31 de jul de 2017

MORTE EM SI É O PROBLEMA OU É O NOSSO OLHAR FÚNEBRE?

O pensamento que temos em relação a morte, não é no que diz realmente a respeito da morte, porém no que diz respeito ao ponto em que estamos.
A concepção que vamos construindo da morte, é uma concepção parcial, limitada e temporal. Então o que chamamos de morte está sempre vinculada, a perda, a despedida, o choro, o enterro, velório, o corpo frio e diferente parecendo um boneco, e por fim, o caixão. Digo que isso não é a morte, isso é um olhar fúnebre da nossa cultura e da nossa vida. E isso tudo cria uma representação na gente dentro do nosso olhar.

A morte em si não é uma experiência compartilhada, ela é única, ou seja, cada um é que vai viver a sua experiência, e ela não cabe na nossa cultura. A nossa cultura, é um jeito de a gente lidarmos com essa experiência, e incluindo as nossas crenças e tudo o mais. Por isso, todo pensamento que nós temos em relação a morte vai passear por essa cultura. Que também te a vê com a moral, e a religiões se pautam e disseminam esse tipo de conceito em relação a morte dentro de um suposto plano maior e no credível objetivo de recompensa e doutrinária, numa visão de caminhada e comportamento moral, para que os mortos tenham uma vida num plano superior ou inferior, seja no "plano astral" ou "espiritual." E é assim que se vê a morte numa fresta moral.
Você só se pacificará com a morte quando ao invés de ficar pensando, em como é, o que é, por que é....Eu me pacifico com a vida!!!

Com relação ao tempo e pensar fora do tempo, a morte e vida, existe no mesmo lugar, no mesmo ponto, são a mesma coisa.
O que eu chamo de vida e de morte, são variões do meu olhar, que indica onde eu estou, e não definem aquilo é.
Por isso, se eu vivo a minha vida em paz, ao invés de pensamentos de morte, e alimento pensamentos de vida, a minha relação com a morte naturalmente muda. Porque ao me relacionar-me com a vida eu passo a me relacionar com a morte também.
Eu vejo que é pura perca de tempo e engano tentando arranjar explicações pra morte, e ficar gerando debates, o que acontece o que não acontece, ou gravar vídeos de que você vai pra lá ou prá cá, ou vai pra cima ou pra baixo. Isso só irá promover mais confusão e angústia.

Você já reparou de como pensam e vivem as pessoas que constrói a sua carreira de vida baseado na ideia do pós morte?! São pessoas inteiramente inquietas e auto-conflituosas no que diz respeito da morte.
Quando olhamos para a morte, olhamos limitadamente numa fresta, e mesmo assim, uma fresta contaminada pela nossa cultura. Então pacifique-se com a vida, alimente-se da vida, coloque-se na vida; e assim a morte será em paz ao seu entendimento e a sua relação com ela. 



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