16 de jul de 2014

AS GUERRAS RELIGIOSAS EXPRESSAM COMO OS HUMANOS PODEM SER IRRACIONAIS. (VÍDEO)

Posted by Liberte Sua Mente on quarta-feira, 16 Julho, 2014


As guerras religiosas expressam como os humanos podem ser irracionais. E a intolerância religiosa, conceitualmente uma modalidade de guerra religiosa, é um veneno social incompatível com as liberdades democráticas.

Em 24.8.2010 escrevi “Um lembrete: no Brasil, nenhuma religião se encontra acima da lei”, sobre a imposição da morte social a ex-fiéis da denominação religiosa Testemunhas de Jeová, através da desassociação (expulsão); e da dissociação (abandono e/ou troca de religião) – que culminam na morte social, um misto de desprezo e nojo; uma espécie de gelo que, na prática, diz: “Você não é nada!”. Estamos diante de um crime. Filosofo: onde está Deus que permite crimes em seu nome?

A morte social se concretiza na interdição do convívio com pessoas amadas, da igreja e da família – se professam a mesma fé -, visando a destruir a honra e imagem da pessoa, e se configura como assassinato de reputação – violência incomensurável de decorrências emocionais incalculáveis, uma punição imoral que fere os direitos humanos fundamentais. E eu pergunto é se é lícito e se é ético uma religião, qualquer uma, em nome de Deus, violar direitos humanos.

E indago também por que e até quando uma República democrática e laica faz de conta que os “freios morais” que integram o escopo doutrinário de algumas religiões, que massacram direitos humanos e geram suplícios, devem ser tolerados como naturais e inerentes às práticas religiosas? Há uma distorção, pois se Deus é pai, não pode ser feitor e nem capitão-do-mato!

É alvissareira a postura adotada, após meticulosa investigação, pela procuradora da República Nilce Cunha Rodrigues, da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão do Ceará, que ajuizou, em 15.7.2011, no Supremo Tribunal Federal (STF), sob a acusação de intolerância religiosa, a ação civil pública contra a Associação Torre de Vigia de Bíblia e Tratados, guarda-chuva oficial das igrejas Testemunhas de Jeová no Brasil, e a Associação Bíblica e Cultural de Fortaleza.

A atitude responde à árdua e corajosa luta iniciada em terras alencarinas, em 2009, de modo solitário, por Sebastião Ramos, persistente e incansável, que pela seriedade ecoou mundo afora e hoje conta com muitos adeptos e simpatizantes.

O Ministério Público, ao aceitar examinar queixas de vítimas de morte social, evidencia que regimes democráticos não podem compactuar com tais descalabros. O pioneirismo da decisão tem o mérito de levar ao banco dos réus as distorções no exercício do sagrado que desrespeitam as leis brasileiras, abrindo caminho para quem se sentir prejudicado, por qualquer religião, seita ou igreja, busque, por meios judiciais, reconhecimento e ressarcimento por danos morais praticados em nome de Deus.

O MP, como guardião da cidadania, ao lançar mão de um instrumento de proteção de interesses sociais, tem em alta conta o sofrimento advindo da morte social, e a vê como inaceitável; e a forma de coibi-la é via ação civil pública, cujo raio de ação é adequado para impedir danos a qualquer interesse difuso ou coletivo. Diz que o Estado foi instado a prover por todos os meios legais a proteção necessária contra preconceitos e discriminações a quem professa uma fé ou não, pois em território brasileiro todas as religiões respondem à Constituição Federal de 1988, que assegura a liberdade religiosa.

Intuo que encontramos o caminho de criminalizar a intolerância religiosa, um ganho imenso para a democracia.

http://joaoesocorro.wordpress.com

Make and Adapted by Liberte Sua Mente

Um comentário:

  1. Sebastião é um difamador de gente honesta que não anda perseguindo nenhum ex membro.

    "a imposição da morte social a ex-fiéis da denominação religiosa Testemunhas de Jeová, através da desassociação (expulsão); e da dissociação (abandono e/ou troca de religião) – que culminam na morte social, um misto de desprezo e nojo; uma espécie de gelo que, na prática, diz: “Você não é nada!”. Estamos diante de um crime. Filosofo: onde está Deus que permite crimes em seu nome?"

    Ao contrário da sua descrição não há esse misto de desprezo e nojo incentivado. Desassociados frequentemente vão a reuniões sentam-se onde querem ao lado de membros ativos das TJs. E para alguém ser desassociado das TJs ele realmente tem que praticar conduta anti cristã sem arrependimento mesmo diante das ajudas dadas por anciãos.


    Voce fala aqui de guerras religiosas.... eu poderia apontar dezenas de referencias de historiadores isentos, (não anti TJs que sadicamente difamam), etc que mostram o comportamento das TJS diante das guerras. Não participam nas guerras nem em aprender a usar armas mesmo que tenham de ser fuziladas ou decaptadas por isso, como de fato aconteceu.
    Por exemplo, vc sabe quais grupos religiosos se recusaram como grupo a participar na 2ª Guerra mundial? Sabe o que fizeram por exemplo os Batistas? Catolicos e outros.... infelizmente como grupo sujaram as mães de sangue tanto por apoiar politicamente Hitler como por ir aos campos de guerra, tanto dos Alemães como dos EUA.... embora existam individuos dessas religiões que não participaram na guerra. Porém seus lideres e seu grupo por eles instruidos foram narmorar com a politica e a guerra.
    Como grupo as TJs foram perseguidas duramente pelo Estado Nazista embora o denunciassem mesmo quando Hitler era um herói aos olhos de todo o mundo. Foram fuziladas por que se recusaram a apoiar Hitler e ao esforço de guerra. As TJs estão livres da culpa de sangue pelos mortos dessa e de todas as guerras do turbulento século 20. E não há nada que a arte da mentira articulada por Sebastião e os do tipo dele possam fazer para negar isso e os fatos sobre as TJs para quem quiser saber isentamente.

    jw.org

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