. The Legend of Bruce Lee tem obtido aumento de audiência desde que foi lançado em 2008. Os primeiros 14 episódios quebraram o recorde na China que era até então do Chuang Guan Dong.Brasil: "Bruce Lee - A Lenda" começou a ser exibida na Rede CNT no dia 2 de Maio, 2011. Itália: "La Leggenda di Bruce Lee" começou a ser exibida na RAI 4 de 04 de abril.
O papel de Bruce Lee foi estrelado pelo ator chinês de Hong Kong, Danny Chan e a esposa de Bruce, a norte americana Linda Lee Cadwell foi estrelada pela atriz também norte americana, Michelle Lang. O período de produção durou nove meses, com as filmagens ocorrendo em Hong Kong e Macau na (China), além de Estados Unidos, Itália e Tailândia, com um orçamento de 50 milhões de yuans (US $ 7,3 milhões).
A filha de Bruce Lee, Shannon Lee foi a produtora executiva da série. Outros atores famosos como Mark Dacascos e Gary Daniels que assim como Bruce também foram lutadores e atuaram em vários filmes e séries, além de Ray Park, Ernest Miller, e Michael Jai White são também destaque na série, bem como, os papéis de familiares ao longo da vida e da carreira de Bruce Lee. The Legend of Bruce Lee tem obtido aumento de audiência desde que foi lançado em 2008. Os primeiros 14 episódios quebraram o recorde na China que era até então do Chuang Guan Dong.Brasil: "Bruce Lee - A Lenda" começou a ser exibida na Rede CNT no dia 2 de Maio, 2011. Itália: "La Leggenda di Bruce Lee" começou a ser exibida na RAI 4 de 04 de abril.
Estados Unidos: começou a ser exibida pela KTSF durante a semana às 21 h em Abril de 2009.Vietnã: foi ao ar na HTV2 e DN1-RTV com um nome traduzido huyen Thoai Lý Tieu em 2009.
Coreia do Sul: Começou a ser exibida no SBS a partir de maio de 2009.
Japão: Começou a ser exibida no BS NTV em 3 de outubro de 2009, e em 2010 foi lançado em DVD pela VAP.
Canadá: A Lenda de Bruce Lee começou a ser exibida em Fairchild Television em 15 de março de 2010.
Hong Kong: começou a ser exibida pela ATV no início em 14 de maio de 2010, mas com episódios cortados de 45 minutos para apenas 30 minutos. Os primeiros quatro episódios incluiram entrevistas com Danny Chan no início de cada episódio. Além disso, o tema de abertura foi substituído pelo tema de encerramento e vice-versa.
Filipinas: Começou a ser exibida pela Q em 28 de junho de 2010 substituindo Idol World: Super Junior.
Taiwan: Começou a ser exibida pela TTV em 27 de Setembro de 2010.
Além disso, nos Estados Unidos, a Lions Gate Entertainment editou a série em um longo filme de 183 minutos e o lançou em DVD em 21 de setembro de 2010.
12 de nov. de 2017
Você sabe qual é a aparência da atriz que interpreta a personagem Samara do filme O CHAMADO 3?
Samara - (Bonnie Morgan)
O CHAMADO 3 - 2016
Um dos filmes de terror mais populares de todos os tempos, deixou você com medo da sua televisão e ligações telefônicas inesperadas, por algum tempo. Não há problema em admitir...rs
A atriz Bonnie Morgan era uma acrobata no passado, então foi muito fácil para ela fazer o papel de Samara no chamado 3, o filme mais recente da sério O CHAMADO.
Curiosamente ela também era uma dublê na cena do poço em um CHAMADO 2 - O CÍRCULO SE FECHA, de Hideo Nakato. Contudo o nome dela não foi colocado nos créditos.
Um dos filmes de terror mais populares de todos os tempos, deixou você com medo da sua televisão e ligações telefônicas inesperadas, por algum tempo. Não há problema em admitir...rs
Vida e carreira
Morgan, filha do ator Gary Morgan , cresceu em uma família de artistas de circo . Ela é uma manipuladora de corpo profissional e atuou como palhaço e estudou como ator clássico .
Ela é uma contorcionista profissional e apareceu em muitos filmes conhecidos, como Piranha 3D , Minority Report , Fright Night e fez uma aparição como Beth no curta-metragem Sorority Pillow Fight (ao lado de Michelle Rodriguez ). Ela também forneceu acrobacias no Hellboy II: O Exército de Ouro , pelo qual foi nomeada para Screen Actors Guild Award por um Desempenho Destaque por um Stunt Ensemble em um filme, e no filme de terror documentário de William Brent Bell The Devil Inside . Ela atuou também em vários pontos comerciais e mantém um registro registrado no Guinness World Records tendo passado cerca de três minutos com duas outras pessoas em uma caixa de dois por dois pés.
Samara transformou uma inspiração para fantasias de Halloween, mas você provavelmente não tinha ideia da aparência de Samara na vida real até agora.
A atriz Bonnie Morgan era uma acrobata no passado, então foi muito fácil para ela fazer o papel de Samara no chamado 3, o filme mais recente da sério O CHAMADO.
Curiosamente ela também era uma dublê na cena do poço em um CHAMADO 2 - O CÍRCULO SE FECHA, de Hideo Nakato. Contudo o nome dela não foi colocado nos créditos.
12 de jul. de 2017
E se Bruce Lee pudesse participar do MMA?
Esta é a proposta de Spirit of Fight (Espírito de Luta), produção conjunta de Hong Kong, China, Tailandia e Singapura estrelada por Danny Chan (Shaolin Soccer), interpretando o saudoso mestre das artes marciais. Pancadaria é o que não vai faltar!
Chan, que quase foi o Kato da nova versão de O Besouro Verde, traz semelhanças incríveis com Bruce Lee e é também praticante da arte marcial criada por ele (Jeet Kune Do). Em entrevista, o ator explicou o projeto:
O filme ainda está em fase de captação de recursos e as cenas abaixo são promocionais (divulgadas para atrair investidores), mas dão uma boa ideia de como o resultado ficará interessante. O texto no inicio do video explica que o trecho exibido não será incluído no resultado final. Assista:
Spirit Of Fight não tem data de lançamento oficial, mas, se os produtores forem espertos, aproveitarão o fato que o astro chinês completaria 70 anos se estivesse vivo, no final de novembro.
Fonte: GETRO
Chan, que quase foi o Kato da nova versão de O Besouro Verde, traz semelhanças incríveis com Bruce Lee e é também praticante da arte marcial criada por ele (Jeet Kune Do). Em entrevista, o ator explicou o projeto:
SOMOS GRANDES FÃS DE BRUCE LEE E ESSE FILME QUE ESTAMOS FAZENDO É UMA HOMENAGEM AO SEU LEGADO PARA DAR AOS FÃS UM VISLUMBRE DO QUE SERIA SE O ESPÍRITO DO JKD SE TORNASSE PARTE DO FENÔMENO GLOBAL QUE É O MMA.
O filme ainda está em fase de captação de recursos e as cenas abaixo são promocionais (divulgadas para atrair investidores), mas dão uma boa ideia de como o resultado ficará interessante. O texto no inicio do video explica que o trecho exibido não será incluído no resultado final. Assista:
Spirit Of Fight não tem data de lançamento oficial, mas, se os produtores forem espertos, aproveitarão o fato que o astro chinês completaria 70 anos se estivesse vivo, no final de novembro.
Fonte: GETRO
21 de nov. de 2016
FILME: "RAÇA" - Uma incrível história real de Jesse Owens, o astro atlético legendária na história das Olimpíadas
Baseado na incrível história real de Jesse Owens, o astro atlético legendária cuja busca para se tornar o maior especialista em atletismo na história empurra-o para o palco mundial dos Jogos Olímpicos de 1936, em que ele se depara com a visão de Adolf Hitler da supremacia ariana. "Raça" é um filme fascinante sobre a coragem, a determinação, a tolerância ea amizade, e um drama inspirador sobre a luta de um homem para se tornar uma lenda olímpica.
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