Qual foi a real importância da rainha Elizabeth II ao mundo?
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10 de set. de 2022
24 de ago. de 2022
Clara Nunes faria nesse mês de agosto 80 anos
A grande mídia e os portais convencionais de comunicação não deram a mínima em comemoração para uma das maiores cantoras de todos os tempos, que faria no dia 12 de agosto de 2022, 80 anos.
Tributo a DEUSA Clara Nunes
E por essa razão faço em particular uma celebração e homenagem em memória dessa grande fenomenal artista que jamais deveria ser tratada no total descaso e no esquecimento.
Tributo a DEUSA Clara Nunes
E por essa razão faço em particular uma celebração e homenagem em memória dessa grande fenomenal artista que jamais deveria ser tratada no total descaso e no esquecimento.
Clara Nunes, nome artístico de Clara Francisca Gonçalves Pinheiro (Paraopeba, 12 de agosto de 1942 — Rio de Janeiro, 2 de abril de 1983), foi uma cantora e compositora brasileira, considerada uma das maiores e melhores intérpretes do país.
Pesquisadora da música popular brasileira, de seus ritmos e de seu folclore, também viajou para muitos países representando a cultura do Brasil. Conhecedora das músicas, danças e das tradições africanas, ela se converteu à umbanda e levou a cultura afro-brasileira para suas canções e vestimentas. Foi uma das cantoras que mais gravaram canções dos compositores da Portela, sua escola de samba de preferência. Também foi a primeira cantora brasileira a vender mais de cem mil discos, derrubando um tabu segundo o qual mulheres não vendiam discos. Durante toda a sua carreira, vendeu quatro milhões e quatrocentos mil discos.
Foi considerada pela revista Rolling Stone como a nona maior voz brasileira e, pela mesma revista, quinquagésima primeira maior artista brasileira de todos os tempos.
Biografia
Mais jovem dos sete filhos (José, Maria, Ana Filomena, Vicentina, Branca e Joaquim) do casal Manuel Pereira de Araújo e Amélia Gonçalves Nunes, nasceu em uma família muito humilde do interior de Minas Gerais, no distrito de Cedro, à época pertencente ao município de Paraopeba, e que depois emancipou-se com o nome de Caetanópolis. Ali viveu até os quinze anos.
Marceneiro na fábrica de tecidos Cedro & Cachoeira, o pai de Clara era conhecido como "Mané Serrador" e também era violeiro e participante das festas de Folia de Reis. Manuel faleceu vítima de atropelamento em 1944, e sua esposa entrou em depressão e faleceu de câncer em 1948. Aos seis anos, Clara, já órfã de pais, foi criada por sua irmã Maria, apelidada de Dindinha, e por seu irmão José, conhecido como Zé Chilau. Nessa época Clara participava de aulas de catecismo na matriz da Cruzada Eucarística, e cantava ladainhas em latim no coro da igreja.
Segundo as suas próprias palavras, cresceu ouvindo Carmem Costa, Ângela Maria e, principalmente, Elizeth Cardoso e Dalva de Oliveira, das quais sempre teve muita influência, mantendo, no entanto, estilo próprio. Em 1952, ainda menina, venceu seu primeiro concurso de canto organizado em sua cidade, interpretando "Recuerdos de Ypacaraí". Como prêmio, ganhou um vestido azul. Aos 14 anos, para ajudar no sustento do lar, Clara ingressou como tecelã na fábrica Cedro & Cachoeira, a mesma para a qual seu pai trabalhara.
Em 1957 teve que se mudar às pressas para Belo Horizonte. Foi morar com sua irmã Vicentina e seu irmão Joaquim, que viviam na casa de uma tia paterna, por causa do assassinato de seu primeiro namorado, cometido no mesmo ano por seu irmão, Zé Chilau, que queria defender a honra da irmã, que estava sendo difamada por este rapaz, pois não aceitou o término do relacionamento, e estava sendo alvo de comentários maldosos na sua pequena cidade natal. Após o crime seu irmão ficou muitos anos foragido, reaparecendo quando Clara já era famosa, e então ela pôde ajudá-lo a não ser condenado pela justiça. Na capital mineira, trabalhava como tecelã em uma fábrica de tecidos durante o dia inteiro, e a noite estudava o curso normal de formação de professoras. Aos finais de semana, participava dos ensaios do coral da igreja, no bairro Renascença, onde vivia com os irmãos, primos e tios. Acabou se afastando do catolicismo, e junto de sua amiga de infância Lalita, começou a frequentar centros espíritas de mesa branca, e converteu-se ao kardecismo, onde conseguiu algumas cartas psicografadas dos pais. Naquela época, conheceu o violonista Jadir Ambrósio, conhecido por ter composto o hino do Cruzeiro. Admirado com a voz da adolescente, Jadir levou Clara a vários programas de rádio, como "Degraus da Fama", no qual ela se apresentou com seu nome de batismo, Clara Francisca.
Surge Clara Nunes
No início da década de 1960, conheceu também Aurino Araújo (irmão de Eduardo Araújo), que a levou para conhecer muitos artistas. Aurino também foi seu namorado durante dez anos. Por influência do produtor musical Cid Carvalho, adotou o nome artístico de Clara Nunes, usando o sobrenome da mãe. Quando solteira se chamava Clara Francisca Gonçalves, depois de casada adotou o sobrenome Pinheiro.
Em 1960, já com o nome de Clara Nunes e ainda trabalhando como tecelã, ela venceu a etapa mineira do concurso "A Voz de Ouro ABC", com a música "Serenata do Adeus", composta por Vinicius de Moraes e gravada anteriormente por Elizeth Cardoso. Na final nacional do concurso realizado em São Paulo, obteve o terceiro lugar com a canção "Só Adeus" (de Jair Amorim e Evaldo Gouveia).
A partir daí, começou a cantar na Rádio Inconfidência de Belo Horizonte. Por conta dos compromissos profissionais na área musical e as constantes viagens, teve de deixar o emprego na fábrica de tecidos e também o colégio. Durante três anos seguidos foi considerada a melhor cantora de Minas Gerais. Ela também passou a se apresentar como crooner em clubes e boates da capital mineira e chegou a trabalhar com o então baixista Milton Nascimento — àquela altura conhecido como Bituca.
Naquela época, fez sua primeira apresentação na televisão, no programa de Hebe Camargo em Belo Horizonte. Em 1963, ganhou um programa exclusivo na TV Itacolomi, chamado "Clara Nunes Apresenta" e exibido por um ano e meio. No programa se apresentavam artistas de reconhecimento nacional, entre os quais Altemar Dutra e Ângela Maria.
Viveu em Belo Horizonte até 1965, quando seu namorado Aurino a orientou, informando que ela teria mais chances de ser famosa se morasse em São Paulo ou no Rio. Como ele tinha família no Rio e conhecia tudo na cidade, Clara sentiu-se mais segura, e decidiu mudar-se para o Rio de Janeiro, vindo de carro com o namorado. Ela alugou um quarto e passou a viver no bairro de Copacabana, onde viu o mar pela primeira vez, ficando encantada, o que lhe deu mais inspiração musical.
Leia mais...https://pt.wikipedia.org/wiki/Clara_Nunes
30 de nov. de 2020
Conheça os filhos de Maradona e saiba o que aconteceu com o jogador da Argentina aos 60 anos
Maradona teve 5 filhos. O jogador da Argentina, Diego Maradona, foi casado com Cláudia Villafañe e teve duas filhas com ela, porém ele teve outros 3. Os filhos de Maradona são: Dalma, Giannina, Diego, Jana e Diego Fernando. No entanto Maradona ainda pode ser pai de mais três que estão em processo de reconhecimento. O jogador estava com 60 anos de idade.
Maradona ficou conhecido pelo seu grande talento no futebol. O jogador se consagrou como um dos melhores do mundo e até hoje é dono do gol mais bonito da história das copas.
Em 2002 a Fifa elegeu o gol que ele fez na copa de 1986, no México. Na jogada, Maradona driblou a metade do time da Inglaterra, incluindo o goleiro. Naquele ano a Argentina ganhou a copa do mundo vencendo a Alemanha por 3 a 1.
Diego Armando Maradona nasceu no dia 30 de outubro de 1960 em Lanús, na província de Buenos Aires, na Argentina.
Ao lado de Pelé, ele era apontado como um dos melhores jogadores de todos os tempos da história do futebol mundial, um verdadeiro craque.
Maradona começou sua carreira aos 9 anos de idade quando ingressou no Argentinos Juniors onde atuou como profissional entre os anos de 1976 e 1981.
O craque ainda jogou um ano no Boca Juniors e se transferiu para o Barcelona, onde permaneceu até 1984.
Depois o jogador saiu da Arg
entina e foi para a Itália defender o time do Nápoli. Lá ele ganhou uma Copa da Uefa, dois Campeonatos Italianos, uma Copa e uma Supercopa da Itália.
Maradona ainda atuou em outros times e recebeu várias premiações como jogador. Nos últimos tempos, ele atuava como técnico de futebol.
Recentemente Maradona passou por uma cirurgia no cérebro. O procedimento foi delicado e consistia em drenar uma pequena hemorragia cerebral. Seu médico chegou a dizer que a cirurgia era considerada simples dentro da medicina, mas que havia um risco devido a condição de saúde do jogador.
O procedimento foi feito com sucesso e Maradona recebeu alta depois de oito dias internado. Ele estava se recuperando em sua casa na cidade de Tigre, na Argentina.
No entanto, o craque sofreu uma parada cardiorrespiratória em sua residência na manhã do dia 25 de novembro de 2020 e veio a faIecer aos 60 anos de idade.
A partida de Maradona causou muita comoção em seus torcedores. Ele era muito querido na Argentina e respeitado no mundo inteiro.
Com a camisa 10 da Argentina, ele ganhou a Copa do
Mundo de 1986. Inclusive foi nessa ocasião que aconteceu um dos lances mais polêmicos de sua carreira, no jogo contra a Inglaterra, no qual ele fez o gol considerado o mais bonito da história das copas.
Maradona fez um gol de mão que classificou sua seleção. A jogada ficou conhecida como "A mão de Deus".
Além da copa de 1986, ele também esteve nas copas de 1982, 1990 e 1994. O ídolo se aposentou como jogador em 1997.
Maradona deixa 5 filhos, frutos de relacionamentos diferentes. Do seu casamento com Cláudia Villafañe, ele tinha duas filhas: Dalma que nasceu em 1988, e a Giannina nascida em 1990.
Além delas, o eterno camisa 10 também reconheceu mais três filhos que teve por fora do casamento: Diego que nasceu em 1987, de uma relação extraconjugal com Cristiana Sinagra; Jana, nascida em 1997, fruto de sua relação com Valéria Sabalain; e Diego Fernando que nasceu em 2013, fruto de seu relacionamento com Verônica Ojeda.
Além destes cinco filhos, Maradona ainda deixa mais três ainda em processo de reconhecimento, que nasceram entre os anos de 2000 e 2005, época em que o craque realizou um tratamento para sua dependência química em Cuba.
27 de nov. de 2020
27 de set. de 2020
A História de JP Morgan - Histórias de Sucesso
Considerado o homem mais poderoso da América e sem dúvida um dos maiores investidores do mundo, J.P Morgan foi sem definitivamente um dos mais influentes entre os Gigantes da Indústria. Um homem a altura de Andrew Carnegie e John D. Rockefeller que controlou as maiores indústrias norte americanas e ajudou até mesmo os presidentes Americanos.
21 de set. de 2020
O ÚLTIMO DIA DE CHORÃO
Alexandre Magno Abrão. Esse é o verdadeiro nome do eterno ídolo do pop rock brasileiro. Conhecido como Chorão. Trata-se do nome por trás da banda Charlie Brown Junior. Um artista que além de ter marcado a história por suas músicas originais, que conquistaram a juventude, também se tornou marcante por partir bem cedo, muito por conta da vida que levou e até mesmo do sucesso que atingiu. Confira nesse vídeo como foi o Último dia de Chorão.
7 de set. de 2020
27 de ago. de 2020
A HISTÓRIA de LAMPIÃO: O Rei do Cangaço 1/2
O cangaço é um episódio na história brasileira tão destacado da realidade que conhecemos hoje em dia, que as vezes parece que faz parte do imaginário das pessoas. O próprio Lampião é quase uma lenda, é praticamente uma figura do folclore. Por isso mesmo, muitos mitos acabam surgindo. Tanto sobre ele, quanto sobre a vida no cangaço.
No vídeo de hoje iremos explorar um pouco a época do cangaço! Viajar por essa parte da história através da biografia de Lampião, o Rei do Cangaço.
1 de jun. de 2020
A história de John D Rockefeller e o Monopólio da Standard Oil - Histórias de Sucesso

25 de mai. de 2020
O ÚLTIMO DIA DE KURT COBAIN
Você não precisa ter nascido nos anos 1990 para saber quem foi Kurt Cobain. Porém, só quem viu o cara ao vivo sabe o quanto seus shows eram intensos e sua presença era incrível.E eu estou aqui, mais uma vez, para contar como foi o último dia de uma grande personalidade. Dessa vez, contarei um pouco da história e as últimas horas de vida do rei do grunge.
22 de mai. de 2020
O ÚLTIMO DIA DE CAZUZA
Cazuza foi um dos maiores cantores da música popular brasileira. Um grande ícone reconhecido pela sua rebeldia e composições transgressoras, o cantor que virou febre nos anos 80 angariou uma legião de fãs apaixonados. Sua trajetória na música e sua vida pessoal foram recheadas de acontecimentos marcantes e que culminaram em sua morte no ano de 1990. Mas hoje é um dia para celebrarmos, relembrarmos o legado desse cantor que revolucionou a música brasileira. Com vocês, "O ÚLTIMO DIA DE CAZUZA".
18 de mai. de 2020
Cazuza: O POETA CONTESTADOR
A louca vida de Cazuza, que desde criança gostava de pôr fogo em tudo. Ele dizia que amar era sinônimo de sofrer e amou homens e mulheres com a mesma intensidade
Cláudia de Castro Lima
Caju: fique livre do mundo, aproveite a dor, ame de olhos fechados e se divirta na Terra. Cazuza.
A dedicatória é dele para ele mesmo, feita na agenda de 1989, sua última – com anotações só até o mês de maio, quando ainda tinha forças para escrever. As palavras são também emblemáticas. Aclamado como o poeta de uma geração, Cazuza era um exagerado no amor, na vida e na morte. Para ele, era tudo ou nunca mais.
Caju era o “apelido do apelido” de Agenor de Araújo Neto, filho único do casal Lucinha e João Araújo. Ainda na barriga da mãe, o pai começou a chamá-lo de Cazuza – palavra que, no Nordeste, é sinônimo de moleque. Apaixonado por mapas e geografia, Cazuza deveria ser engenheiro ou arquiteto – ao menos, era o que a mãe queria. Mas viver rodeado de artistas deve ter influenciado sua opção. O pai, presidente da gravadora Som Livre, recebia gente como Gal Costa, Elis Regina e Gilberto Gil para jantar. O pequeno Cazuza tinha uma mania: jogar álcool na privada e atear fogo. “Ele sempre quis botar fogo em tudo e foi isso o que acabou fazendo com sua vida”, disse a mãe, Lucinha, a Biografias. “Mas uma hora ele se deu conta do tamanho do incêndio e já não dava mais para apagar.”
As brigas com a mãe eram constantes. Lucinha ficou chocada ao descobrir maconha no quarto do filho quando ele tinha 15 anos. Jogou tudo fora e ouviu de um inconformado Cazuza: “Você é louca? Era maconha de primeira qualidade. Você não dá valor às coisas. Jogou dinheiro fora!”
Mais difícil para Lucinha foi quando começou a desconfiar que o filho era bissexual, depois de ler uma carta a um amigo que considerou carinhosa demais. Cazuza tinha por volta de 18 anos. Um dia, perguntou sem rodeios: “Meu filho, você é homossexual?”. Cazuza respondeu tranqüilamente: “Olha, mãe, eu não sou nem uma coisa nem outra, porque nada é definitivo na vida.
Você pode dizer que eu seja bissexual, porque não fiz minha escolha ainda. Um dia posso gostar de um homem como, no outro, gostar de uma mulher. Então não fique preocupada com isso”, escreve Lucinha em seu livro Só as Mães São Felizes, um relato sobre a vida do músico.
Lucinha diz que, apesar de serem muito próximos, Cazuza não lhe confidenciava seus casos amorosos. “Sobre muitos fiquei sabendo depois, quando os amigos dele deixavam escapar.” A primeira paixão do filho foi um desses relacionamentos que ela soube por acaso. Foi aos 17 anos, com uma vizinha do Leblon. Certa tarde, Cazuza pediu dinheiro à mãe para pagar um raio X que um médico havia pedido. Dias depois, Lucinha recebeu um telefonema de uma clínica cobrando pelo raio X. Colocou Cazuza contra a parede e descobriu que o dinheiro tinha sido usado para pagar um aborto da namorada.
Outra namorada de Cazuza foi a produtora de eventos Patrícia Casé, irmã da atriz Regina Casé. No início dos anos 80, Cazuza morou seis meses com Patrícia. “Eu era a careta da turma, a chata que regulava. Por isso, acho que a Lucinha gostava tanto de mim”, disse Patrícia a Biografias. Mas viver junto era difícil. A casa vivia cheia de gente, enchia-se a geladeira de manhã e, à noite, não tinha mais nada. Os dois brigaram e ficaram três meses sem se falar. Cazuza lhe escreveu um bilhete de adeus: “Você me ama ao cubo e eu te amo ao quadrado. Não posso te dar menos do que você merece.”
Cazuza teve, em seguida, uma paixão fulminante pelo cantor Ney Matogrosso. Os dois se viram pela primeira vez na praia do Leblon. Dias depois, ele foi à casa de Ney com uma amiga. “Conversamos e depois disso vivemos uma história durante meses. Foi um grande amor mesmo. Ele era encantador e apaixonante. Não tinha absolutamente nenhuma agressividade, era um anjo caído do céu. E eu fiquei apaixonado de perder a direção”, diz Ney em Só as Mães São Felizes. O relacionamento acabou, de acordo com Ney, por pura insegurança de Cazuza. “Acho que ele tinha muito medo do rumo que a nossa história estava tomando e de que o relacionamento poderia exigir mais dedicação, mais compromisso.” Lucinha confirma o temor do filho: “Cazuza não se entregava ao amor. Tinha medo de se machucar. Dizia para mim que amar queria dizer sofrer. E ele não tinha vocação para sofrimento”. Após sumir por alguns dias, Cazuza reapareceu com outro cara – e Ney e ele discutiram. “Cazuza cuspiu em mim e eu o expulsei. Mas ficou para sempre uma relação muito bonita entre nós, para o resto da vida.”
Depois de Ney, Cazuza viveu sua relação mais duradoura. Foi com o ator Sergio Dias, conhecido como Sergi-nho. “Ele foi a pessoa que mais entendeu o Cazuza, em todos os aspectos”, diz Patrícia Casé. O amor entre Cazuza e Serginho durou quatro anos. “A relação não tinha nenhum preceito de fidelidade monogâmica”, afirma Victor Navas, um dos roteiristas de Cazuza, o Tempo Não Pára, filme que entrou em cartaz em junho. Em relatos informais de amigos de Cazuza, Navas descobriu que o músico não tinha preconceitos. “Participava de relações com seis pessoas ao mesmo tempo. Muitas vezes, não havia sexo, apenas carícias – e muitas drogas.”
Cazuza também teve uma paixão forte pela atriz Denise Dumont. Lucinha conta em seu livro que reencontrou Denise tempos depois, com uma filhinha no colo, Anabella. Era este o nome que os dois pretendiam, naqueles planos típicos de jovens apaixonados, dar à filha deles.
A estréia no Barão
Em 1981, Cazuza descobriu sua veia artística. Matriculou-se num curso de teatro e participou de duas peças. Numa delas, só cantava. Surpreendeu a todos e a si mesmo com seus dotes vocais. O amigo Léo Jaime o indicou para colegas que procuravam um vocalista para uma nova banda. E lá foi Cazuza conhecer, na garagem de Maurício Barros, seus futuros companheiros do Barão Vermelho: o próprio Maurício, tecladista; Guto, baterista; Dé, baixista; e Frejat, guitarrista.
A estréia do Barão aconteceu num condomínio na Barra da Tijuca. Cazuza estava de porre, com a braguilha da calça aberta. Depois da baixaria inicial, o Barão continuou a tocar em vários lugares. Uma noite, o produtor musical Ezequiel Neves ouviu uma fita de um show do Barão na casa de um amigo. Ficou louco e a levou para o amigo Guto Graça Mello, que trabalhava na Som Livre. “O Zeca chegou com uma K7 pedindo: ‘Guto, me ajuda. Não sei se isso é uma bosta ou se é sensacional!’. Achei maravilhoso e fui querer gravar no dia, antes que alguém organizasse”, lembra Guto. João Araújo relutou no início. Receava que, se não desse certo, dissessem que Cazuza só tinha sido lançado porque era filho do dono da gravadora. Mas acabou cedendo. Assim, em novembro de 1982, saiu Barão Vermelho, o primeiro disco do grupo.
Já em 1983, Ney Matogrosso resolveu incluir no repertório de seu show uma das músicas mais bacanas do Barão, “Pro Dia Nascer Feliz”. Foi o empurrão que faltava. Pouco depois, a produção do filme Bete Balanço procurou a banda para encomendar uma música. Foi aí que Cazuza e o Barão caíram definitivamente no gosto do público. Cazuza começou a ganhar dinheiro e Lucinha passou a controlar as finanças – e a entrar em pânico. Para brincar com a mãe, ele anotava nos canhotos dos cheques: maconha, pó…
Em julho de 1985, logo após ganhar o primeiro disco de ouro, Cazuza decidiu que já não dava mais para ficar com os amigos do Barão. Justificou-se dizendo que era muito egoísta para dividir o palco e as atenções. Uma semana depois da separação, foi internado com febre de 42 graus. Era 31 de julho de 1985. Cazuza pediu um exame de HIV, mas os testes imprecisos da época deram resultado negativo. No hospital, compôs uma de suas mais belas músicas, “Codinome Beija-Flor”, inspirado pela visita diária de beija-flores a seu quarto. A canção entrou no seu primeiro LP solo, lançado em novembro daquele ano, Exagerado – a música-título seria apontada pelo próprio Cazuza como a sua composição mais autobiográfica.
Em março de 1987, saiu o segundo disco solo, Só Se For a Dois. Um mês antes da estréia do show, Cazuza começou a se sentir mal e se consultou com o Dr. Abdon Issa. Às vésperas da apresentação, o médico ligou para João e Lucinha Araújo com uma notícia bombástica: “Seu filho foi tocado pela aids”. Os pais entraram em pânico. Pouco se sabia sobre a doença naquela época. Três dias depois, em 29 de abril de 1987, Cazuza recebeu a notícia. O cantor chorou no ombro do amigo Ezequiel Neves. “Zeca, eu sei que todo homem que nasce morre um dia, mas eu não mereço isso”, disse. Cazuza foi levado a Boston, nos Estados Unidos, onde as pesquisas sobre aids estavam mais avançadas. Passou a tomar AZT.
Em 1988, de volta ao Brasil, começou a compor compulsivamente. Gravou Ideologia, que trazia a música “Brasil”, tema de abertura de uma no-vela. A saúde – e o temperamento – já estava bem abalada. Num dos shows, desmaiou. Em outro, brigou com parte do público. Em 1988, foram oito viagens para Boston. Mas nem os problemas com o HIV seguravam o músico. Ele continuava sua vida boêmia, bebendo, usando drogas e transando – com camisinha, segundo dizia.
O último show de Cazuza foi em 24 de janeiro de 1989, em Recife. Ele insultou a platéia. Mais tarde, explicou seus acessos: não queria que as pessoas sentissem pena dele. Falava o que vinha à cabeça. Dizia que a culpa era do AZT, o “soro da verdade”. Em 14 de março, foi internado com hepatite. Saiu no dia 4 de abril, seu aniversário, e passou a se locomover em cadeira de rodas.
Ainda encontrou disposição para gravar Burguesia, entre abril e maio do mesmo ano. Às vezes, sem forças, colocava voz na música deitado no sofá da gravadora. Nesse período, Cazuza teve de ser internado devido a uma infecção com o citomegalovírus em Boston. Foi sua última viagem para lá. Meses depois, os médicos disseram que não havia mais o que fazer.
Em 9 de março de 1990, voltou para casa. Mas em menos de duas semanas, foi novamente internado. Pesando 38 quilos, comemorou seu 32º aniversário. Sua última aparição pública foi no aniversário de Flora Gil, mulher do cantor Gilberto Gil, em 2 de junho. Após um mês e cinco dias, não resistiu e morreu, deixando uma história de determinação e coragem. Sandra Werneck, diretora do filme Cazuza, o Tempo Não Pára, resume assim sua impressão sobre o músico:
“Cazuza era um homem apaixonado pela vida. Com ela, nutria sua poesia. E, com sua poesia, se entregava ao amor”.
“É duro dizer, mas nunca sofri mais de dez minutos por amor. Ninguém nunca mereceu minha falta de choro ou de apetite.“
(Na música “Nunca Sofri por Amor”)
“Como pode alguém ser tão demente, porra-louca e inconseqüente, e ainda assim amar?“
(Na música “Bilhetinho Azul”)
Cláudia de Castro Lima
Caju: fique livre do mundo, aproveite a dor, ame de olhos fechados e se divirta na Terra. Cazuza.
A dedicatória é dele para ele mesmo, feita na agenda de 1989, sua última – com anotações só até o mês de maio, quando ainda tinha forças para escrever. As palavras são também emblemáticas. Aclamado como o poeta de uma geração, Cazuza era um exagerado no amor, na vida e na morte. Para ele, era tudo ou nunca mais.
Caju era o “apelido do apelido” de Agenor de Araújo Neto, filho único do casal Lucinha e João Araújo. Ainda na barriga da mãe, o pai começou a chamá-lo de Cazuza – palavra que, no Nordeste, é sinônimo de moleque. Apaixonado por mapas e geografia, Cazuza deveria ser engenheiro ou arquiteto – ao menos, era o que a mãe queria. Mas viver rodeado de artistas deve ter influenciado sua opção. O pai, presidente da gravadora Som Livre, recebia gente como Gal Costa, Elis Regina e Gilberto Gil para jantar. O pequeno Cazuza tinha uma mania: jogar álcool na privada e atear fogo. “Ele sempre quis botar fogo em tudo e foi isso o que acabou fazendo com sua vida”, disse a mãe, Lucinha, a Biografias. “Mas uma hora ele se deu conta do tamanho do incêndio e já não dava mais para apagar.”
As brigas com a mãe eram constantes. Lucinha ficou chocada ao descobrir maconha no quarto do filho quando ele tinha 15 anos. Jogou tudo fora e ouviu de um inconformado Cazuza: “Você é louca? Era maconha de primeira qualidade. Você não dá valor às coisas. Jogou dinheiro fora!”
Mais difícil para Lucinha foi quando começou a desconfiar que o filho era bissexual, depois de ler uma carta a um amigo que considerou carinhosa demais. Cazuza tinha por volta de 18 anos. Um dia, perguntou sem rodeios: “Meu filho, você é homossexual?”. Cazuza respondeu tranqüilamente: “Olha, mãe, eu não sou nem uma coisa nem outra, porque nada é definitivo na vida.
Você pode dizer que eu seja bissexual, porque não fiz minha escolha ainda. Um dia posso gostar de um homem como, no outro, gostar de uma mulher. Então não fique preocupada com isso”, escreve Lucinha em seu livro Só as Mães São Felizes, um relato sobre a vida do músico.
Lucinha diz que, apesar de serem muito próximos, Cazuza não lhe confidenciava seus casos amorosos. “Sobre muitos fiquei sabendo depois, quando os amigos dele deixavam escapar.” A primeira paixão do filho foi um desses relacionamentos que ela soube por acaso. Foi aos 17 anos, com uma vizinha do Leblon. Certa tarde, Cazuza pediu dinheiro à mãe para pagar um raio X que um médico havia pedido. Dias depois, Lucinha recebeu um telefonema de uma clínica cobrando pelo raio X. Colocou Cazuza contra a parede e descobriu que o dinheiro tinha sido usado para pagar um aborto da namorada.
Outra namorada de Cazuza foi a produtora de eventos Patrícia Casé, irmã da atriz Regina Casé. No início dos anos 80, Cazuza morou seis meses com Patrícia. “Eu era a careta da turma, a chata que regulava. Por isso, acho que a Lucinha gostava tanto de mim”, disse Patrícia a Biografias. Mas viver junto era difícil. A casa vivia cheia de gente, enchia-se a geladeira de manhã e, à noite, não tinha mais nada. Os dois brigaram e ficaram três meses sem se falar. Cazuza lhe escreveu um bilhete de adeus: “Você me ama ao cubo e eu te amo ao quadrado. Não posso te dar menos do que você merece.”
Cazuza teve, em seguida, uma paixão fulminante pelo cantor Ney Matogrosso. Os dois se viram pela primeira vez na praia do Leblon. Dias depois, ele foi à casa de Ney com uma amiga. “Conversamos e depois disso vivemos uma história durante meses. Foi um grande amor mesmo. Ele era encantador e apaixonante. Não tinha absolutamente nenhuma agressividade, era um anjo caído do céu. E eu fiquei apaixonado de perder a direção”, diz Ney em Só as Mães São Felizes. O relacionamento acabou, de acordo com Ney, por pura insegurança de Cazuza. “Acho que ele tinha muito medo do rumo que a nossa história estava tomando e de que o relacionamento poderia exigir mais dedicação, mais compromisso.” Lucinha confirma o temor do filho: “Cazuza não se entregava ao amor. Tinha medo de se machucar. Dizia para mim que amar queria dizer sofrer. E ele não tinha vocação para sofrimento”. Após sumir por alguns dias, Cazuza reapareceu com outro cara – e Ney e ele discutiram. “Cazuza cuspiu em mim e eu o expulsei. Mas ficou para sempre uma relação muito bonita entre nós, para o resto da vida.”
Depois de Ney, Cazuza viveu sua relação mais duradoura. Foi com o ator Sergio Dias, conhecido como Sergi-nho. “Ele foi a pessoa que mais entendeu o Cazuza, em todos os aspectos”, diz Patrícia Casé. O amor entre Cazuza e Serginho durou quatro anos. “A relação não tinha nenhum preceito de fidelidade monogâmica”, afirma Victor Navas, um dos roteiristas de Cazuza, o Tempo Não Pára, filme que entrou em cartaz em junho. Em relatos informais de amigos de Cazuza, Navas descobriu que o músico não tinha preconceitos. “Participava de relações com seis pessoas ao mesmo tempo. Muitas vezes, não havia sexo, apenas carícias – e muitas drogas.”
Cazuza também teve uma paixão forte pela atriz Denise Dumont. Lucinha conta em seu livro que reencontrou Denise tempos depois, com uma filhinha no colo, Anabella. Era este o nome que os dois pretendiam, naqueles planos típicos de jovens apaixonados, dar à filha deles.
A estréia no Barão
Em 1981, Cazuza descobriu sua veia artística. Matriculou-se num curso de teatro e participou de duas peças. Numa delas, só cantava. Surpreendeu a todos e a si mesmo com seus dotes vocais. O amigo Léo Jaime o indicou para colegas que procuravam um vocalista para uma nova banda. E lá foi Cazuza conhecer, na garagem de Maurício Barros, seus futuros companheiros do Barão Vermelho: o próprio Maurício, tecladista; Guto, baterista; Dé, baixista; e Frejat, guitarrista.
A estréia do Barão aconteceu num condomínio na Barra da Tijuca. Cazuza estava de porre, com a braguilha da calça aberta. Depois da baixaria inicial, o Barão continuou a tocar em vários lugares. Uma noite, o produtor musical Ezequiel Neves ouviu uma fita de um show do Barão na casa de um amigo. Ficou louco e a levou para o amigo Guto Graça Mello, que trabalhava na Som Livre. “O Zeca chegou com uma K7 pedindo: ‘Guto, me ajuda. Não sei se isso é uma bosta ou se é sensacional!’. Achei maravilhoso e fui querer gravar no dia, antes que alguém organizasse”, lembra Guto. João Araújo relutou no início. Receava que, se não desse certo, dissessem que Cazuza só tinha sido lançado porque era filho do dono da gravadora. Mas acabou cedendo. Assim, em novembro de 1982, saiu Barão Vermelho, o primeiro disco do grupo.
Já em 1983, Ney Matogrosso resolveu incluir no repertório de seu show uma das músicas mais bacanas do Barão, “Pro Dia Nascer Feliz”. Foi o empurrão que faltava. Pouco depois, a produção do filme Bete Balanço procurou a banda para encomendar uma música. Foi aí que Cazuza e o Barão caíram definitivamente no gosto do público. Cazuza começou a ganhar dinheiro e Lucinha passou a controlar as finanças – e a entrar em pânico. Para brincar com a mãe, ele anotava nos canhotos dos cheques: maconha, pó…
Em julho de 1985, logo após ganhar o primeiro disco de ouro, Cazuza decidiu que já não dava mais para ficar com os amigos do Barão. Justificou-se dizendo que era muito egoísta para dividir o palco e as atenções. Uma semana depois da separação, foi internado com febre de 42 graus. Era 31 de julho de 1985. Cazuza pediu um exame de HIV, mas os testes imprecisos da época deram resultado negativo. No hospital, compôs uma de suas mais belas músicas, “Codinome Beija-Flor”, inspirado pela visita diária de beija-flores a seu quarto. A canção entrou no seu primeiro LP solo, lançado em novembro daquele ano, Exagerado – a música-título seria apontada pelo próprio Cazuza como a sua composição mais autobiográfica.
Em março de 1987, saiu o segundo disco solo, Só Se For a Dois. Um mês antes da estréia do show, Cazuza começou a se sentir mal e se consultou com o Dr. Abdon Issa. Às vésperas da apresentação, o médico ligou para João e Lucinha Araújo com uma notícia bombástica: “Seu filho foi tocado pela aids”. Os pais entraram em pânico. Pouco se sabia sobre a doença naquela época. Três dias depois, em 29 de abril de 1987, Cazuza recebeu a notícia. O cantor chorou no ombro do amigo Ezequiel Neves. “Zeca, eu sei que todo homem que nasce morre um dia, mas eu não mereço isso”, disse. Cazuza foi levado a Boston, nos Estados Unidos, onde as pesquisas sobre aids estavam mais avançadas. Passou a tomar AZT.
Em 1988, de volta ao Brasil, começou a compor compulsivamente. Gravou Ideologia, que trazia a música “Brasil”, tema de abertura de uma no-vela. A saúde – e o temperamento – já estava bem abalada. Num dos shows, desmaiou. Em outro, brigou com parte do público. Em 1988, foram oito viagens para Boston. Mas nem os problemas com o HIV seguravam o músico. Ele continuava sua vida boêmia, bebendo, usando drogas e transando – com camisinha, segundo dizia.
O último show de Cazuza foi em 24 de janeiro de 1989, em Recife. Ele insultou a platéia. Mais tarde, explicou seus acessos: não queria que as pessoas sentissem pena dele. Falava o que vinha à cabeça. Dizia que a culpa era do AZT, o “soro da verdade”. Em 14 de março, foi internado com hepatite. Saiu no dia 4 de abril, seu aniversário, e passou a se locomover em cadeira de rodas.
Ainda encontrou disposição para gravar Burguesia, entre abril e maio do mesmo ano. Às vezes, sem forças, colocava voz na música deitado no sofá da gravadora. Nesse período, Cazuza teve de ser internado devido a uma infecção com o citomegalovírus em Boston. Foi sua última viagem para lá. Meses depois, os médicos disseram que não havia mais o que fazer.
Em 9 de março de 1990, voltou para casa. Mas em menos de duas semanas, foi novamente internado. Pesando 38 quilos, comemorou seu 32º aniversário. Sua última aparição pública foi no aniversário de Flora Gil, mulher do cantor Gilberto Gil, em 2 de junho. Após um mês e cinco dias, não resistiu e morreu, deixando uma história de determinação e coragem. Sandra Werneck, diretora do filme Cazuza, o Tempo Não Pára, resume assim sua impressão sobre o músico:
“Cazuza era um homem apaixonado pela vida. Com ela, nutria sua poesia. E, com sua poesia, se entregava ao amor”.
“É duro dizer, mas nunca sofri mais de dez minutos por amor. Ninguém nunca mereceu minha falta de choro ou de apetite.“
(Na música “Nunca Sofri por Amor”)
“Como pode alguém ser tão demente, porra-louca e inconseqüente, e ainda assim amar?“
(Na música “Bilhetinho Azul”)
O tempo de Cazuza
Os fatos mais importantes na vida e na carreira do músico
Abril de 1958Nasce, às 21h15 do dia 4, Agenor de Miranda Araújo Neto, na Casa de Saúde São José, no Humaitá, Rio de JaneiroDezembro de 1969O pai de Cazuza, João Araújo, funda a gravadora Som LivreNovembro de 1981Maurício Bastos, Guto, Dé e Frejat conhecem Cazuza na garagem em que ensaiavam. O Barão Vermelho ganhava seu vocalistaMarço de 1982O produtor musical Ezequiel Neves ouve uma fita demo do Barão Vermelho e convence João Araújo a gravar um disco do grupoMaio de 1982Em 48h de estúdio, os músicos gravam o primeiro disco da banda, chamado Barão VermelhoAbril e junho de 1983O Barão entra em estúdio, grava o segundo LP, Barão Vermelho 2, e estoura com o hit “Pro Dia Nascer Feliz”Julho de 1984O Barão grava o LP Maior Abandonado. Um ano depois,este seria o primeiro disco de ouro da bandaJulho de 1985Cazuza sai do Barão Vermelho. Uma semana depois, é internado com 42 graus de febreSetembro de 1985Investe na carreira solo e grava Exagerado. Começam as especulações sobre sua saúdeMarço de 1987Sente-se mal antes de lançar o segundo solo, Só Se For a DoisAbril de 1987O médico Abdon Issa chama os pais de Cazuza para uma reunião e dá o diagnóstico dos exames: ele tem aids. Cazuza descobre a verdade sobre sua saúdeOutubro de 1987Cazuza vai para Boston, nos EUA. Os médicos americanos desco-brem um fungo nos pulmões. No hospital, Cazuza compõe Ideologia e passa a usar uma nova medicação, o AZTAbril de 1988É lançado o disco IdeologiaAgosto de 1988Dirigido por Ney Matogros-so, Cazuza se apresenta, no Aeroanta, em São Paulo, com o show O Tempo Não PáraJaneiro de 1989No dia 24, num show em Recife, Cazuza sobe ao palco pela última vezFevereiro de 1989Cazuza viaja novamente para Boston, onde fica 15 dias internado. Nos EUA, dá uma entrevista dizendo pela primeira vez que tem aidsJunho de 1989Lucinha, João e Cazuza viajam para São Paulo em busca de um tratamento alternativo, à base de sangue de cavaloAgosto de 1989É lançado o dis-co BurguesiaOutubro de 1989Nova internação: o citomegalovírus se instala no aparelho diges-tivo de CazuzaJaneiro de 1990A equipe médica americana diz para a família de Cazuza que não há mais o que fazer: o citome-galovírus não cedia e não era possível testar outro medicamento contra a aidsJulho de 1990Pouco antes das 8h30 do dia 7, Cazuza mor-re na casa de seus paisAmores marcantes
Por onde andam alguns ex-namorados do cantor
Patrícia CaséÉ asses-sora de imprensa e pro-dutora de eventos. No início de junho, divulgou o lançamento de uma marca de perfumes da qual a atriz Camila Pitanga é garota-propaganda. Em 2000, promoveu o show Cazas de Cazuza, em São Paulo. Está sempre rodeada por artistas. É irmã da atriz Regina CaséNey MatogrossoEsse a gente nem precisa dizer. Vira e mexe, ele reaparece com um disco novo, a produção de algum show ou uma entrevista bombástica. Recentemente, mostrou que adora se renovar e gravou com Pedro Luís e a Parede o disco Vagabundo. Depois de uma temporada em Portugal, de onde voltou no meio de junho, segue em turnê pelo Brasil todoDenise DumontEx-atriz, mora nos Estados Unidos, onde virou produtora de cinema. É mãe de Diogo, 25 anos, filho que teve com o ator Cláudio Marzo, e está casada com o roteirista inglês Mat-thew Chapman, que é trineto do cientista Charles Darwin (!) e pai de sua filha, Anabella, 15 anosSerginho DiasAtor, com experiência principalmente em teatro. Após passar uma longa temporada nos Estados Unidos, mora atualmente no Rio de JaneiroSaiba mais
LivroSó as Mães São Felizes,de Lucinha Araújo e Regina Echeverria, GloboLeitura fácil e agradável. O livro mostra a vida de Cazuza sob o ponto de vista de sua mãe.SiteSite com a história da Sociedade Viva Cazuza – fundada por Lucinha Araújo após a morte do filho – que cuida de crianças vítimas de aids.FilmeCazuza, o Tempo Não Pára, dirigido por Sandra Werneck e Walter CarvalhoCom Daniel de Oliveira, como Cazuza, Marieta Severo (Lucinha Araújo) e Reginaldo Farias (João Araújo) no elenco. Estreou nacionalmente em 11 de junho.
4 de mai. de 2020
Conheça a história reveladora do julgamento militar de Bolsonaro
A história do capitão que denunciou os baixos salários dos militares e, depois, teria planejado um atentado a bombas ganha, enfim, uma reconstituição minuciosa. E, o principal, com um desfecho revelador. No recém-lançado “O Cadete e o Capitão”, o repórter especial do Estadão, Luiz Maklouf, joga luz sobre a carreira militar de Jair Bolsonaro, em especial, o episódio que lhe rendeu alguma notoriedade antes da vida política. Cercado de farta documentação e do áudio do julgamento, Maklouf demonstra, de maneira cristalina, que não havia laudo para inocentar o atual presidente do Brasil. Ora, como Bolsonaro conseguiu tamanha façanha? O que estava por trás da decisão da Justiça militar? Por que a imprensa se tornou a grande culpada dessa história? Que traços de personalidade são possíveis de identificar no jovem Bolsonaro e que se refletem até hoje?
8 de fev. de 2020
MARIELLE FRANCO
Marielle Francisco da Silva mais conhecida como Marielle Franco, foi uma socióloga e política brasileira, filiada ao Partido PSOL, que se elegeu vereadora do Rio de Janeiro durante a eleição municipal de 2016, com a quinta maior votação sendo mais de 46 mil votos.
Ela defendia o feminismo, os direitos humanos, a luta contra o racismo e criticava a intervenção federal no Rio de Janeiro e a Polícia Militar, tendo denunciado vários casos de abuso de autoridade por parte de policiais contra moradores de comunidades carentes. Mas infelizmente no dia 14 de março de 2018, ela foi assassinada junto de seu motorista a tiros no bairro Estácio, Região Central do Rio de Janeiro, o caso repercutiu o mundo todo e até hoje não se sabe quem foi o real mandante do crime. Falaremos um pouco sobre brutal assassinato de Marielle Franco.
Ela defendia o feminismo, os direitos humanos, a luta contra o racismo e criticava a intervenção federal no Rio de Janeiro e a Polícia Militar, tendo denunciado vários casos de abuso de autoridade por parte de policiais contra moradores de comunidades carentes. Mas infelizmente no dia 14 de março de 2018, ela foi assassinada junto de seu motorista a tiros no bairro Estácio, Região Central do Rio de Janeiro, o caso repercutiu o mundo todo e até hoje não se sabe quem foi o real mandante do crime. Falaremos um pouco sobre brutal assassinato de Marielle Franco.
6 de fev. de 2020
Schindler - A História Verídica
Documentary1982
Uma magistral restauração do documentário vencedor do BAFTA exibido originalmente em 1983. O escritor, produtor e diretor vencedor do Oscar e do BAFTA Jon Blair entrevista mais de 40 sobreviventes para contar a história do enigma que era Oskar Schindler. Narrado pelo premiado Sir Ben Kingsley.
Uma magistral restauração do documentário vencedor do BAFTA exibido originalmente em 1983. O escritor, produtor e diretor vencedor do Oscar e do BAFTA Jon Blair entrevista mais de 40 sobreviventes para contar a história do enigma que era Oskar Schindler. Narrado pelo premiado Sir Ben Kingsley.
5 de fev. de 2020
UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA - Conheça O.J. Simpson (Parte 1/2)
O.J. Simpson, o astro do futebol americano, teve uma vida agitada e problemática. Hoje vamos falar sobre racismo, violência doméstica e um relacionamento que nunca foi saudável.
4 de out. de 2019
A "VERDADE": Por que GRETA incomoda tanta gente?
Quem é Greta Thunberg? _de ativista solitária à celebridade pelo clima. Desde o discurso da ONU e sua indicação a indicação ao Nobel da Paz, a menina vem chamando atenção e inspirando milhões de apoiadores e teorias da conspiração, ataques e ameaças vem marcando a vida da menina.
3 de out. de 2019
QUEM FOI O CORONEL USTRA?
Celebrado no governo Bolsonaro, o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, comandou a tortura durante o regime militar. Além das torturas, ele também foi responsável por assassinar dissidentes e por ocultar seus cadáveres; essas são práticas um tanto incompatíveis com o título de "herói".
28 de set. de 2019
GEORGE SOROS: SAIBA TODA A VERDADE!
Nesse vídeo será tratado de uma vez por todas, quem é de fato o multibilionário George Soros, dado pelos teóricos conspiratórios e pela atual extrema direita, como o grande vilão illuminati, símbolo de todos os males do planeta. E sendo assim, para ambas as classes o filantrópico George Soros enfeixa todos os medos e a paranoias e o terror da extrema direita.
Mas, será mesmo que o George Soros é tudo isso e muito mais ou é um paralelo George Soros fruto do imaginário na mentes dessas pessoas, vítimas do medo e do pavor pelo qual as mesmas compraram sem ao menos recorrerem a fonte de onde toda essa história e imagem foram criadas.
Mas, será mesmo que o George Soros é tudo isso e muito mais ou é um paralelo George Soros fruto do imaginário na mentes dessas pessoas, vítimas do medo e do pavor pelo qual as mesmas compraram sem ao menos recorrerem a fonte de onde toda essa história e imagem foram criadas.
21 de set. de 2019
MARIGHELLA: HERÓI OU TERRORISTA?
No #MyNewsExplica desta semana, Gabriela Lisbôa fala sobre um comunista de carteirinha: #CarlosMarighella, considerado o inimigo número 1 da #DitaduraMilitar que comandou o Brasil entre 1964 e 1985. Afinal, ele foi herói ou bandido? O filme que conta a vida do guerrilheiro, dirigido por Wagner Moura, teve a data de lançamento adiada por problemas com a Ancine - uma nova data ainda não foi definida.
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