9 de jul de 2016

Qual é o erro fundamental de todas essas religiões?


"Sou pela religião, mas essa religião não será uma repetição de qualquer religião que você esteja familiarizado.
Essa religião será uma rebelião contra todas essas religiões. Ela não irá levar o trabalho delas adiante; ela irá encerrar completamente o trabalho delas e iniciar um novo trabalho – a real transformação do homem.
Você me pergunta: Qual é o erro fundamental de todas essas religiões? Existem muitos erros e eles são todos importantes, mas primeiro eu gostaria de falar sobre o mais fundamental. O erro mais fundamental de todas as religiões é que nenhuma delas teve coragem suficiente para aceitar que existem coisas que não sabemos. Todas elas fingiram saber de tudo, todas elas fingiram conhecer tudo, que todas elas eram oniscientes.
Porque isso aconteceu? – porque se você aceitar que você é ignorante sobre alguma coisa então dúvidas surgem nas mentes de seus seguidores. Se você é ignorante a respeito de alguma coisa, quem sabe? – você pode ser ignorante também sobre outras coisas. Qual é a garantia? Para torná-la a toda prova, todos eles fingiram, sem exceção, que são oniscientes.
A coisa mais bonita sobre a ciência é que ela não finge ser onisciente.
A ciência não finge ser onisciente; ela aceita seus limites humanos. Ela sabe o quanto conhece, e ela sabe que há muito mais a conhecer. E os maiores cientistas sabem de algo ainda mais profundo. O conhecido, eles conhecem as fronteiras disso; o conhecível eles conhecerão mais cedo ou mais tarde – eles estão a caminho.
Mas somente os maiores cientistas como Albert Einstein estarão ciente da terceira categoria, o incognoscível, o que nunca se tornará conhecido. Nada pode ser feito sobre isso porque o supremo mistério não pode ser reduzido ao conhecimento.
Somos parte da existência – como podemos conhecer o supremo mistério da existência?
Chegamos muito tarde; não havia ninguém presente como testemunha ocular. E não há nenhuma maneira de nos separarmos completamente da existência e ser apenas um observador. Nós vivemos, respiramos, existimos com a existência – não podemos nos separar dela. No momento da separação, morremos. E sem estar separado, apenas um observador, sem nenhum envolvimento, sem nenhum apego, você não pode conhecer o supremo mistério; então isso é impossível. Algo permanecerá sempre incognoscível. Sim, isso pode ser sentido, mas não pode ser conhecido. Talvez possa ser experienciado de maneiras diferentes – mas não como conhecimento."


(Osho) *


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