8 de mai de 2014

HOMOSSEXUALISMO E HOMOSSEXUALIDADE

Posted by Liberte Sua Mente on quinta-feira, 08 Maio, 2014


É fato que qualquer Psicologia, derive ela da ciência, e ou, religião, nunca possuirá nenhuma maneira de modificar o desejo do indivíduo. A psicologia trabalha com crença, emoções, comportamentos, mas não com o desejo. A psicanálise trabalha com o desejo, mas não é capaz de alterá-lo. Como a homossexualidade é um desejo, não há cura ou tratamento para isso ser tido pejorativamente como “homossexualismo”, o que configuraria patologia, ou doença. Mas muitas pessoas ainda acreditam que sim, essa lenda urbana que parte de alguns grupos específicos da sociedade, faz com que muita gente ainda tenha comportamentos preconceituosos e discriminatórios.

O que ocorre é que esses grupos, escondidos atrás de conceitos de religião, poderiam “tentar curar” os homossexuais. Certamente, essas pessoas nunca obterão êxito, visto que não há técnica na psicologia para fazer uma coisa dessas, quem dirá na religião. Mas o simples fato desses “psicoreligiosos” tentarem fazer isso, poderia fazer com que as pessoas pensassem assim: “Olha, a igreja trata homossexualismo!” Logo homossexualidade é uma doença que pode ser tratada, ou comercializada.

Se um indivíduo tiver desejo por outro do mesmo sexo, ainda que esse morra virgem, terá sido um gay. Pelo menos, é dessa maneira que a literatura científica entende o assunto. O ato sexual é mera consequência de uma natureza desse ser, assim como a heterossexualidade.

O problema de colocar a heterossexualidade como norma padrão é exatamente esse. Ao buscar padrões, nós geramos discriminação ambígua. Já que ao meu ver, o velho e bom princípio de igualdade, dispensa denominação de padrão, seja esse sexual e afins. Definir padrões, geram crenças e crenças geram comportamentos. Um discurso contra a homossexualidade já é, por si só, uma forma de homofobia. Não se trata de liberdade de expressão, pois a nossa liberdade de expressão não pode afetar a integridade física, emocional e psíquica do outro.


doenças psicológicas Em 1973 a Associação Psiquiátrica Americana, a instituição mais respeitada e influente no mundo no campo da Psiquiatria, declarou que a homossexualidade não é um transtorno mental. Que ainda hoje é pregado e associado dentro do possível a comportamentos tidos como pecaminosos. Já em 1975 a Associação Psicológica Americana, determinou o mesmo procedimento.

A Organização Mundial de Saúde, em 1993, também entendeu que a homossexualidade não é nenhum tipo de doença. Nos anos de 1990 o Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais, usados por instituições psiquiátricas e psicológicas internacionalmente, retirou a homossexualidade da condição patológica. Ainda na década de 90 a classificação internacional de doenças, que orienta a prática médica no mundo todo e categoriza todas as doenças existentes, também retirou a homossexualidade do quadro de perturbações mentais que desde 1977, aparecia configurada com o CID-10, que o definia como homossexualismo.

No Brasil, desde 1985 que o Conselho Federal de Psicologia do Brasil não considera a homossexualidade como um distúrbio hereditário. Em 1999 uma resolução foi publicada pelo Conselho de Psicologia proibindo os profissionais da área de “tratarem a homossexualidade” ou “buscarem a cura” para a mesma. O profissional que desobedecer pode ser punido, e a punição varia desde advertência verbal até a suspensão do direito de exercer a profissão, dependendo da gravidade do caso. No entanto, desequilibrados religiosos, continuam pendurados em suas literais ignorâncias, empenhados em marginalizar os homossexuais.

Chega a ser cômico para não dizer desastroso, ver esses religiosos, sem o mínimo de conteúdo cultural, formação, educação em biologia, moral, e de fato religião, deturpando a opinião popular. O quanto elas se enganam no que diz respeito à “natureza” da sexualidade humana: a sexualidade humana é, em si, perversa. Agindo a serviço próprio ao buscar o prazer, ela escapa a qualquer tentativa de normalização e subverte a natureza “pervertendo”, assim, seu suposto objetivo supostamente natural: a procriação.


Achando-se aptos a explicarem a sexualidade humana utilizando-se de teorias da relatividade de doutrinas religiosas, ou da psicanálise, no que tange a homossexualidade, tentando correlacioná-la com Guarda_chuva_raibow_4yourevistapráticas de submundos. Para mim, psicodramaturgia teológica, sempre a despeito da evolução, a sexualidade continua a ser um grande tabu historicamente construído.

Na cultura ocidental, estes valores funcionam como referências de identidade que organizam quem somos e explicam a origem do mundo e como ele deve funcionar, segundo a vontade de Deus: eles são nossa mitologia. Baseado nessa mitologia, o desejo sexual espontâneo é prova e castigo do pecado original “a concupiscência: o homem é fruto do pecado” e a única forma de sexualidade aceita é a heterossexual para a procriação.

Descontextualizar é a arma predileta dos religiosos, apelam para seus discursos neopolíticos inflamados, tentando legitimar seus ideais, seguidos da vontade de compreender as coisas sem o esforço necessário ( uma formação ), por isso as enxurradas de ignorância e incompetência humana, que gera estigmatizacão e violência.

A conclusão que podemos tirar é que tanto a homossexualidade quanto a heterossexualidade são destinos, crença social. Ao seu bel prazer!


http://www.4yourevista.com.br/?p=3617

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