2 de out. de 2014

Prédios recentes do Minha Casa, Minha Vida terão que ser demolidos

Por todo o Brasil eclodem escândalos envolvendo o programa Minha Casa, Minha Vida. O total desprezo pela qualidade dos imóveis e o ralo de dinheiro público mostram que a iniciativa ainda pode resultar em tragédias. Leiam a matéria do ESTADÃO
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Dois prédios de um conjunto habitacional do programa Minha Casa Minha Vida em Niterói, no Rio de Janeiro, que ainda não foram entregues, estão com graves problemas estruturais e terão de ser demolidos e posteriormente reconstruídos. A confirmação foi feita nesta quinta-feira, pela Caixa Econômica Federal.
Na quarta-feira (20), o programa RJTV, da Rede Globo, exibiu cenas de paredes dos dois blocos condenados com enormes rachaduras e paredes desalinhadas.
O conjunto habitacional Zilda Arns II, com nove blocos e 371 unidades habitacionais, é destinado a pessoas desabrigadas e que vivem em áreas de risco na cidade, segundo a prefeitura de Niterói. Entre elas, estão sobreviventes dos deslizamentos de terra do Morro do Bumba em 2010. Essas famílias estão abrigadas no 3º Batalhão de Infantaria em São Gonçalo (RJ) há mais de dois anos, aguardando a conclusão das obras.
Os dois blocos condenados têm 40 unidades habitacionais cada. O valor total contratado para o empreendimento Zilda Arns II é de quase R$ 21,9 milhões. Do montante, foram liberados perto de R$ 19 milhões e o índice de conclusão da obra é de 88,68%.
A Caixa, responsável por repassar os recursos para o empreendimento, diz ainda não ter prazo para a reconstrução dos dois blocos. Por meio de sua assessoria de imprensa, o banco afirmou que aguarda conclusão de laudos técnicos para informar a situação de segurança dos outros sete blocos do conjunto Zilda Arns II. Para o conjunto Zilda Arns I, de 83 apartamentos, o prazo de entrega foi mantido para abril deste ano.

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Pesquisadores afirmam que um novo planeta Terra pode estar se formando



Uma pesquisa feita com o telescópio espacial Spitzer, da NASA, conseguiu detectar uma erupção colossal de poeira girando em torno de uma estrela nova. Isso seria consequência do impacto de dois asteroides que se chocaram entre si e que poderiam formar um planeta similar à Terra com o decorrer dos milênios.
Os especialistas já vinham rastreando com regularidade a estrela NGC 2547-ID8, a 1200 anos luz de distância da Terra, na constelação Vela, quando conseguiram detectar o surgimento de uma grande quantidade de poeira fresca, entre agosto de 2012 e janeiro de 2013. A equipe de cientistas, sob o comando de Huan Meng, da Universidade do Arizona, não hesita em atribuir o fenômeno à colisão de dois asteroides gigantes, segundo foi detalhado em um artigo.



Embora existam observações telescópicas anteriores sobre as poeiras deixadas em supostas colisões de asteroides como essa, é a primeira vez que os astrônomos conseguiram recolher dados antes e depois do choque de um sistema planetário. Trata-se de um tipo de colisão, que, ao fim, poderá acarretar na formação de planetas rochosos, como a Terra.
Os planetas rochosos surgem a partir de material poeirento, girando ao redor de estrelas jovens. Com o passar dos milênios, os pedaços de poeira cósmica começam a se aglutinar para formar os asteroides, que, por sua vez, se chocarão uns contra os outros. Alguns asteroides sobreviverão aos impactos para começar a crescer e, em milhões de anos, se transformarão em protoplanetas. Uma vez amadurecidos, serão planetas terrestres completamente desenvolvidos.

Fonte: The Daily Mail
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Ratinhos de laboratório nunca mais? Granja de “humanos artificiais” pode dar fim a experimentos com animais


“Humano em chip”: o nome do projeto que visa à criação de micro-humanos artificiais não parece pressagiar imagens muito positivas do futuro, mesmo que tenha sido concebido como uma possibilidade de acabar (ou, pelo menos, reduzir) a necessidade de utilizar animais para a realização de experimentos em laboratório. Essa estranha iniciativa propõe a criação de um microchip que possa recriar a reação de um ser humano à inalação de substâncias presentes no intestino ou no sangue.
De acordo com o jornal The Sunday Times, já estão sendo utilizadas as primeiras versões de “humanos artificiais”, porém em fragmentos: miniaturas de pulmões, corações, fígados e rins, que servem para testar a reação dos órgãos a novos medicamentos sem a intervenção de seres vivos. Dessa maneira, por mais que possa soar estranho pensar em uma “granja de humanos artificiais”, não seria mais que uma possibilidade laboratorial que aliviaria do peso do progresso científico dos mais de 100 milhões de animais que são submetidos anualmente a testes de medicamentos e alimentos.


Os responsáveis pelo desenvolvimento dessa iniciativa inovadora, da Universidade Técnica de Berlim, calculam que, em 2017, já poderão estar em funcionamento chips de dez órgãos que revolucionariam o desenvolvimento de remédios.
Fonte: RT  e The Sunday Times

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1 de out. de 2014

Romário criticou financiados pela Ambev. Agora, recebeu R$ 500 mil da Ambev


“Não recebo dinheiro de Fifa, de CBF e nem de Ambev”, disse Romário (PSB-RJ) em 8 de novembro de 2011, durante audiência na Câmara dos Deputados sobre a Lei Geral da Copa. E em maio de 2014, em votação referente ao projeto de refinanciamento das dívidas fiscais dos clubes, o ex-jogador afirmou: “Esse projeto é um projeto eleitoreiro. Ou seja, deputados que vão a favor desse projeto estão pensando na sua eleição com ajuda direta ou indireta da CBF”. Na ocasião, ele atacava colegas que teriam votado de acordo com os interesses da confederação brasileira pensando no apoio da entidade e dos parceiros dela em suas campanhas na eleição de outubro.

Cerca de dois meses depois do inflamado depoimento dado em maio, no qual disse ter vergonha de ser colega de parlamentares alinhados com a CBF, Romário viu sua campanha ao Senado pelo Rio ser turbinada com R$ 250 mil da Londrina Bebidas, subsidiária integral da Ambev, patrocinadora da confederação, entidade dirigida por safados, nas palavras do ex-atacante. Em 28 de agosto, entraram nos cofres da campanha de Romário mais R$ 250 mil da subsidiária da Ambev.

As duas doações estão registradas na prestação parcial de contas do candidato entregues ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e foram feitas primeiro à direção do PSB, que efetuou o repasse para Romário. Nos dois casos, como espécie do recurso doado pela subsidiária da Ambev, aparece no site do TSE apneas “outros créditos'', sem maiores detalhes .Ao todo, o ex-jogador declarou ter recebido até agora R$ 758.440 em doações.

Uma das bandeiras de Romário na Câmara foi a instalação de uma CPI para investigar a CBF. Investigação desse porte provavelmente esmiuçaria os contratos de patrocínio da entidade. Indagado por meio de sua assessoria de imprensa se não havia um conflito de interesses no fato de receber doação de uma empresa de um dos patrocinadores da CBF, Romário respondeu com uma pergunta: “Conflito de interesse de quem, de mim, da Ambev ou da CBF?”.

Por sua vez, a Ambev respondeu aos questionamentos do blog com a seguinte nota:

“As doações eleitorais que Ambev faz a partidos e candidatos respeitam o modelo de contribuição privada adotado no Brasil. A companhia informa que essas contribuições, como não poderia deixar de ser, obedecem ao rigor da lei, são absolutamente transparentes, realizadas de maneira formal, com prestação de contas às autoridades e à sociedade, e somam valores muito inferiores aos permitidos por lei. A Ambev reitera que não privilegia nenhum partido, candidato ou corrente política e que a distribuição das doações obedece ao critério da proporcionalidade de representação das bancadas em nível federal, estadual e municipal.”

No site do TSE não foi possível obter a relação completa das doações feitas pela Londrina Bebidas, que no dia 27 de agosto teve a sua incorporação aprovada pelo Conselho de Administração da Ambev com o objetivo de facilitar a estrutura societária e reduzir custos. Assim, a Londrina Bebidas deixará de existir, porém, seu capital e seu patrimônio líquidos já refletiam no balanço da Ambev por se tratar de uma subsidiária integral.

Abaixo, veja reprodução da prestação de contas de Romário.



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Entendendo a Teoria da Relatividade Geral de Einstein

Em 1905, Albert Einstein determinou que as leis da física são as mesmas para todos os observadores que não estão em movimento, e que a velocidade da luz no vácuo é independente do movimento de todos os observadores. Esta era a teoria da relatividade especial. Ele introduziu um novo quadro para toda a física e propôs novos conceitos de espaço e tempo.


Entendendo a Teoria Geral da Relatividade de Einstein

Einstein, então, passou 10 anos tentando incluir a aceleração na teoria e publicou sua teoria da relatividade geral em 1915. Nela, ele determinou que objetos massivos causam uma distorção no espaço-tempo, que é sentida como a gravidade.

Dois objetos exercem uma força de atração sobre o outro conhecido como “gravidade”. Mesmo que o centro da Terra esteja puxando você em direção a ele (mantendo-o firmemente preso no chão), seu centro de massa está puxando-o para trás, ainda que com muito menos força. Sir Isaac Newton quantificou a gravidade entre dois objetos quando ele formulou suas três leis de movimento. No entanto, as leis de Newton supõem que a gravidade é uma força inata de um objeto que pode agir à distância.

Albert Einstein, em sua teoria da relatividade especial, determinou que as leis da física são as mesmas para todos os observadores que não estão em movimento, e ele mostrou que a velocidade da luz no vácuo é a mesma, não importa a velocidade com que um observador se desloque. Como resultado, ele descobriu que o espaço e o tempo estão entrelaçados em um único contínuo conhecido como espaço-tempo. Os eventos que ocorrem ao mesmo tempo para um observador poderiam ocorrer em momentos diferentes para o outro.

Enquanto trabalhava nas equações para a sua teoria geral da relatividade, Einstein percebeu que objetos massivos causam uma distorção no espaço-tempo. Imagine um corpo grande no centro de um trampolim. O corpo vai pressioná-lo baixo, fazendo-o que ele se curve. O mesmo acontece com objetos cósmicos massivos. No sistema solar, por exemplo, é o Sol quem causa a maior deformação no espaço-tempo. Quanto mais massivo é um corpo, maior é sua atracão gravitacional. Por isso, os satélites orbitam os planetas, os planetas orbitam o Sol, e o Sol orbita o centro da Via Láctea, a nossa galáxia.

Einstein também descobriu que quanto maior é a velocidade de um observador, mais devagar o tempo irá passar para ele. Se fosse possível passar um ano dentro de uma espaçonave que se desloca a 1,07 bilhão de km/h e depois retornar para a Terra, as pessoas que ficaram por aqui estariam dez anos mais velhas. Como elas estavam praticamente paradas em relação ao movimento da nave, o tempo passou dez vezes mais rápido para elas – mas isso do seu ponto de vista. Para os outros terráqueos, foi você quem teve a experiência de sentir o tempo passar mais devagar. Dessa forma, o tempo deixa de ser um valor universal e passa a ser relativo ao ponto de vista de cada um. E se fosse possível atingir a velocidade da luz, o tempo simplesmente pararia para o observador.

De acordo a Teoria da Relatividade Especial – a primeira parte da teoria de Einstein, elaborada em 1905 -, quanto mais veloz algo está, mais curto ela fica. Por exemplo: quem visse um carro se mover a 98% da velocidade da luz o enxergaria 80% mais curto do que se o observasse parado.

Embora os instrumentos não possam ver nem medir o espaço-tempo, vários dos fenômenos previstos por suas deformações foram confirmados, como:

Lentes gravitacionais: A luz em torno de um objeto massivo, como um buraco negro, é dobrada, fazendo-o agir como uma lente para as coisas que estão por trás dele. Astrônomos usam rotineiramente esse método para estudar as estrelas e galáxias distantes por trás de objetos maciços.


Cruz de Einstein

A Cruz de Einstein, um quasar na constelação de Pegasus, é um excelente exemplo de lente gravitacional. O quasar está a cerca de 8 bilhões de anos-luz da Terra, e localiza-se atrás de uma galáxia que está a 400 milhões de anos-luz de distância. Quatro imagens do quasar aparecem ao redor da galáxia, porque a intensa gravidade da galáxia curva a luz que emana do quasar.

Mudanças na órbita de Mercúrio: A órbita de Mercúrio está mudando muito gradualmente ao longo do tempo, devido à curvatura do espaço-tempo ao redor do Sol. Em alguns bilhões de anos, ele pode até mesmo colidir com a Terra.

Distorção do espaço-tempo ao redor de objetos massivos: A rotação de um objeto pesado, como a Terra, deve torcer e distorcer o espaço-tempo ao seu redor. Em 2004, a NASA lançou a sonda Gravity Probe B. O satélite precisamente calibrado fez com que os eixos de giroscópios mudassem muito ligeiramente ao longo do tempo, um resultado que coincidiu com a teoria de Einstein.

Desvio para o vermelho gravitacional: a radiação eletromagnética de um objeto é esticada dentro de um campo gravitacional. Pense nas ondas sonoras que emanam de uma sirene em um veículo de emergência; conforme o veículo se move em direção a um observador, as ondas sonoras são comprimidas, mas conforme ele se afasta, elas são esticadas, ou desviam para o vermelho. Conhecido como efeito Doppler, o mesmo fenômeno ocorre com as ondas de luz em todas as frequências.

Ondas gravitacionais: eventos violentos, como a colisão de dois buracos negros, devem ser capazes de criar ondulações no espaço-tempo conhecidas como ondas gravitacionais. Através de enormes observatórios, cientistas estão atualmente buscando por indicadores desse fenômeno. [Space]

http://ocientista.com/entendendo-teoria-geral-da-relatividade-de-einstein/#prettyPhoto
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