5 de nov. de 2014

Relatório Secreto da Última Reunião Bilderberg


Reproduzimos nas linhas abaixo um relatório exclusivo da última reunião Bilderberg, que é realizada anualmente com a participação de personalidades de alto nível em todo o mundo. É neste tipo de cenáculo que, por décadas, moldam o mundo de amanhã.

Informações da reunião anual. Classificadas como segredo de estado. Para uso exclusivo dos membros

Discurso de encerramento do presidente do encontro

"Além do capitalismo. Cruzando a nova fronteira"

"Se continuarmos a manter o controle das massas pelo clássico trabalho assalariado como parte de um sistema construído sobre a produção em massa e consumo em massa, com o dissolvimento dos consumidores através da distribuição de uma parcela da riqueza criada através do sistema de trabalho, todos nós agora nos convencemos de que a sobrevivência a longo prazo da espécie humana, a preservação e a sustentabilidade de uma biosfera viável ​​e em harmonia com as atividades humanas, exige uma completa reorganização dos nossos modos de pensamento, organização e produção.

Como todos sabemos, de fato, o objetivo que estamos perseguindo não é o acúmulo totalmente inútil de novas riquezas ou mesmo o resgate de um sistema econômico, que foi usado por mais de três séculos e se tornou incompatível com a nossa visão de futuro.

O objetivo que estamos perseguindo é, obviamente, o da vida eterna, ou em todo caso,  fazer o homem viver dois séculos e unirmos aqui as ideias ambiciosas de transhumanismo que queremos desenvolver e instalar, a fim de promover o surgimento de um novo ser humano. Um super-homem. Assim como as nossas tecnologias já nos permitem ter as ferramentas chamadas "realidade aumentada", a nossa pesquisa é perfeitamente a respeito do "aumento do homem." As nossas tecnologias estão totalmente desenvolvidas. Estamos prontos para viver dois séculos. As nossas nano-tecnologias nos permitem reparar o corpo por dentro, a decodificação do genoma humano nos permitiu compreender o envelhecimento celular, o qual não somos capazes de impedir completamente, mas podemos desacelerar consideravelmente. Nosso conhecimento das células-tronco nos permite regenerar qualquer tecido ou qualquer órgão que se torne defeituoso.

Finalmente, o nosso domínio do genoma humano nos permite selecionar o patrimônio genético mais adequado e mais eficaz, sem mencionar o fato de que, com certas modificações, nós podemos finalmente aumentar também as nossas capacidades físicas e mentais.

Nossos ilustres predecessores dos anos 30, ingenuamente pensavam que poderiam melhorar a espécie humana com os métodos utilizados para otimizar as raças de cães por cruzamentos habilmente organizados. No entanto, essas falhas do "nazismo" nos permitiram explorar novos caminhos e alcançar o sucesso que celebramos hoje. Nós finalmente alcançamos os segredos da vida eterna, a conquista definitiva do homem, de finalmente tornar-se seu próprio deus e seu próprio mestre. Estamos, todos nós aqui reunidos, o Alfa e o Ômega deste novo mundo que se abre para nós e, que portanto, devemos moldar.

Obviamente, como vocês sabem, isso levanta problemas de execução absolutamente enormes e esse foi o desafio de trabalho das diversas comissões que participaram ao longo destes dias de intenso seminário.

Estamos todos bem cientes do fato de que o planeta e o nosso meio ambiente, obviamente, não podem suportar a vida eterna de dezenas de bilhões de seres humanos que consomem da mesma maneira hoje. Nós todos sabemos que o crescimento infinito da população em um mundo finito, é uma aberração intelectual. Todos temos que compreender que dividir o mundo em duas castas, a mortal e a imortal, seria simplesmente impossível, porque em um caso que nos propomos a viver e os outros a morrer, colocamos as massas trabalhadoras em uma situação onde eles não tem nada a perder, gostaria de lembrar que a principal ferramenta de controle do povo é conceder benefícios calculados para dar a ilusão de perda em caso de rebelião
Todos estes dados tornam a implantação de tecnologias de imortalidade e melhoria do homem simplesmente impossíveis no momento.

Os grupos de trabalho têm, portanto, apresentado uma série de propostas que foram discutidas por toda a comissão. Vou apenas citar as medidas mais importantes que foram votadas ​​por unanimidade, de acordo com as práticas de privacidade dos nossos Grandes Mestres. Caberá  a cada um aplicar e implementar em seu respectivo país e área geográfica de influência, as seguintes decisões:

A meta inicial é o despovoamento maciço para proteger o meio ambiente, excluindo do âmbito da nossa possibilidade a utilização de quaisquer armas nucleares que iriam infligir algum dano irreparável ao nosso planeta tão pequeno. As ferramentas de que dispomos são poucas, mas a sua eficácia combinada é certa dado o retorno da sua ressonância, nós conseguiremos o que os militares chamam de "multiplicadores de força". Trata-se do tríptico: colapso econômico, guerra civil e as epidemias massivas. Usando essas três ferramentas nos permitirá, eventualmente, reduzir a população mundial de 7 bilhões de habitantes. Acreditamos nossa meta de 500 milhões de seres humanos vivos é ilusória e que, apesar de todos os nossos esforços de redução populacional, os bolsões de sobreviventes subsistirão em todo o planeta. No entanto, estes bolsões não devem nos causar grandes problemas em todo caso, devido à sua desorganização, seu isolamento e incapacidade de dominar todas as técnicas atuais por causa de seus números reduzidos, deve limitar significativamente o seu poder de dano. Acreditamos que, em poucos anos muitos vão desaparecer e os poucos que permanecerem, quase que rapidamente, retornarão à vida selvagem em poucas gerações. Qualquer grupo que nos ameaçar será, em todo caso, extinguido rapidamente.

Nosso principal inimigo histórico para a implementação do nosso plano era, obviamente, os Estados nacionais. A mundialização, a globalização, as instituições europeias e a imigração em massa são todas as ferramentas que temos usado com grande sucesso desde os anos 30, e agora as identidades e sentimentos de convicção foram significativamente reduzidos, bem como os sentimentos patrióticos. O dinheiro e a propriedade tornaram-se os valores fundamentais de muitos. A politização das massas tem sido significativamente reduzida, as nações como nós esperávamos, tornaram-se frágeis e agora podem ser desestabilizadas por dentro.

Devemos, portanto, continuar com a constante política imigratória, permitindo atrair massas consideráveis ​​de pobres do Sul para os países empobrecidos do Norte. Nós devemos constantemente reforçar o Islã como o mais radical para atiçar o ódio e a desunião entre os povos. Quando criarmos o colapso econômico, em seguida, o comunitarismo mais absurdo que temos desenvolvido em cada país levará a maioria desses países à guerras civis em grande escala, onde cada comunidade se encarregará ​​por nós, de matar o maior número de membros de outra comunidade. Os negros contra os brancos nos EUA, os muçulmanos contra os cristãos na Europa, as guerras civis têm a imensa vantagem de destruir os homens, sem que confrontos entre países se transformem em uma guerra nuclear global. Finalmente, quando as guerras devastarem os países, nós aproveitaremos a oportunidade para ampliarmos a disseminação de vírus, como o nosso projeto ebola 2.0 geneticamente modificado que estamos testando atualmente com eficiência, à medida que os valiosos dados epidemiológicos e sociológicos (comportamento dos indivíduos que lutam contra a doença), nos permita  visualizar a nossa capacidade de saturar os sistemas de saúde que, em todo caso, já estarão significativamente destruídos pelas guerras civis que criamos, como por exemplo, a guerra entre as duas Ucrânias.

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O conjunto destes elementos, o despreparo das pessoas, a sua relativa dependência de todos os sistemas de suporte, estarão particularmente vulneráveis ​​às nossas diferentes ações. O colapso econômico deverá rapidamente se espalhar por todo o planeta. A China vai entrar em colapso sob o peso dos problemas sociais e a Rússia, que ainda nos apresenta problemas atualmente,  deverá ter o seu problema resolvido em 2015 como esperamos, mas digamos que por enquanto, é o eixo "Rússia-China" que exerce uma maior resistência à nossa visão do futuro. Nós não descartamos, em caso de não conseguir convencê-los, o uso armas dirigidas contra as pessoas que recusam o nosso programa de despovoamento e a adesão à nossa ideologia de vida eterna."
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Obviamente, para aqueles que não entenderam, o que vocês acabaram de ler não tem nenhuma relação com a realidade e qualquer semelhança com um ou mais personagens existentes é mera coincidência (ou não completamente...). Isto é naturalmente ficção científica (ou outra coisa...). Foi apenas uma pequena história da minha mente fértil (ou de outro lugar ...) que eu queria contar a vocês. Vocês podem, evidentemente, voltar a dormir tranquilamente.

Dizer que se trata do ponto de partida para o que poderia ser um romance (ou não ...), mas na verdade, como qualquer história, ele levanta questões reais.

A vida eterna, que é o centro da estratégia de uma empresa como a Google (cujas ligações com as agências mais secretas dos EUA, como a CIA ou a NSA estão bem estabelecidas), levanta a questão da possibilidade de acessibilidade para todos à vida eterna. Podemos ter 10, 20 ou 30 bilhões de pessoas povoando o planeta e consumindo? A resposta é obviamente negativa, então, nesse caso, necessariamente hipotético, o que seria de nós homens e mulheres também?

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transhumanismo não é uma invenção da imaginação, é fundamentalmente uma ideologia profundamente repugnante que sempre existiu, embora tenha tido outros nomes em outros momentos. O transhumanismo se desenvolve ainda assim, em um período relativamente transparente, vista a olho nu, e por isso ninguém diz nada, mas o que restará do homem quando o homem for cientificamente aperfeiçoado para se tornar um super-homem, e ele e nem você se lembrar de nada?

Outra questão, estamos finalmente começando a falar um pouco do caos que provocará a chegada da robótica, e até mesmo a emissora de televisão, France 2, difundiu uma reportagem sobre isso no noticiário da 20 horas de ontem sobre um estudo que anuncia o desaparecimento de três milhões de postos de trabalho na França até 2025 -, mas posso lhes assegurar que o desaparecimento será muito maior e muito mais rápido - e que nos dá uma razão para esperar em breve, que irão nos mostrar a empresa aeronáutica que até mesmo contratou ao mesmo tempo que ela se estabeleceu... um robô!

Tudo isso nos leva à duas questões. A primeira é que factualmente, suprimindo todos os postos e o máximo de trabalhadores para otimizar os ganhos, as empresas, eventualmente, darão todas um tiro no pé a longo prazo, porque, obviamente, haverão mais consumidores dignos de crédito e, portanto, mais lucros, então por que continuar esta política, daí a ideia de procura que na realidade o sistema não tentar salvar, mas "superar" e agora a fronteira compartilhada entre os ricos e os pobres não é mais o dinheiro que dá acesso à vida eterna.

Outra grande questão, a conclusão dos primeiros elementos, que você não pode deixar de perceber, é como o homem vê a sua "utilidade marginal" fracassar. Mao Tse Tung dizia que, uma boca para alimentar significa mais dois braços (para trabalhar). Cálculo econômico simples, mas com base. Os braços do homem são uma "força de trabalho". Além disso, toda a nossa economia é baseada neste tipo de suposição. No entanto, vemos que o homem é inútil e se tornará ainda mais com as novas máquinas que estão chegando, as quais farão quase tudo sem a intervenção humana. Os humanoides podem substituir 95% das tarefas, então o que restará ao homem?

Se eu quiser acreditar na capacidade da humanidade de compartilhar e ultrapassar todos os seus defeitos, sejamos razoáveis, a história humana mostra que há pouca chance de vivermos em um mundo onde todos os "Ursinho Carinhosos" seriam bons e ninguém iria perder nada... Então, os braços se tornarão completamente inúteis, eu diria obsoletos. Como resolver o problema, poderíamos dizer modestamente.

Se nós considerarmos esses argumentos "ambientalistas" e "transhumanistas", parece lógico que somente uma política drástica de despovoamento iria superar os problemas que enfrentamos e esses argumentos, odiosos que são, são intelectualmente implacáveis. Nós nos tornamos muito numerosos, o planeta não pode sustentar o atual número de pessoas no sistema econômico atual, a nossa pegada ambiental é insuportável e não temos mais qualquer necessidade de mão de obra. Finalmente, quase poderíamos viver para sempre, ou a busca pela eternidade é, obviamente, uma tentação humana desde o princípio dos tempos.

Então, é claro, tudo isso é pura ficção... e portanto... se Mao Tse Tung disse que se uma boca para alimentar eram dois braços úteis, hoje parece que uma boca ... será apenas uma boca, especialmente quando existem 7 bilhões de pessoas e os seus braços em breve não servirão para mais nada. E Mao, o grande humanista, o que ele teria feito em tal contexto?

Já é tarde demais. Prepare-se e fique atento.

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Nota Blog Anti-NOM: então... obviamente o título (traduzido do original) é um pouco enganador (me senti tentado a colocar um "(Ficção)" no início, mas iria tirar a graça ao ler o texto. Mas não deixa de ter muito em comum caso em uma reunião destas fosse falado assim tão diretamente, o que sinceramente não acredito que ocorra, a não ser no círculo mais central do Clube Bilderberg. Para os que não conhecem recomendo ler também o post "O Clube Bilderberg e o Digital Generation: Um Super Computador Para a 'Nova Ordem Mundial Digital'". Ele mostra um projeto do grupo bilderberg para construir um super computador, que "No futuro vai possibilitar o surgimento de uma nova Ordem Mundial Digital, como nunca foi vista, sem limites e o que é melhor, sem ser influenciada pelos preconceitos atuais". 

http://www.anovaordemmundial.com/2014/11/relatorio-secreto-da-ultima-reuniao-bilderberg.html#ixzz3ICG48TaS

CONTRAPONDO A MANIPULAÇÃO BÍBLICA: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja." Mas será isso mesmo??!!


"Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; dar lhe a chaves do reino dos céus;....." (Versão manipulada da Bíblia)

"Tu és Pedro, e Eu não posso edificar o meu ensinamento sobre a tua rocha. Tu irás abrir os portais da incompreensão, de modo que o povo será tomado por tuas interpretações errôneas do meu ensinamento que irão seguí-los, e viverão conforme os ensinamentos falsos e errôneos.
Não posso te dar a chave para o conhecimento do reino espiritual (reino do ensinamento do espírito), senão irás construir falsos templos e irás abrir falsos portais com ela." (Versão TALM)  

A FARSA DO VOTO

O objetivo deste texto é discutir a relação entre a democracia representativa burguesavoto nulo etransformação social. Primeiramente discutiremos a questão do voto - já que este é, na sua expressão jurídica, o elemento central da democracia burguesa - e a possibilidade deste ser um meio de proporcionar mudanças na sociedade; analisaremos que mudanças são estas que podem ser provocadas através do voto; posteriormente expressaremos o que entendemos por transformação social, e finalizaremos com a análise da relação entre democracia representativa burguesa, voto nulo e transformação social.
O voto como meio de expressão da democracia burguesa surge com a emergência do capitalismoenquanto modo de produção dominante. A necessidade do capitalismo em criar mecanismos para amortecer as lutas de classes entre burguesia e proletariado leva a burguesia a buscar no estado o auxílio para esta tarefa. O estado no capitalismo, por sua vez, assume um caráter burguês, capitalista, sendo compreendido aqui como “uma relação de dominação de classe (no qual a burguesia domina as demais classes sociais) mediada pela burocracia para manter e reproduzir as relações de produção capitalistas”. Aqueles indivíduos que integram o estado capitalista formam uma classe, a burocracia estatal, cujo objetivo principal é auxiliar a burguesia no amortecimento das lutas de classes; criar as condições para a reprodução ampliada do capital e impedir que a luta entre classes exploradas e burguesia se torne umaluta aberta e direta. O controle e o dirigismo tornam-se a sua ação fundamental.

Em troca os capitalistas cedem parte de seus lucros para a burocracia estatal em forma de impostos. Nesse sentido, os rendimentos daqueles que estão no poder do estado, advém da exploração que o capitalista exerce sobre os trabalhadores. A relação de exploração existente no modo de produção capitalista provoca o descontentamento do proletariado, classe explorada pela burguesia. Esse descontentamento extrapola o chão das fábricas e passa a ser expresso em todas as partes da sociedade, associando-se ao descontentamento de outras classes exploradas, ocorrendo assim, uma generalização do descontentamento social.

Diante desta situação de descontentamento, as classes exploradas iniciam o processo de auto-organização, é quando criam organizações que expressam seus próprios interesses. Ao surgirem, essas organizações se deparam com as instituições burguesas e assim, passam a estabelecer novas lutas.


O estado se impõe diante destas organizações e cria a ideia de representação política, a qual só poderá ocorrer através do próprio estado. Um conjunto de leis é criado para controlar estas organizações e legitimar a ação estatal e a partir daí qualquer organização que pretenda uma participação nas decisões sociais devem se submeter às leis do Estado. Surgem os partidos políticos. Estes, por sua vez, “são organizações burocráticas que visam à conquista do Estado e buscam legitimar esta luta pelo poder através da ideologia da representação e expressam interesses de uma ou outra classe ou fração de classe existente”. Inicia-se assim o processo de divulgação ampliada da ideia da representação política. Com isso, o estado impõe suas leis e a partir daí a participação popular é resumida à escolha deste ou daquele representante que integrado a um partido político o representará nas decisões sociais.

Os partidos políticos são autorizados pelo estado para dirigir a sociedade e representar os seus interesses. O estado, portanto, controla as organizações criadas pelas classes exploradas e cria suas próprias organizações impondo-as à toda a sociedade como sendo as organizações que expressam o interesse de todos. Os interesses estatais passam a prevalecer e logo a ideia de representação política pelo partido se torna dominante. O estado, por sua vez, para ocultar o caráter estatal dos partidos políticos permite a participação popular na escolha dos representantes e o faz através do sufrágio universal.

Através do voto, a burocracia estatal legitima a ideia de que as contradições inerentes à sociedade devem ser resolvidas por quem lhe integra e não por outras organizações que não sejam aquelas autorizadas pelo estado. Os partidos políticos se tornam os responsáveis principais pela manutenção da ordem e o faz criando novas instituições. Com isso, grandes organizações partidárias vão se formando e se tornando cada vez mais distantes dos interesses das classes exploradas.



Os integrantes de partidos se tornam poderosos quando assumem o poder e vão se distanciando cada vez mais do povo. Durante uma determinada eleição, fazem o discurso que vão representar os interesses de todos, mas quando assumem o poder, tudo o que disseram é deixado de lado, e passam a representar a si mesmos, aos seus interesses e aos interesses da classe dominante. O mesmo discurso volta a aparecer nas eleições seguintes já que dependerá da vitória para continuar desfrutando dos privilégios que o poder lhe proporciona.

Assim, os representantes de partidos políticos tornam-se autônomos em relação às classes exploradas e ao invés de ser o seu representante, passam a ser o seu dominante, controlando-as e decidindo a partir de suas próprias concepções sobre a vida de todos. Como coloca Tragtenberg:

Na prática, o líder partidário ordena e responde aos interesses do grupo dirigente minoritário e não aos da base. Como profissional do partido o líder preocupa-se mais com seu trabalho do que com suas promessas. O fato de ser dirigente leva-o a afastar-se da vida quotidiana da maioria das pessoas, o que o torna “diferente”. Torna-se geralmente conservador, levando uma vida privada e esenvolvendo interesses da minoria dirigente. Esses líderes partidários, isolados nos escritórios, são facilmente corruptíveis pelos interesses das classes dominantes (Tragtenberg, 1986, p. 70).

O voto representa a chave para abrir a porta do estado e o meio para um partido se tornar o seu legítimo dirigente. O objetivo principal dos integrantes de partidos passa então a ser alcançar o poder do estado e isso se torna possível através das eleições. Por isso o voto passa a ser desejado por aqueles que integram partidos políticos. Estes estabelecem uma luta cotidiana entre si e criam estratégias para conseguir o maior número de votos possível, cuja maioria dos votos lhe garante a ascensão ao poder do estado. A corrida dos representantes de partidos para conseguir voto se dá de várias formas (compra de votos, ameaças a eleitores etc) mas a principal é através de propagandas políticas que são em sua maioria financiadas e autorizadas pelo estado, o qual busca criar meios de tornar a sua divulgação ampliada. Para isso criou leis para controlar e possibilitar o uso dos meios de comunicação para a propaganda política. Ocorre que alguns partidos que disputam uma determinada eleição são financeiramente mais poderosos do que outros, o que lhe dá a chance de vencer a eleição já que conseguirá ampliar sua divulgação, além da possibilidade da compra de votos, questão comum que perpassa a corrupção partidária em períodos eleitorais. Os partidos, com poder financeiro menor, criam conchavos com capitalistas que financiam suas eleições. Alguns conseguem ser eleitos e acabam ficando presos aos seus financiadores, os quais passam a interferir, de forma indireta, através do partido eleito, nas decisões do estado.

Os partidos que são derrotados numa eleição, como forma de participar do poder estatal, acabam fazendo concessões e se aliando aos partidos eleitos. Fora dos períodos eleitorais as disputas partidárias se restringem em sua maior parte aos bastidores das rinhas de partidos políticos (nas diversas expressões do parlamento). Situação que se altera quando um ou outro integrante de partido é atacado por adversários tornando público o seu envolvimento com a corrupção partidária. Em períodos eleitorais as trocas de ofensas se tornam públicas e constantes. Alguns partidos chegam a publicar questões pessoais de integrantes de partidos adversários em relação a envolvimento a corrupções etc, um meio de desqualificar o adversário, e atrair os seus eleitores.

O voto é, portanto, a expressão da democracia representativa burguesa e o meio através do qual ocorre a reprodução/legitimação do estado e de suas instituições. A participação popular na democracia representativa burguesa se limita à ação dos eleitores nas seções de votação, e apenas nos períodos eleitorais. Ao votar em um determinado partido o eleitor transfere para este o poder de decisão
nas questões referentes à sociedade. Quer queira, quer não, o voto acaba sendo uma forma de legitimação do poder do estado, logo, dos interesses da burguesia pela manutenção e reprodução docapitalismo.

Em relação às mudanças que podem ocorrer através do voto, na democracia representativa burguesa, resumem-se a mudanças no interior do próprio capitalismo. Como colocamos anteriormente, a razão de ser dos partidos é o estado, e no capitalismo, o estado está de mãos dadas com a burguesia. Portanto, se alguma mudança ocorrer através da ação de algum partido, estas mudanças são na verdade adequações ou re-organização da sociedade de forma que atenda aos interesses do capital, logo, que reproduza os interesses da burguesia. Ou seja, são reformas que não alteram a essência da relação de produção capitalista.

Contudo, algumas mudanças no modo de vida das classes dominadas podem ser percebidas, como por exemplo, uma aparente melhora em suas condições de vida, como melhorias no saneamento básico
de alguns bairros de periferia etc. O estado propõe ainda ações para atender às necessidades imediatas da população empobrecida, como doações de agasalhos, alimentos, casas; construção e reformas em
escolas, hospitais; abrigos para dependentes químicos; programas para a população campesina entre outras. Enfim, várias ações são realizadas em direção às classes exploradas, porém, trata-se de ações cujo interesse real é garantir votos para as eleições futuras, o que conflui com a manutenção do estado, logo, da reprodução das relações de exploração capitalistas.



Diante destas questões, é que surge a ilusão de que algum partido ou o próprio estado algum dia irão fazer alguma coisa para resolver os problemas que afligem a vida das pessoas que integram as classes exploradas. A ideia de que algum dia aparecerá um salvador que irá resolver os problemas sociais (pobreza, fome, violência etc.) se torna o motor que leva as pessoas às urnas depositar o voto num determinado candidato e à crença na democracia burguesa. Contudo, essa ilusão acaba se desfazendo com o tempo. Muitas pessoas que acompanham a história dos partidos políticos vão percebendo que em toda a sua história nenhum partido atendeu de fato aos interesses das classes exploradas. E isso ocorre porque os seus interesses divergem dos interesses das classes exploradas. Segundo Proudhon:

A burocracia pretende governar em nome das massas trabalhadoras e faz grandes esforços para criar tal ilusão; diz ter fins que correspondem às exigências e necessidades das massas, mas, de outra parte, é legítimo falar de burocracia quando o grupo de governantes em questão tem, também, os seus próprios interesses particulares, que só podem ser assegurados se, na prática, ele se desvia, constantemente, dos princípios e dos programas publicamente enunciados (Proudhon Apud Motta, 1981, p. 35).

Portanto, o voto dirigido a algum partido político não provoca nenhuma mudança fundamental nas relações de produção capitalista. A sociedade fundada na relação de exploração continua existindo e o resultado de uma eleição apenas altera o partido que irá dirigir o estado. Na democracia representativa burguesa, as classes exploradas não participam das decisões sociais já que isso passa a ser tarefa do partido. Contudo, a ideologia da representação oculta a expressão real dos partidos, cuja tarefa é encontrar os meios para representar da melhor maneira possível os interesses do estado, logo, da burguesia.

Percebemos, portanto, que a ideia divulgada pelo estado de que representa os interesses de “toda” a sociedade é falsa. Na realidade, além de representar os interesses da burguesia, cria interesses próprios que no final concorda com a essência da sociedade burguesa, ou seja, com a luta de classes que se fundamenta numa relação de exploração e isso se dá porque seus rendimentos provêm da exploração que a burguesia exerce sobre os trabalhadores que lhes são repassados através de impostos.

Concluímos esta primeira parte colocando que a ideia da democracia representativa burguesa é uma ideologia que oculta o seu lado burguês e através da ideia da representação política mantém as classes
dominadas com mãos e pés atados, dificultando e colocando empecilhos para que estes possam criar suas próprias organizações.

O exemplo clássico da oposição entre o interesse do estado e os interesses das classes exploradas é aComuna de Paris de 1871. Naquela experiência, a classe trabalhadora conseguiu avançar sobre o capital e mostraram na prática a forma de organização que representa realmente os seus próprios interesses, que se deu através das comunas. Mas o estado logo se ergueu em sua frente, e pôs fim às organizações dos trabalhadores, integrando-os novamente às relações de produção capitalista. Já a ligação histórica e clara do partido com os interesses do estado pode ser observada de forma clara desde a Revolução Russa de 1917. Durante o processo de radicalização das lutas operárias na Rússia, o partido bolchevique assume o poder dando um golpe de estado em outubro de 1917, alegando representar os interesses dos trabalhadores e afirmava ter instalado “a ditadura do proletariado”. Ocorre que ao contrário do que expressavam, haviam instalado a ditadura do próprio partido, por meio do estado, sobre a classe trabalhadora. Os meios de produção passam a ser propriedade do estado e toda organização social, distribuição da produção a ser controlada por seus dirigentes, por isso, ser denominado de capitalismode estado (Makhaiski 1981; Viana 2008; Pannekoek 2007, Tragtenberg 1988). Como colocara Tragtemberg a respeito da relação do partido bolchevista com as classes exploradas na Rússia:

No real, o proletariado russo perdera o controle das fábricas, dirigidas por delegados do estado, a insurreição camponesa autogestionária da Ucrânia, que derrotara os generais Denikin e Wrangel, foi contida pelo Exército Vermelho, e a insurreição de Kronstadt, que definia um programa de objetivos socialistas e libertários, foi selvagemente reprimida pelo bolchevismo (Tragtemberg, 1988, p. 92).

Os Conselhos de Operários - organizações criadas pelos próprios trabalhadores para representarem a si
mesmos – que se formaram na Rússia, foram desmantelados pelo estado o qual conseguiu instituir novamente a paz para o capitalismo, quando os trabalhadores são, à base da ditadura do partido bolchevique, integrados novamente à lógica capitalista. A partir daí a ideologia da representação burguesa se abala. Movimentos operários que tomavam a experiência dos Conselhos Operários como referência para se auto-organizarem, foram aparecendo em vários países. A máscara do estado e dos partidos políticos são arrancadas, e passam a ser vistos como inimigos da classe trabalhadora e não mais como aqueles que representam os seus interesses.

Diante desta situação é que inicia-se a política do voto nulo. Organizações políticas que buscam romper com a ordem estabelecida pelo capitalismo criam esta forma de manifestação como meio de protestar contra a democracia representativa burguesa. Essa é uma forma de expressão política encontrada pelas classes exploradas que perpassa pelo processo da democracia burguesa, pelo processo eleitoral, porém busca neste processo a deslegitimação do poder do estado. Assim, como uma forma de garantir a expressão dentro da lógica do estado capitalista, o voto nulo possibilita àqueles cujos interesses são contrários aos interesses de integrantes de partidos políticos, do estado e do capitalismo, de expressarem o seu descontentamento com a sociedade atual.

Por outro lado, o voto nulo pode ser também uma expressão do descontentamento pessoal ou de determinado grupo, ou ainda expressão de pessoas que com o tempo superaram a ilusão nos partidos e votam nulo por não ver outra opção, outro partido que possa confiar. Agora, numa perspectiva política desejada pelas classes exploradas, o voto nulo vai além da concordância com as determinações legais impostas pelo estado. Não se trata de cancelar uma eleição ou de substituir os representantes que concorrem entre si por outros. Independente de sua procedência, se é de direita, de esquerda ou de centro, todos os partidos, enquanto organizações burocráticas, estão integrados à lógica do estado. Neste caso, trata-se de denunciar e tornar explícito o descontentamento histórico contra a exploração existente na sociedade capitalista assim como da ligação do estado e de partidos com esta exploração. Para aprofundar um pouco mais neste assunto, discutiremos brevemente a questão da transformação social.


A transformação social tornou-se o principal objetivo das classes exploradas. Uma mudança radical da sociedade torna possível a instituição de uma organização social que represente de fato os seus interesses.

Não é qualquer tipo de organização que serve ao proletariado. Os partidos e sindicatos são a prova
disto. Sempre que os trabalhadores manifestam qualquer forma de organização que saia do estrito controle destas instituições, elas fazem todo o possível para voltar à normalidade e continuar sendo dirigente dos trabalhadores (Maia, 2010, p. 102-103).

Portanto, quando se fala em mudança radical, isso quer dizer que deve-se cortar o mal pela raiz. Nesse sentido, a transformação social almejada pela classe operária está relacionada com o modo de se produzir no capitalismo. Colocamos no início do texto que o modo de produção capitalista é uma relação de exploração. A exploração ocorre quando de um lado o proletariado produz mais-valor e de outro a burguesia se apropria deste mais-valor, de parte do trabalho realizado pela classe trabalhadora. O mais-valor torna-se assim o coração, o sangue e as pernas que sustentam o capitalismo. Quando a produção de mais-valor é interrompida ou abalada o capitalismo é colocado em xeque e suas forças começam a ruir, entrando em crise.

A interrupção da produção de mais-valor se dá a partir do momento que os produtores se apropriarem dos meios de produção e passam a utilizá-los para o bem de toda a sociedade, ou seja, produzindo e se
apropriando da produção e realizando a sua distribuição. É quando percebem a força que possuem diante do capital. Quando isso ocorreu em experiências passadas de sua luta, criaram organizações que possibilitaram a distribuição da produção para toda a sociedade, iniciando assim o processo de luta contra todas as formas capitalistas de organização (propriedade privada dos meios de produção, mercado, estado etc.). Este processo colocou em xeque o próprio modo de produção capitalista, consequentemente, o estado, os partidos políticos, enfim, a sociedade capitalista. E foi o que proporcionou às classes exploradas enxergarem a possibilidade de sua libertação e de toda humanidade, tornando em seu principal objetivo na luta contra o capital, a instituição da autogestão social.

Uma transformação social, portanto, como expressão dos interesses das classes exploradas, perpassa pelo modo de produção capitalista. Trata-se do fim do modo de produção capitalista e a instituição de um modo de produção não capitalista, um modo de produção gerido pelos próprios produtores. Essa transformação social será obra dos próprios trabalhadores, e não é tarefa de partido nem do estado. Com o fim do capitalismo e instituição da sociedade gerida pelos trabalhadores, todas as instituições criadas pelo capitalismo tenderão a desaparecer.

Não é possível prever as questões específicas provenientes da transformação social, mas, no essencial, é possível visualizar algumas formas que assumirá a nova sociedade. Uma vez que a sociedade na sua totalidade esteja nas mãos da classe trabalhadora, a democracia representativa burguesa será substituída pela autogestão social, e ao invés da representação política acontecer pelos partidos políticos, estes
serão substituídos pelos conselhos de trabalhadores. O período eleitoral em que todos param para votar, dará lugar às reuniões cotidianas, nos locais de trabalho, de moradia, diversão etc., onde os “delegados”, os próprios trabalhadores, serão escolhidos diretamente, e aos invés de permanecerem na situação de representante por longos períodos, como ocorre na democracia burguesa com os partidos no poder do estado, estes poderão ser substituídos a qualquer momento. Esta decisão caberá aos trabalhadores nas assembleias. O estado como manutenção da sociedade de classes, dará lugar aos conselhos de operários, expressão de uma sociedade sem classes. Os Conselhos Operários constituirão, assim, na “forma deautogoverno que substituirá, no futuro, as formas de governo do velho mundo”.

A partir das questões colocadas até então, podemos finalizar essa discussão relacionando democracia representativa burguesa, voto nulo e transformação social. Como colocamos anteriormente, a democracia representativa burguesa surge com a burguesia, logo, é expressão dos interesses da própria burguesia. O voto nulo é uma alternativa criada pelas classes exploradas para deslegitimar o poder estatal, sendo por um lado uma forma de manutenção e ao mesmo tempo de sua negação. A manutenção ocorre quando aquele que foi votar errou no momento de votar, neste caso o voto é anulado, ou que votou nulo apenas por ter problemas pessoais com determinado candidato ou partido político. Nestes casos, o eleitor não almeja conscientemente uma transformação social no sentido de colocar fim à democracia burguesa, nem mesmo almeja o fim do estado e dos partidos políticos. Tanto é que alguns votam nulo em uma eleição e votam em determinado partido em outra.

O voto nulo passa a ser uma negação da democracia burguesa quando este é relacionado a uma proposta política de negação da própria democracia burguesa. Neste caso, o indivíduo utiliza os meios estabelecidos de participação na sociedade, o processo eleitoral, para demonstrar o seu descontentamento com este processo. Com isso acaba constrangendo determinadas pessoas a conhecerem o projeto político de transformação social das classes exploradas, e assim, abrindo a possibilidade de engrossar as fileiras de pessoas descontentes que conscientemente buscam por uma nova sociedade, fortalecendo, desta forma, a luta por uma mudança radical na sociedade junto à classe operária.

Enfim, democracia representativa burguesa e transformação social se localizam em sentidos opostos. A democracia representativa burguesa representa um instrumento do estado para a manutenção na sociedade capitalista, dos interesses burgueses, enquanto a transformação social almejada pela classe trabalhadora representa o fim do capitalismo e o início de uma nova sociedade, a sociedade autogerida, pautada pela autogestão social. Quando se vota em algum partido político realiza-se a concordância com a manutenção da luta de classes, da exploração que a burguesia exerce sobre a classe trabalhadora e de todo descontentamento proveniente daí. Já o voto nulo vai em direção oposta, objetivando a transformação social, o fim da luta de classes, a libertação humana de todos os seus grilhões, o fim da democracia burguesa representativa.

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3 de nov. de 2014

CONTRAPONDO A MANIPULAÇÃO BÍBLICA: A CRENÇA DE PEDRO



PEDRO CONFESSA QUE JESUS É O CRISTO (VERSÃO MANIPULADA DA BÍBLIA)

Em quanto ele estava orando a parte, acha-se com ele somente seus discípulos; e perguntou lhes: Quem disse as multidões quem Eu Sou? Respondeu eles uns dizem João o Batista; outros: Elias; e ainda outros, que um dos antigos profetas levantou. Então lhes perguntou: Mas vós quem dizeis que Eu Sou? Respondendo Pedro, disse: O Cristo de Deus. Jesus porém, advertindo-os mandou que não contasse isso a ninguém.

A CRENÇA DE PEDRO (versão TALM)

Ele chegou a área de Cesareia de Felipe e perguntou aos seus três amantes da verdade e suas oitos aprendizes que acompanhavam, e falou: "O que dizem o povo quem Eu Sou"? Eles disseram: "Muitos dizem que Tu és o João ressuscitado aquele que se utiliza da inicialização; outros dizem que Tu és Elias; e ainda outros, que Tu és Jeremias, Isaías, ou um dos antigos profetas". Mas ELE disse lhes: "Mas quem dizeis vós quem Sou?" Então Simão Pedro respondeu, dizendo lhes: "  Tu és o messias que foi profetizado, e um filho do DEUS vivo, que é o regente espiritual das três linhagens humanas."


E ELE se enfureceu e respondeu, dizendo para ele: "Óh, tu infeliz! Os meus ensinamentos não te revelaram isso, pois eu te instruir em verdade. E também te digo: "Tu certamente és um homem fiel a verdade, mas o teu entendimento se compara a uma criança ignorante."

"Eu não Sou o filho de um regente espiritual das três linhagens humana e, portanto não Sou filho de um Deus vivo, pois isso é uma ilusão, uma fantasia, uma imaginação e Eu Sou o que Sou, filho adotivo de José e a mãe Maria, porém gerado por meio do filho celestial Gabriel; além disso o único poder espiritual é a Criação, e nunca um ser humano; portanto, livra te destes ensinamentos errôneos e aprenda a verdade."


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