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15 de mar. de 2020

A MULTIPLICAÇÃO DOS EVANGÉLICOS

A cada ano, 14 mil novas igrejas evangélicas abrem as portas no Brasil. Hoje, 31% dos brasileiros já se consideram evangélicos. Quem estuda o assunto, calcula que até 2032 mais da metade do país já terá aderido a uma ou outra denominação. 





13 de jan. de 2020

CRISTÃOS: Caçadores Caçados e sua Hipocrisia

Hoje em dia, cristãos não só batem na nossa porta no nosso dia de folga, como também estão começando a se envolver em política. Trazendo escolhas unicamente religiosas para a vida de todo o povo, mesmo quem não acredita, mesmo pra quem seja de outra religião. E pra essas pessoas, eu faço uma pergunta, onde está o livre arbítrio, que o próprio Deus em que você acredita me deu?
No vídeo de hoje, iremos voltar para o Velho Mundo e entender como a mesma história se repete até hoje, de maneiras diferentes. Cristãos querem ser a vítima, querem bancar a caça quando na verdade são os caçadores.

 



14 de ago. de 2019

FOCO, FORÇA, FÉ E FEUERBACH

Há quem diga em pleno século XXI que religião não se discute, e as mulheres da geração passada também dizia que briga de marido e mulher não se discute, e talvez por isso que tem tanto marido escroto batendo na esposa.
E por que devemos discutir religião?!





19 de nov. de 2018

A presença de Deus mataria homem pelo seu pecado

Mas acontece que o homem não é um isopor, e nem deus uma chama que não sabe separar ou identificar esse tal pecado do homem quanto a essa aproximação entre a sua cria e o seu criador.
Seria Deus vítima do seu próprio descontrole que ao se aproximar literalmente do homem esse mesmo seria fulminado?

Não faz o menor sentido essa alegoria....até mesmo porque quando você afirma isso, você em outras palavras está dizendo que o seu deus é limitado ao ponto de ser impedido em ter essa aproximação com uma simples criatura.

Será o "pecado" humano mais poderoso e capaz de tornar o deus em ter acesso direto com sua criatura? Sendo assim, é bem isso que você quer dizer quando afirma isso do seu deus! 

Lembra daquela frase em que os crentes usam?

Que deus não ama o pecado, mas ama o pecador?

Se nota obviamente que "Ele" sabe muito bem
 diferenciar uma coisa da outra, porém essa mesma lógica deveria servir para essa aproximação do homem para com deus também, já que "Ele" é divinamente livre, e nada pode O impedir de fazer qualquer coisa ou de ter livremente esse contato com o homem numa boa, você não acha? 

Qualquer coisa que O impede de fazer ou realizar algo ou de aproximação, seja com quem for, você está dizendo e afirmando, mesmo que inconscientemente de que Ele não é todo-poderoso, certo?!

E tem mais uma coisa...que você esqueceu.....se você acredita que "Ele" é ONIPRESENTE, nesse mesmo poder de estar em todos os lugares ao mesmo tempo, eu te faço um pergunta: Sabe onde ele está agora 24hs por dia também?
No inferno também e sem reservas alguma, meu caro!!! rsrs....e porque então, a nata do pecado que se encontra lá dentro do inferno não é evaporado por essa mesma chama ou presença da Onipresença divina? kkkk....E para um ser que tem esse atributo da

Onipresença não há espaço de restrição por menor que seja, ou seja, é literal e total a sua manifestação presencial no inferno o tempo todo. Porquê se "Ele" é capaz de poupar naturalmente o inferno de sua própria presença constante por lá, o homem sem ou com pecado não seria problema algum para Deus Onipotente, e nada seria de diferente em ambos os casos, ok?! 

E se você vir aqui e querer tentar driblar essa realidade apresentada a você, você só irá estar cometendo um outro deslize em dizer e afirmar de que o seu deus é manipulador.

Então se você acredita nesse deus, então reflita melhor nas coisas que você aprendeu por aí sobre deus, homem e o pecado, blz?!!!

Bora refletir em tudo....!! A paz a todos!!! 



19 de ago. de 2018

LIBERTO DA RELIGIÃO

  Apesar da enorme expansão do conhecimento, grande avanço da Ciência (com nossas sondas espaciais vasculhando os confins do Sistema Solar) e todo pensamento filosófico, 250 anos após o Iluminismo, em pleno século XXI, bilhões de pessoas ainda pensam ser imprescindível acreditar nas primitividades das coisas que as religiões ensinam. 

     Enquanto as religiões mundiais mutuamente se desprezam, milhares de denominações cristãs brigam pelo título de “A Verdadeira”, mas no combate à razão e na imposição de seus dogmatismos a toda sociedade elas fingem união e harmonia. 


     Ao passo que o Islã cada vez mais se radicaliza, o Brasil tem sido palco de um galopante aumento de fanatismo religioso que se infiltra na política e objetiva transformar nosso país numa teocracia. 


     A partir de minha experiência pessoal com o literalismo bíblico, faço uma abordagem histórica do fundamentalismo cristão e exponho as falácias dos dogmas religiosos, os efeitos negativos da supressão do pensamento crítico e os benefícios que viver sem religião traz ao indivíduo e consequentemente ao mundo. Não seria o mundo melhor, se nenhum grupo pensasse ter uma linha direta com Deus? 


(Woody Allen em Desconstruindo Harry)



1 de abr. de 2018

DEUS TEM O ATRIBUTO DIVINO DO PODER DA ONIPOTÊNCIA?

Fiz uma enquete sobre essa capacidade divina de Deus, se de fato "Ele" tem o poder a Onipotência. 

DEUS É ONIPOTENTE? 
E na enquete deu que 78% SIM e só 28% que NÃO.
Então deu que pra maioria Deus é de fato Onipotente.

Porém, antes de começar a colocar alguns pontos importantes a respeito desse tal atributo que Deus tem da Onipotência divina, é que quando se trata de enquetes de temas e perguntas bíblicas, as pessoas no automático respondem sem nenhuma reavaliação além de suas crenças, não se importando com o detalhes importantíssimos se de fato estamos mesmo com a razão de acreditar no que Deus tem ou não, do que Deus é ou não, e assim por diante.
Mas, eu sei o quanto é difícil expor as falhas de nossas próprias crenças diante de algo nosso e desafiador, ao qual no fundo as pessoas não querem que sejam isso verdade, porque iria comprometer o que sempre tiveram como "verdade final" ou "absoluta".
É normal as pessoas se comportarem assim, diante de uma verdade com uma sensação e em tom de ameaça, onde o que está em jogo são os tipos de conceitos religiosos que pessoas cegamente acreditam que eles tem numa "verdade divina e revelada" e inquestionáveis, ao que o próprio ego acaba impedindo e se apegando em algo que as mantém na falsa sensação que ele ou ela não foram enganos, e que de fato são só apegos e auto-reféns de suas próprias crendices religiosas.

Eu sei que o problema das pessoas é o medo e a resistência em ser honesto consigo mesmo a desconstruir as suas verdades adquiridas e prontas dada pela religião, ainda que algumas digam que não pertencem a religião alguma. Porém, eu digo que você só diz que não faz parte de uma instituição religiosa organizada, mas que tudo que você aprendeu e acredita ainda, você apenas só saiu, mas nada saiu de você ainda, ou seja, a visão e a mentalidade religiosa é a mesma do que qualquer um frenquentante de templos religiosos. Então, isso não te faz superior ou diferente dos demais religiosos.
Então, se você ainda se comporta mentalmente como qualquer religioso, tudo que será apresentado aqui será pra você também refletir sobre as suas bases de crenças religiosas.  

Eu mesmo no passado a muitos anos atrás não fui isento de ser enganado e iludido por esses tipos de coisas, mas de minha parte foi por pura ingenuidade de fazer o que a maioria faz de não avaliar nada, ignorando o senso crítico e a tudo que tange a religião, Deus e seus derivados de modo geral. Porque assim, é bem mais cômodo e confortável em apenas aceitar tudo do jeito que nos ensinaram, do que sermos ousados, honestos, seguros de si e sem medo de questionar tudo sem achar que assim Deus vai pesar a mão em você, (Isso é mais uma crença e falácia religiosa para inibir a sua capacidade de questionar, analizar, duvidar e tirar as suas próprias conclusões), porque se fosse pra dizer amém a tudo, só porque tem um Deus na jogada, você não precisaria de cérebro pra nada.....era só dizer amém pra tudo e estaria tudo certo, não é mesmo? rsrs

Então, não faz sentido algum um Deus que dá algo pra você pensar e processar para ir contra a realidade para nos manter o tempo todo no "jardim da infância.
O seu cérebro não é apenas pra servir de enfeite e nem pra ficar inerte dentro da sua cabeça, ok?

Sermos enganos uma vez é normal e humano, porém persistir no erro, seja qual for a razão, é a mais pura desonestidade intelectual. 
Dito isso vamos ao que interessa sobre a enquete em questão. 
Vou ser bem breve nesse tema em questão, ok?!

DEUS É ONIPOTENTE?

Vamos analizar agora um dos seus grandes poderes - a ONIPOTÊNCIA 
Vamos ver se "Ele" realmente é onipotente como a bíblia fala.

Em primeiro lugar quero mostra um conceito bem simples de paradoxo.
Existem alguns conceitos de paradoxos bem complexos, mas o que vou prestar aqui é bem simples e bem fácil de analizar.


Digamos que Deus precisasse fazer algo indestrutível, algo que nem Ele mesmo pudesse destruir.

Primeiramente, se Ele não puder construir algo que Ele mesmo não possa destruir, Ele não é ONIPOTENTE, porque Ele não pode construir algo que Ele não possa destruir.
E mesmo que Ele possa construir algo pelo fato de Ele não poder destruir, também mostra que Ele não é ONIPOTENTE.

Esse paradoxo lógico nos informa do que? 


Que é impossível haver um DEUS ONIPOTENTE. É simplesmente impossível! 


Mas, saindo do paradoxo que muitos crentes e fundamentalista cristãos não aceitam paradoxos.


E vamos agora o que muitos não aceitam e ignoram quando o assunto é a nítida falta de suas ações de Deus em relação alguns acontecimentos na história da humanidade aqui listadas: 



1º Os hebreus -
Um povo dado pela bíblia e pela fé cristã de que era um povo escolhido de Deus, porém na Segunda Guerra Mundial esse mesmo povo escolhido de Deus foram quase exterminados da face da Terra. 

Então cadê as Ações de Sua compaixão e onipotência em relação ao seu povo escolhido?
Essa é a primeira prova e evidência de que Ele não é em hipótese alguma Onipotente. 

(Adolf Hitler 6000.000 x 0 Deus onipotente). 

Bombas Little Boy e Fat Man dos EUA lançados nas principais cidades do Japão

Vocês se lembram da bombas lançadas em Hiroshima e Nagasaki (Japão) na Segunda Guerra Mundial? 


As duas bombas americana que foram lançadas entre as cidades de Hiroshima e Nagasaki, matou mais de 100 mil pessoas. 
Então, cadê a compaixão e a onipotência de Deus em relação ao povo japonês? 
Essa é a segunda prova e evidência de que Ele não é em hipótese alguma Onipotente. 

Sem essa de vir aqui e apelar para tal ideia do livre-arbítrio do homem, ok?
Porque essa doutrina de crença religiosa não faz o menor sentido quando envolvemos ambas as partes desse mesma história dos envolvidos na guerra quanto a minoria que ataca sobrepujando a maioria de inocentes quanto ao livre-arbítrio das vítimas.


(Franklin Delano Roosevelt 2x0 Deus onipotente)  

3º Catástrofes naturais 
É comum a gente vê essas coisas acontecerem pelo mundo afora como por exemplo, furacões, vulcões, terremotos, tsumanis, e etc,....em que essas mesmas manifestações naturais vem sempre ceifando aos milhares e milhares de vidas.
Quantas pessoas vem morrendo, principalmente quando teve aquele furacão Katrina, no EUA de 2005, e quantas pessoas alí eram cristãs? 
Quantas pessoas naquele momento pediram a Deus por suas vidas? 
Pra se ter um ideia, hoje o Estados Unidos é um dos países mais religiosos do mundo. E pode ter certeza que a bem da maioria daquelas pessoas que morrem em decorrência do furacão eram religiosas, mesmo assim não foram atendidas e salvas por Deus, matando 1.833 pessoas. 

Então, cadê a compaixão e a onipotência de Deus em relação aquelas pessoas vítimas de uma catástrofe natural?
Ou vai dizer também que o furacão Katrina fez o mal uso de seu livre arbítrio também? rsrs 


(Natureza 1x0 Deus onipotente) 

4º Caso Nardoni 
Dispensa comentários quanto aos detalhes do crime cometido pelo casal Nardoni com relação a própria filha - uma criancinha inocente de nome Isabella Nardoni, mas que os pais eram cristãos. 
Então, cadê a compaixão e a onipotência de Deus em relação aquela criancinha inocente?

Obs.: Eu sei que eles foram presos, porém eles foram punidos e presos não por força e justiça divina, mas que foi bem depois do crime cometido pela as leis dos homens, e não o que Deus pela sua suposta onipotência poderia fazer com excelência de salvação para que tudo poderia ser evitado sem que houvesse aquele crime bárbaro assistida diante da onipotência Dele.

Você sabe como se chama quando se omite socorro a alguém?

(Casal Nardoni 1x0 Deus onipotente) 

5º Quem se lembra do caso João Hélio 

O caso João Hélio refere-se ao crime ocorrido na noite de 7 de fevereiro de 2007, quando João Hélio Fernandes Vieites (Rio de Janeiro, 18 de março de 2000 — Rio de Janeiro, 7 de fevereiro de 2007) foi assassinado após um assalto, ao ser arrastado pelo carro em que estava, levado pelos assaltantes, preso ao cinto de segurança pelo lado de fora do veículo. João era estudante da pré-escola particular Crianças & Cia, onde cursava o primeiro ano do ensino fundamental e tinha seis anos de idade quando tornou-se mais uma vítima da violência na cidade do Rio de Janeiro.

O crime teve grande repercussão nacional, pela violência e crueldade, levando a vários atos públicos de protesto contra a violência, principalmente na cidade do Rio de Janeiro.


A mãe do garoto pediu a Deus "Onipotente" para que Ele o salvasse, mas vocês bem sabem como foi o desfecho final dessa crueldade desses criminosos, né? 
Apesar de todos os apelos e preces da mãe do garoto a Deus, mesmo assim, Deus não poupou a vida daquela criança inocente. 
Então, cadê a compaixão e a onipotência de Deus em relação ao garoto brutalmente assassinado pelos criminosos?
Vai ainda continuar a apelar com essa crença do mal uso do livre arbítrio por parte dos criminosos?

(Criminosos 1x0 Deus onipotente)

6º A colisão do jato Legacy com o avião da Gol, matando 154 pessoas


O jato legacy que colidiu com o avião da Gol causando desastre e mortes.
Um resuminho aqui nesse caso....os pilotos do jato foram irresponsáveis em desligar o sensor eletrônico do avião, e com isso houve a colisão fatal com o avião da Gol morrendo nessa colisão 154 pessoas.
Então, nesse caso o que seria esperado pela lógica sobre esse ocorrido dos aviões em relação a onipotência divina? 
Era Deus com a sua onipotência, salvar os inocentes do avião da Gol, e a punição para os culpados dos irresponsáveis pilotos do jato legacy. 
Então, já que houve mortes nessa colisão, quem deveria morrer nessa colisão?
Os inocentes ou os culpados?

Então, cadê a compaixão e a onipotência de Deus em relação aos inocentes passageiros do avião da Gol?
Ou vai dizer apelando de que Deus onipotente tinha um plano na vida dos pilotos irresponsáveis? Sem essa, blz?! 

E vale lembrar que nesse mesmo avião da Gol, morrendo 154 pessoas havia muitos cristãos, é só você ver as pessoas no dia do velório. 


(Irresponsáveis do jato Legacy 154x0 Deus onipotente) 




7º Caso do telhado que caiu da igreja Renascer em Cristo


Existe evidência mais forte do que essa, de que Deus não tem onipotência alguma, nem mesmo para os com que alí estavam louvando-O e cultuando-O? 
Cadê a compaixão e a onipotência de Deus em relação as seus fiéis, onde houve vários cristãos feridos e 9 mortes? 

(Casal Hernandes 9x0 Deus onipotente)


*E fora tantos outros casos históricos que não foram mencionados aqui como no caso do 11 de setembro, em que morreram mais de 3 mil pessoas.

*Josef Stalin estima se que ele matou mais de 4 a 40 milhões de pessoas. 
*Adolf Hitler matou num total entre judeus e os não judeus aproximadamente 11 milhões de pessoas.

Obs.: E em nenhum dos casos esses terríveis ditadores foram aplacados pela onipotência de Deus em nada. Foram homens bem sucedidos em seus intentos contra a humanidade, e no fim nenhum deles foram penalizados onipotentemente em relação a todas as atrocidades, que eles praticaram durante todo o tempo de seus reinados, ou seja, partiram desse mundo  intocáveis e ilesos, sem ser feito e cumprido a tal justiça de Deus em absolutamente em nada e ninguém. 

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Mas, eu sei que muitos ainda vão querer no desespero livrar a barra de Deus em negar de que Ele não é onipotente, para querer dizer como sempre que é o HOMEM QUE FAZ O MAL USO DO LIVRE-ABÍTRIO...rsrs

Quando você religiosamente reproduz que é o homem culpado por questão de livre-arbítrio, você realmente sabe o que é livre-arbítrio? 


LIVRE-ARBÍTRIO é a capacidade do indivíduo tomar decisões para sua própria vida, e não para atingir ou prejudicar a vida dos outros.

E como Deus é a Justiça, o dono da Justiça, o grande juíz, Ele teria por obrigação de interferir em prol do bem de todos. 
Agora uma justiça indiferente e que só contempla tudo acontecer de mal no mundo e nada acontece por parte da justiça de Deus diante das injustiças dos homens, do que vale essa justiça divina, se ela não funciona para cumprir os seus reais propósitos em favor das vítimas ou dos inocentes?! 

Um juiz humano quando necessário interfere, em favor do livre-arbítrio de alguém que está sendo desrespeitado com punição, caso não seja acatado a ordem do juiz em favor de quem está tendo o seu livre-arbítrio desrespeitado. 


E se Deus é um Deus de Justiça e nada faz, e nem interfere em favor de ninguém, Ele não é onipotente, Ele não é um Deus de fato de Justiça, e Ele não tendo esses atributos divinos em pleno exercício quando lhe é solicitado e suplicado, isso prova que Ele não é Deus quando esses atributos de poderes divinos não se manifestam ou se aplica em favor ou contra a qualquer caso de pessoas nesse mundo em nome da onipotência e da Justiça divina.

Então, pense bem antes de só repetir o que aprendeu de que Deus é Onipotente, porque na vida real e no mundo real, vem sempre nos mostrado que não é em absolutamente de que existe um Deus Onipotente.

Se Deus não existe, faz todo sentido todos os casos citados e foras os demais que eu não citei aqui, mas agora se Ele existe tendo todos esses atributos divinos no dia a dia, soa totalmente contraditório e cruel da parte de um Deus tão compassivo e amoroso com suas criaturas.

A partir de agora com essas provas e evidências aqui apresentadas acima, reavalie as suas crenças e a sua forma em lidar com a sua fé, com a vida e o mundo real. 


- por Rento Brito




30 de nov. de 2017

Como são os paraísos das outras religiões?


ISLAMISMO: Não acredita em pecado original, como fazem o judaísmo e o cristianismo, e por isso considera que o paraíso, ou Jannah, é o destino de todas as crianças. Para os adultos que conquistam o mesmo direito, esse é um lugar de jardins vastos, com rios de leite e de mel, onde todos os desejos são concedidos. Vestidas com os tecidos mais caros e confortáveis e usando joias do tamanho de frutas, as pessoas participam de jantares em palácios de ouro, com vinhos que não provocam bebedeira nem ressaca. Para cada escolhido, dependendo da tradução, são oferecidos pelo menos 80 mil escravos e 72 companheiras virgens.

CANDOMBLÉ: Para a religião brasileira de origem africana, em especial da região onde hoje fica a Nigéria, o Universo teve início no orum, o espaço infinito e sem forma, governado por Olorum, o deus que criou todas as coisas. É ali que os orixás passam a maior parte do tempo – isso quando não estão no aiê, o mundo físico que conhecemos, interagindo com os seres humanos e cuidando do funcionamento da natureza. As pessoas que morrem podem seguir para o orum, caso tenham cumprido seu destino em vida, e ali se tornam ancestrais divinizados, que convivem com os outros deuses e antigos reis e guerreiros.

HINDUÍSMO: Antes de encarnar novamente, a alma das pessoas corretas segue para um dos sete svarga, ou mundos celestiais, localizados acima do Monte Meru, um local mitológico que tem cinco cumes. Quanto mais elevado o espírito, mais alto o mundo para onde ele segue, até ter o direito de se tornar vizinho de Vishnu, o deus responsável pela manutenção do Universo, cuja residência é guardada por Airavata. Quem consegue chegar até ali já está muito perto do moksha, o estado de libertação total do ego. A maior parte das almas fica no segundo nível, chamado Swarga Loka, um ambiente de prazeres intensos.

SIKHISMO: De acordo com essa crença surgida na Índia do século 16, o ciclo de nascimento e renascimento em busca da união plena ao Criador é o principal objetivo de cada existência. O céu é acima de tudo uma condição mental, que a alma experimenta enquanto medita e se aproxima dos mistérios do Universo. A pessoa pode até mesmo se sentir em um lugar muito claro e confortável, de prazeres intensos. Mas não é isso que importa, nem mesmo a preocupação com as encarnações próximas ou anteriores. O momento presente é que interessa, porque é quando o fiel pode abandonar as dores que caracterizam a vida neste plano.

BUDISMO: Existem dezenas de diferentes paraísos, mas todos fazem parte da mesma realidade ilusória, chamada samsara. As almas que acumulam bom carma seguem para diferentes locais, de acordo com sua função em vida: guerreiros dedicados seguem para um lugar diferente, por exemplo, de um comediante que cumpriu a tarefa de alegrar as audiências. Um desses espaços, chamado Trayastrimsa, é ocupado por deuses, que fazem companhia a pessoas avançadas – um dia vivendo ali é o equivalente a 100 anos do nosso plano. Os monges podem ajudar, rezando pela alma de quem acabou de morrer. Mas o objetivo dos budistas não é chegar a esses lugares, que são provisórios. O importante é não focar nos prazeres temporários, e sim na busca pelo nirvana, o estado de iluminação que está muito além de qualquer tipo de céu.

CRISTIANISMO: O paraíso católico consiste em um céu sobre as nuvens, que serve de moradia para Deus, Jesus, o Espírito Santo, os anjos, os santos, os homens do clero que cumpriram sua missão, os antigos profetas e as pessoas que foram batizadas e aceitaram os ensinamentos – os critérios para quem pode ou não entrar entre as pessoas comuns ainda hoje são motivo de discussões.

CONFUCIONISMO: Descrita na China a partir do século 12 a.C., durante a dinastia Zhou, e incorporada à religião a partir do século 6 a.C., Tian é a terra onde ficam as casas dos ancestrais mais nobres e dos antigos guerreiros e imperadores. Trata-se de um lugar com personalidade própria, que acompanha a vida dos humanos e os abençoa ou se irrita com eles – é um território, mas também um dos deuses mais poderosos.

XINTOÍSMO: A religião mais praticada do Japão, surgida no século 7 e com 120 milhões de seguidores no mundo, prevê a existência do Takama-ga-hara, um espaço ligado ao mundo terreno por uma ponte que flutua sozinha, chamada Ama-no-uki-hashi e que só pode ser atravessada pelas pessoas que conquistaram o direito de conviver com os seres celestiais, os amatsukami, em especial Amaterasu, a deusa que cuida do Sol.

JUDAÍSMO: Localizado acima da Terra, o shamayim é um domo onde vivem Javé, os anjos das mais variadas categorias (a hierarquia você conhece na página 25) e todas as pessoas que viveram uma vida justa e mereceram o céu. Uma vasta tradição judaica organiza esse mundo em sete diferentes territórios, cada um governado por um arcanjo diferente – mais próximo da Terra, por exemplo, seria Araphel, espaço liderado pelo arcanjo Gabriel, onde ainda hoje viveriam Adão e Eva. A versão celestial de Jerusalém estaria em Ma’on, o quarto céu, do arcanjo Miguel. No sétimo, gerenciado pelo arcanjo Cassiel, ficaria o palácio de Deus. A literatura antiga dessa fé admite outras versões: no Segundo Livro de Enoch, uma obra apócrifa, existem dez céus diferentes, e não sete, e o inferno fica em um deles, o terceiro.

ESPIRITISMO: Para os seguidores da doutrina estabelecida pelo professor francês Allan Kardec, não existe um céu definitivo. Mas a alma reencarna sucessivas vezes, em busca da evolução espiritual. À medida que vai melhorando em termos de autocontrole e caridade para com o próximo, ela segue para diferentes planetas, luas e todos os corpos celestes que existem em todo o Universo. Dentro do nosso sistema solar, a Terra é o segundo lugar menos evoluído, melhor apenas do que Marte. Em Vênus e na Lua, as almas que viveram uma vida justa seguem adiante para continuar seu aprendizado num ambiente mais pacífico. Já em Júpiter, viveriam as almas mais elevadas de toda a vizinhança. Ali, segundo a descrição publicada por Kardec em 1858, o espírito do compositor Wolfgang Amadeus Mozart vive em uma mansão suntuosa.



9 de out. de 2017

Por Que a Astrologia Parece "Funcionar?"

DESVENDANDO TRUQUES DA ASTROLOGIA

POR QUE A ASTROLOGIA "FUNCIONA?" 
Por que tantas pessoas se identificam com signos, consultam horóscopos e acreditam na eficácia da astrologia?



Animação original Leis de Kepler -
https://www.youtube.com/watch?v=P7vc4e8efus&feature=youtu.be

Artigo com teste de duplo cego com astrólogos:
http://muller.lbl.gov/papers/Astrology-Carlson.pdf

Problemas com o popular teste de Myer-Briggs (16 personalidades):4
https://www.theguardian.com/science/brain-flapping/2013/mar/19/myers-briggs-test-unscientific
https://www.psychologytoday.com/blog/give-and-take/201309/goodbye-mbti-the-fad-won-t-die
http://www.indiana.edu/~jobtalk/Articles/develop/mbti.pdf



26 de mai. de 2017

O último "Profeta" João Batista! Mas será?!

O título profeta, apóstolo, evangelista, guia, e tantos outros, são realmente naturais e divinamente atestados? Ou são meramente títulos de caráter humana e de imposição religiosa?!

Segundo a crença popular e religiosa sim, porém diante da realidade isso nunca existiu, são apenas termos que a religião inventou para que as pessoas tivessem uma imagem equivocada sobre esses homens como homens divinamente inspirados, dotados e vindos de "Deus", porém eu lamento em dizer que nunca houve profetas do jeito que a religião sempre impôs e apregoou, e que infelizmente ecoa até hoje essa inverdade na mente dos crédulos. 
Na verdade o que se tinha lá trás, e ainda tem em nossos dias atuais, são homens sábios e com uma rara percepção e visão da vida e do universo humano, a começar por si mesmo. Porém nada desses atributos fazem do mesmo um "profeta","apóstolo", ou alguém super dotado pela tal inspiração divina. Tantos homens e mulheres que tivemos são apenas pessoas maduras e experimentadas na vida.
Então sendo assim também era nos tempos antigos, sempre se teve homens diferenciados no nível consciencial, de conhecimento e de sabedoria, e com uma visão e percepção que poucos tinham....mas eles em nada era alguma coisa da forma que a oligarquia religiosa acintosamente prega.
Eram apenas humanos dedicados a verdade, eram mestres de si mesmos, e com efeito os mesmos compartilhavam a verdade revolucionária, que só os anarquistas tem coragem e a intrepidez de ir além do que tem e são em si mesmos. Eles incomodavam os que eram obstinados e apegados em se manter ainda no padrão doentio e na corrupção social, em decorrência da viciante zona do "jardim da infância".

Nesse mundo sempre houve poucas pessoas livres e conscientes, e que não serão os últimos enquanto existir mundo. 
Eram pessoas honestas com a realidade, sem a viciosa crença de se pautarem tudo no tal sobrenatural, ou numa divindade 'A' ou 'X'

Os tais "profetas" eram homens comuns,com seus próprios nomes, e não em títulos, mas com um nível de percepção e de consciência elevada e nada mais!!! E o João era um deles, e nesse ângulo de visão, nada se findou nele como sendo ele o último em sabedoria e percepção das coisas em sua época.

Alguém pode dizer que a bíblia diz que ele era "profeta", ou enviado e ungido de "Deus", segundo a "profecia" de tal fulano - "profeta" tal.
Porém eu digo que isso não é verdade, porque nem mesmo a bíblia diz que ele era profeta. E tem mais; nem mesmo João disse que era alguma coisa. No máximo que foi dito por ele, foi: "Eu sou a voz que clama no deserto". Isso honestamente podemos o considerar como sendo profeta ou qualquer outro título?!
Com essa frase que ele disse, conheço alguns que fazem isso também em nossos dias na prática. Porém não são vistos assim, porque não são ligados a religião e ao credo de ninguém, e nem estão canonizado na bíblia, né??!! rsrs.
Na verdade só são livres pensadores que não aceitam a proposta corrupta e religiosa de serem adestrados como cães.

Vale uma observação aqui: Quanto a crença religiosa e que estão enraizado na mente das pessoas, de que João Batista era uma profecia a se cumprir, em relação a sua vinda praticamente no fim do período judaico, posso talvez fazer uma outra matéria a respeito de pessoas que supostamente vieram se cumprindo assim segundo "profecia" de tal profeta 'A', 'B' ou 'C'....e etc.

DESMISTIFICANDO ALGUMAS LENDAS RELIGIOSAS:

A ideia de "envidado" de "Deus", é uma mera crença popular, e não um fato.
A ideia de "ungido", é a penas um costume, uma cultura local e temporal, para atender apenas aspectos das crenças e das necessidades humanas e estruturais religiosas e nada mais.


Será que João Batista, e tantos outros que o antecederam eram "profetas" e seres "divinamente" "enviados" e "inspirados" por "Deus", segundo o que a religião sempre afirmou?!
Não, meus caros! Eram apenas homens comuns, e os mesmos tinham uma visão das coisas bem do jeito que é ou do que poderia ser ou acontecer. Porque se for assim, então o escritor 
George Orwell, poderia ser considerado um profeta. Quem já leu o livro dele, sabe o que eu quero dizer. Porque se o critério é prever coisas e outros requisitos mais, então devemos tê-lo, o George Orwell como profeta também, porque ele teve os mesmos atributos que as pessoas religiosas acreditam que os seus ícones bíblico tem, o que acham?! rsrs
Enquanto a maioria das pessoas andam sempre dormindo e distraídas muitas vezes com o óbvio, ou com algo que possivelmente poderia acontecer em um dado momento ou época, outros apenas percebem observando algo que se inicia ou que está em andamento, de algo que está sendo desenvolvido para o bem ou para o mal, se assim continuar, seja no campo individual ou coletivo.

Vale salientar aqui, que não me refiro a outra crendice dentro de um romance popular famigerado de que existe uma ordem formado por uma poderosa elite chamado Illuminati, ou que a visão e percepção que algumas pessoas sensatas e racionais tem do mundo e do ser humano, é de idiotizar as pessoas que está para ser implantada uma "Nova Ordem Mundial". Um projeto global e surreal e sem sentido algum a ser implantado. Isso é tolice dos crédulos conspirólogos e dos oportunistas de plantão. 

Me refiro tão somente apenas a algo que envolve o nosso mundo, a todos nós de modo geral.
Não existe mocinhos e vilões, existe o Todo. Não existe a ponta da pirâmide sem a base, e a ponta da pirâmide só é o que é, porque simplesmente a base é corrupta e ignorante, ou seja, a ponta da pirâmide é o mais puro reflexo da base e não ao contrário do que se acreditam. O que se vê mesmo é o vitimismo de pessoas 
panfletando e lutando freneticamente em frente a um inimigo imaginário. 

No dia em que a base mudar de modo geral, dentro de uma livre consciência, é bem certo que a ponta da base será oposto do que é hoje. Mas também enquanto não mudarmos, iremos apenas jogar pedras em nosso próprio reflexo, com cara de vítima de nossos próprios fantasmas.  

Então em suma pra terminar...na real, João Batista, era apenas o João batista, e não um profeta.
João - O "apóstolo", era apenas o João - homem, e não apóstolo.
Os "discípulos", não eram nada mais que simplesmente homens comuns que seguiam uma ideologia de alguém, que só serviram em sua época. Até mesmo porque não existe uma verdade e absoluta aplicável como uma lei universal a todos. Se assim fosse, teríamos muitas culturas e nações consumidas e extintas, e outras que não poderiam nem mesmo vir a existir. A verdade absoluta não abre campo e espaço para outras visões e linhas de pensamentos diferentes, e nem permite democraticamente mudanças da mesma. Porque uma verdade assim no absoluto, se limita, e com efeito tornando-se algo inteiramente dogmático.

É só você dar uma lida melhor sem a visão de crença religiosa, de como era o período teocrático com relação ao povo hebreu, quando eles tinham a crença da verdade divina e absoluta. Como era tratada essa "verdade" que eles tinham com relação as diversidades de outras culturas e de outros mundos?!

Aqui vai um antídoto para quem acha isso certo, só porque se tem a tarja da inspiração ou de ordem divina.


("Sempre que alguém pensa que descobriu o que é o bem absoluto, sente-se autorizado a praticar qualquer mal. Prefiro os quem tem dúvidas".)


Então se deve aprender a diferenciar o João e tantos outros que a religião criou e romanceou, com o João - o sábio, simples e comum (Homem).
A religião desonestamente pegou alguns homens históricos, reais e também fictícios, e o iconizaram para endeusá-los para servir de estratégia e "referência" "moral", social e religiosa, para controle e poder sobre o povo iludido e preso em suas falácias e fantasias com seus deuses de carne e osso.  

"A grande questão não é como vejo o mundo, mas como me vejo. Tudo derivará desse ponto de partida que, uma vez modificado, modificará todo resto."


- Renato Brito (Liberte Sua Mente)



30 de mar. de 2017

As Cruzadas

As Cruzadas foram movimentos militares cristãos em sentido à Terra Santa com a finalidade de ocupá-la e mantê-la sob domínio cristão.
No século VII surgiu no Oriente Médio uma religião também monoteísta que conquistaria muitos adeptos com o passar do século. O Islamismo foi difundido através do profeta Maomé e o seu crescimento criaria grandes embates com o cristianismo. No final do século XI, a religião já havia se tornado grande o suficiente para clamar por seus lugares sagrados, que, no entanto, eram coincidentes com os lugares sagrados dos cristãos. A cidade de Jerusalém é o principal local sagrado para essas duas religiões monoteístas e também para o judaísmo. A ocupação da cidade e das regiões próximas que compõem a chamada Terra Santa foi motivo de muitos conflitos entre essas religiões na Idade Média e ainda é uma das causas da instabilidade no Oriente Médio.

O entorno do ano 1000 viu o significativo crescimento das peregrinações de cristãos a Jerusalém, pois eles acreditavam que o fim do mundo estava próximo e, por isso, faziam sacrifícios e buscavam as terras sagradas para evitar a eternidade no inferno. O mundo não acabou e os muçulmanos ocuparam cada vez mais a Terra Santa, criando grandes impedimentos para o trânsito de cristãos. A situação se agravou no decorrer do século XI e irritou os cristãos, que se reuniram para a primeira expedição militar que os levaria à Terra Santa para tentar expulsar os muçulmanos da região e devolvê-la aos cristãos. Entre os anos 1096 e 1270, muitas expedições foram organizadas para tentar reconquistar Jerusalém, porém os muçulmanos se mantiveram firme na região após vários conflitos.


O termo Cruzada não era conhecido na época em que ocorreram. Só foi assim nomeado porque seus participantes se consideravam soldados de Cristo e se distinguiam pela cruz em suas roupas. Na época em que ocorreram, eram chamadas de peregrinação ou de guerra santa pelos europeus. No Oriente Médio, contudo, eram chamadas de invasões francas, em função da maioria dos cruzados serem provenientes do Império Carolíngio e de se autodenominarem francos.

Antes da primeira Cruzada organizada por nobres europeus, houve um movimento extra-oficial que ficou conhecido como Cruzada dos Mendigos ou Cruzada Popular. O monge Pedro reuniu uma multidão que incluía mulheres, velhos e crianças para atuar como guerreiros. A expedição até chegou ao Oriente, mas foi facilmente massacrada. 

Primeira Cruzada oficial foi convocada pelo Papa Urbano II, que reuniu a nobreza europeia em 1095 para combater os infiéis que ocupavam a Terra Santa. No ano seguinte, os cruzados partiram para Jerusalém e tiveram sucesso, conquistando a Terra Santa, o principado de Antioquia e os condados de Trípoli e Edessa.
Algumas décadas depois, os muçulmanos conseguiram reconquistar a cidade de Edessa, o que motivou uma nova expedição, a segunda Cruzada, entre os anos 1147 e 1149. No entanto, não causou a mesma comoção da primeira e resultou em uma grave derrota, o que deixou profundo ressentimento no Ocidente. Mais décadas se passaram e, em 1187, o sultão Saladino obteve uma vitória esmagadora sobre os cristãos em Jerusalém, reconquistando a cidade para os muçulmanos. Em resposta, o Papa Gregório VIII convocou uma nova Cruzada, que ficou famosa pela participação de três importantes reis da Europa: Ricardo Coração de Leão, da Inglaterra; Frederico Barbarossa, do Sacro Império Romano Germânico; e Felipe Augusto, da França. A Terceira Cruzada, que ocorreu entre os anos 1189 e 1192, mais uma vez, não resultou em vitória para os cristãos, mas o rei Ricardo Coração de Leão conseguiu assinar um acordo de paz com Saladino permitindo a peregrinação dos cristãos com segurança até Jerusalém.
No início do século seguinte, nova Cruzada foi convocada para atacar Constantinopla. A expedição ocorrida entre 1202 e 1204 tinha fins políticos que não receberam a aprovação do Papa Inocêncio III. A Quarta Cruzada deixou notáveis consequências política e religiosas porque enfraqueceu o Império Oriental e agravou o ódio entre a cristandade grega e latina. Poucos anos depois, em 1208, o mesmo papa convocou uma Cruzada contra os cátaros no Lanquedoc. O catarismo, doutrina que acreditava no dualismo, ou seja, na existência de um Deus bom e outro mal, era considerado uma heresia e seu crescimento incomodava muito a Igreja Católica. Séculos mais tarde, seus seguidores seriam perseguidos também pela Inquisição.
Um dos eventos mais curiosos envolvendo as Cruzadas certamente foi o de 1212. Na ocasião, crianças e adolescentes que acreditavam estarem possuídas do poder divino para reconquistar Jerusalém partiram em direção aos portos para embarcarem rumo à Palestina. A expedição que ficou conhecida como Cruzada das Crianças vitimou vários dos jovens ainda durante a viagem e os sobreviventes foram vendidos como escravos aos muçulmanos quando atracaram no porto de Alexandria. Calcula-se que 50 mil crianças tenham sido colocadas nos barcos da mais desastrosa das expedições cristãs.
Nova Cruzada oficial ocorreria entre os anos 1217 e 1221. Porém o fracasso não seria novidade. A quinta expedição não conseguiu nem mesmo superar as enchentes do Rio Nilo e acabou desistindo de seus objetivos de tomar uma fortaleza muçulmana no Egito. Poucos anos depois, a Sexta Cruzada, ocorrida entre 1228 e 1229, finalmente alcançou sucesso através da liderança de Frederico II. Este conseguiu obter a posse de Jerusalém, de Belém e de Nazaré para os cristãos por dez anos. No entanto, em 1244 os cristãos perderam o domínio dessas localidades novamente para os muçulmanos.
Entre 1248 e 1254, a Sétima Cruzada foi liderada pelo rei francês Luís IX que desembarcou para combate no Egito e recebeu a oferta de posse de Jerusalém, a qual recusou. Na continuidade dos conflitos, o rei foi aprisionado e seu resgate custou 500 mil moedas de ouro. Mas foi o mesmo rei que comandou a Oitava Cruzada em 1270. Só que ele faleceu devido à peste logo após desembarcar em Túnis, o que encerrou mais uma expedição. Uma Nona Cruzada ainda é descrita por alguns, embora muitos argumentem que tenha sido parte integrante da Oitava Cruzada. Após a morte do rei Luís IX, o príncipe Eduardo da Inglaterra teria comandado seus seguidores até o Acre (cidade em Israel) para combater os adversários nos dois anos seguintes. Mas, preparando-se para atacar Jerusalém, recebeu a notícia do falecimento de seu pai e decidiu retornar à Inglaterra para herdar seu trono de direito, encerrando a expedição e o turbulento século XIII.
As Cruzadas foram um fracasso em seu objetivo de conquistar a Terra Santa para os cristãos. Custaram muito caro para a nobreza europeia e resultaram em milhares de mortes. No entanto, essas expedições influenciaram grandes transformações no mundo medieval. Elas causaram o enfraquecimento da aristocracia feudal, fortaleceram o poder real e possibilitaram a expansão do mercado. A civilização oriental contribuiu muito para o enriquecimento cultural europeu, promovendo desenvolvimento intelectual. Nunca mais Jerusalém foi dominada pelos cristãos, mas as movimentações ocorridas no trajeto para a Terra Santa expandiram os relacionamentos com o mundo conhecido na época.

Fontes:http://www.youtube.com/watch?v=kBol2p_S1F4MAALOUF, Amin. As Cruzadas vistas pelos árabes. São Paulo: Brasiliense, 2001.
WILLIAMS, Paul. O guia completo das cruzadas. São Paulo: Madras, 2007.



18 de dez. de 2016

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