19 de ago. de 2015

AMOR NÃO É RELACIONAMENTO, MAS UM ESTADO DE SER.

Quando falo de amor, estou falando desse amor: um amor que não é um relacionamento, mas um estado de ser. Lembre-se sempre que eu usa a palavra "amor", eu a uso como um estado de ser, não como um relacionamento. Relacionamento é apenas um aspecto muito pequeno do amor. Mas a idéia que você faz do amor é basicamente a do relacionamento, como se isso fosse tudo.

O relacionamento é necessário apenas porque você não pode ficar sozinho, porque você ainda não está pronto para a meditação. Portanto, a meditação é um dever antes de você poder realmente amar. Deve-se ser capaz de ficar só, completamente só, e ainda assim ser imensamente feliz.
Então, você é capaz de amar. Então o seu amor não é mais uma necessidade mas, um compartilhamento, não mais uma necessidade; Você não vai se tornar dependente das pessoas a quem ama. Você vai compartilhar - e compartilhar é lindo.
Mas o que comumente acontece no mundo é, você não tem amor, a pessoa a quem você pensa que ama não tem amor no seu ser também, e ambos procuram amor um no outro. Dois mendigos mendigando um ao outro!
Daí a luta, o conflito, a disputa contínua entre os amantes - sobre trivialidades, sobre insignificâncias, sobre idiotices! - mas ambos continuam competindo. A disputa básica é que o marido pensa que não está recebendo o que lhe é de direito, a esposa pensa que não está recebendo o que lhe é de direito. A esposa pensa que está sendo enganada e o marido também pensa que está sendo enganado. Onde está o amor?
Ninguém se incomoda em dar, todo mundo quer receber. E quando todo mundo está atrás de receber, ninguém recebe e todo mundo se sente prejudicado, vazio, tenso.
Os fundamentos básicos estão faltando, e você construiu um templo sem fundações. Ele pode ruir a qualquer momento. Você sabe quantas vezes seu amor desmoronou e ainda assim você continua fazendo a mesma coisa uma vez atrás da outra.

Você vive em total inconsciência!

Você não vê o que tem feito da sua vida e da vida dos outros.
Você segue em frente mecanicamente, como um robô, repetindo os velhos padrões, sabendo muito bem que fez o mesmo antes. E você sabe qual sempre foi o resultado, e no fundo também está procurando que aconteça o mesmo outra vez - porque não há diferença.
Você está se preparando para a mesma conclusão, o mesmo colapso.Se você pode aprender alguma coisa com o fracasso do amor, será tornando-se mais atento, mais meditativo, mais consciente. E por meditação eu quero dizer de se alegrar sozinho.
Raríssimas pessoas são capazes de ser felizes sem nenhum motivo - só por sentar-se em silêncio e contentes. Outros vão achar que estão loucas, porque a ideia de felicidade é a de que felicidade tem de vir de outra pessoa. (...)
A meditação libera o seu esplendor aprisionado. E você fica tão feliz, uma tal euforia brota do seu ser, que você não precisa de nenhum relacionamento. Ainda assim, você pode se relacionar com as pessoas... e essa será a diferença entre relação e relacionamento.
Relacionamento é uma coisa: você se aferra a ele. Relação é um fluxo, um movimento, um processo. Você conhece uma pessoa, vocês estão amando, porque vocês têm tanto amor para dar - e quanto mais vocês dão, mais vocês recebem.
Depois de ter entendido essa estranha aritmética do amor: quanto mais você dá, mais você tem.. Isso é exatamente contra as leis econômicas que se aplicam ao mundo exterior.
Depois de saber disso, se você quiser ter mais amor e mais alegria, você dá e compartilha, então simplesmente compartilha.
E seja quem for que permita a você compartilhar sua alegria com ele ou ela, você se sentirá grato a ele ou a ela. Mas isso não é um relacionamento, é um fluxo como o de um rio.
O rio passa ao lado de uma árvore, cumprimenta-a, alimenta-a, dá-lha água... e vai em frente, dançando. Ele não se prende à árvore. (...) O vento chega, dança ao redor da árvore e segue em frente. E a árvore empresta o seu perfume ao vento.Isso é relação.
Se a humanidade crescesse, amadurecesse, essa seria a maneira de amar: as pessoas se conhecendo, compartilhando, seguindo em frente, sem possessividade, sem dominação. Do contrário, o amor se torna um jogo de poder. - OSHO


Estar solteiro (a) não significa solidão


Comentando a Pergunta da Semana
A maioria das pessoas que responderam à enquete da semana acredita que ser solteiro (a) não é sinônimo de solidão. Não tenho a menor dúvida disso.
Entretanto, existe uma campanha com grande difusão para que todos acreditem que só é possível ser feliz tendo uma relação amorosa fixa e estável. Desde crianças somos condicionados a acreditar que só é possível encontrar a realização afetiva dessa forma e raramente se duvida disso.
A necessidade de se ligar profundamente a uma única pessoa é tida como verdade absoluta. E é por isso que homens e mulheres procuram incessantemente um par amoroso, pagando qualquer preço para mantê-lo.
Que o ser humano necessita se unir e se comunicar com outras pessoas não há dúvida. Mas isso não significa que ele tenha, necessariamente, que se relacionar com uma pessoa de forma exclusiva. Quando alguém diz que não quer viver sozinho, está se referindo a não ter um parceiro amoroso.
Para muitos a possibilidade de viver bem sem uma relação amorosa romântica parece impossível. Entretanto, ninguém consegue ser feliz sozinho sem desenvolver a autonomia pessoal.
Isso implica não só adquirir uma nova visão do mundo, do amor e do sexo, mas também não depender mais do amor exclusivo de alguém para manter a autoestima elevada. Principalmente porque se está livre para criar com os amigos vínculos tão profundos, em que se amparam afetivamente.
Embora existam ótimos casamentos, uma pesquisa concluiu que quase 80% dos casados se sentem decepcionados com a vida a dois. Em muitos casos, a vida das pessoas solteiras é muito mais rica e interessante do que a da maioria das pessoas casadas.
Há solteiros (as) que declaram ser melhor viver longe das cobranças e imposições de uma relação estável; dizem ter liberdade de sair com quem quiser, sem se sujeitar aos ciúmes e inseguranças do parceiro.
Podem viajar para qualquer lugar e com quem bem entenderem, chegar em casa a qualquer hora, sem dar explicações, ter experiências sexuais com parceiros variados sem medo ou culpa.
Com todas as mudanças que observamos nas formas de relacionamento amoroso, parece pertencer cada vez mais a um passado distante a letra de Vinicius de Moraes que diz: “É impossível ser feliz sozinho…”.


http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/…/estar-solteir…/



18 de ago. de 2015

REFLEXÃO DO DIA: O Ciúme


REFLEXÃO DO DIA: O Ciúme
Muitos dizem que se não existe ciúme, não existe amor. Este argumento é útil e conveniente para os ciumentos, mas não é verdadeiro. O ciúme não é proveniente dos sentimentos de amor e proteção, mas dos sentimentos de posse e insegurança. 
O sentimento de posse revela que estamos tratando o outro mais como objeto que como ser humano. A insegurança e o medo de perder o outro revelam que, de alguma forma, acreditamos que o outro esteja iludido conosco e que alguém mais especial pode libertá-lo desta ilusão.

Em muitos casos isto ocorre inconscientemente, a pessoa reage de maneira ciumenta e sequer compreende as causas que a levam a agir assim. É desagradável saber destas verdades. O ciúme é muito frequente na vida de muitas pessoas, mas é necessário enfrentar esta realidade para que possamos crescer e deixar que o outro também cresça.
O antídoto para este comportamento é o próprio amor. O amor que trata o outro como alguém que livremente quer estar conosco e que, longe de tratá-lo como posse, trata-o como um maravilhoso presente vivo da vida, cuja existência só se mantém se for alimentada pelo convívio com outras pessoas e se puder respirar o ar puro da liberdade.
O amor não permite algemas! A conexão do amor é feita de respeito e confiança!


17 de ago. de 2015

O efeito nocivo da repressão

O efeito nocivo da repressão > Muito se fala dos perigos de uma relação extraconjugal, mas pouco é dito sobre os efeitos nocivos da repressão dos desejos. Reich analisa os prejuízos causados às pessoas envolvidas e à própria relação. “Quando o desejo por outros parceiros se tornam mais prementes, afetam a relação sexual existente, nomeadamente, no sentido de acelerar o enfraquecimento do desejo sexual pelo cônjuge. A relação sexual torna-se progressivamente um hábito e um dever. A diminuição progressiva do prazer obtido com o parceiro e o desejo de outros objetos somam-se e reforçam-se mutuamente. Esta situação não pode evitar-se ou iludir-se por meio de boas intenções ou de “técnicas amorosas”. É nesta altura que se manifesta um estado crítico de irritação contra o outro, irritação que, conforme o temperamento de cada um, se exterioriza ou é reprimida. Em qualquer dos casos, e conforme demonstra a análise de situações desse gênero, gera-se e desenvolve-se sem cessar um ódio inconsciente contra o outro, pelo fato de ele impedir a satisfação, frustrar, os outros desejos sexuais. Em tal caso, não se tem qualquer razão pessoal e consciente para odiar, entretanto, sente-se nele, e mesmo no amor que por ele se tenha, um obstáculo, um peso.

~ Regina Navarro


16 de ago. de 2015

A grande maioria da Humanidade vive num nível biológico-social instintivo. Nesse nível, as pessoas são condicionadas pelos valores vigentes e pela mentalidade comum.


Consegues perceber?
”Uma das verdades mais fundamentais - e no entanto mais difíceis de compreender - é a de que as pessoas vivem todas em diferentes níveis de consciência. Não se assimila esse Ensinamento nas suas mais profundas implicações apenas lendo ou pensando sobre ele; há que observar a maneira como as pessoas agem, pensam, falam, sentem, reagem, vivem. O que lhes ocupa o pensamento. Como usam o tempo. O que as preocupa. Os objectivos que têm na vida. Aquilo de que falam. E então torna-se evidente que todas vivem em diferentes níveis de consciência e, até, o nível de consciência em que vivem.
A grande maioria da Humanidade vive num nível biológico-social instintivo. Nesse nível, as pessoas são condicionadas pelos valores vigentes e pela mentalidade comum. As suas identidades são uma mera extensão das normas, crenças, costumes e tabus da sociedade em que nasceram. Vivem polarizadas na sobrevivência e, se possível, na acumulação de dinheiro, poder e estatuto. No mínimo, precisam de um emprego seguro e um parceiro para acasalar e reproduzir-se. Odeiam a solidão.
Não têm ideias ou pensamentos originais; falam do que toda a gente fala, têm as opiniões que os meios de comunicação, os líderes de opinião e o status quo querem que tenham. Lêem jornais desportivos e revistas sobre programas de televisão, falam sobre pessoas e acontecimentos triviais do dia-a-dia. Gostariam que o mundo mudasse mas não começam por si próprios. Não questionam o que lhes é dito; se os seus líderes lhes dizem que os afegãos são maus e os astrólogos mentirosos, então os afegãos são maus e os astrólogos mentirosos. Assim, bovinamente, sem sequer investigarem o assunto. Consomem bens e serviços de que não precisam de facto e cujo único valor é o próprio acto de serem adquiridos e o estatuto que lhes está associado - na ilusão de que serão mais no dia em que tiverem mais. Vivem vidas inteiras repetindo os mesmos padrões mentais e emocionais, submersos na sua própria subjectividade e incapazes de se verem objectivamente. Não fazem ideia do que são "energias", "arquétipos" ou "padrões". Não fazem ideia de que a vida é um processo de crescimento e desenvolvimento pessoal e não uma luta pela sobrevivência.
São os autómatos de que o sistema precisa para assegurar a sua reprodução e a manutenção das suas próprias estruturas. Constituem a "consciência da massa". Libertarmo-nos da consciência da massa tem um preço muito alto. Porque os valores da sociedade são redutores, mas dão segurança - a mesma segurança que um rebanho dá a uma ovelha. Evoluir para outro nível de consciência implica questionar e pensar por si mesmo; implica ser incompreendido e ridicularizado por quem não vê mais longe. Implica conviver com as conversas ocas, mecânicas, de quem nos rodeia. Implica ser livre. E a sociedade não gosta de indivíduos livres, porque são uma falha no sistema e um mau exemplo para os autómatos - e esses é que fazem falta, para que tudo isto funcione..."

Autoria: Nuno Michaels


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