26 de abr de 2016

Conhecer a si mesmo

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Conhecer a si mesmo

“Conhecer a si mesmo é muito elementar. Não é difícil. Não pode ser difícil. Você tem apenas que desaprender os modos. Você não precisa aprender coisa alguma para saber quem você é; você tem apenas que desaprender algumas coisas.
Primeiro, você tem que desaprender a se preocupar com as coisas; segundo, você tem que desaprender a se preocupar com os pensamentos; e a terceira coisa acontece por si mesma – é o testemunhar.
Deixe-me dizer isso de outra maneira... Essas são as três coisas em sua vida. Na borda mais externa, estão as coisas, o mundo, o que o povo Zen chama de ‘o mundo das dez mil coisas’. Na borda mais externa, na periferia, na circunferência, estão as coisas, milhões de coisas. Em seguida, entre o centro e a circunferência estão os pensamentos, os desejos, os sonhos, as memórias, as imaginações – a mente. Se o mundo é chamado de ‘o mundo das dez mil coisas’, a mente deveria ser chamada de ‘o mundo dos dez milhões de pensamentos’.
E a chave é: primeiro você começa a observar as coisas. Sentado silenciosamente, olhe para uma árvore; seja apenas observador, não pense sobre isso. Não diga: ‘que tipo de árvore é essa?’ Não diga se ela é bonita ou feia. Não diga: ‘está verde ou seca’. Não formule nenhum pensamento que possa agitar-se a respeito, apenas continue olhando para a árvore – é isso que os meditadores têm feito há séculos. Eles escolhiam uma coisa – talvez uma pequena chama de uma vela – e sentavam-se silenciosamente olhando para ela. O que eles estavam fazendo? A chama nada tem a ver com meditação, é apenas um recurso. Eles estavam tentando uma coisa – continuar olhando para a chama até chegar a um ponto em que nenhum pensamento surgisse a respeito da vela. A chama está ali, você está aí e nenhum pensamento surge.
Você pode fazer isso em qualquer lugar, observando qualquer coisa. Apenas lembre-se de uma coisa – quando o pensamento vier, coloque-o de lado, empurre-o para o lado. E novamente, continue olhando para a coisa. No começo será difícil, mas depois de um tempo, intervalos começam a acontecer. Haverá momentos em que você estará olhando para a árvore e não haverá nenhum pensamento – você encontrará grande alegria surgindo dessa simples experiência. Nada aconteceu, apenas os pensamentos não estão ali, a árvore está ali e você está aí, e entre os dois espaços – um espaço não tumultuado com pensamentos. De repente, surge uma grande alegria, sem qualquer razão visível, sem razão alguma. Você aprendeu o primeiro segredo.
Isso então tem que ser usado de uma maneira muito sutil. As coisas são grosseiras, e é por isso que eu digo: comece com uma coisa. Você pode sentar-se no seu quarto e olhar para uma fotografia – a única coisa a se lembrar é não pensar sobre ela. Apenas olhe sem pensar. Devagar, devagar, acontece. Olhe para a mesa sem pensar e, pouco a pouco, a mesa está ali, você está ali e não há pensamento algum entre vocês dois. E, subitamente, a alegria.
A alegria é uma função do descuido. A alegria já está ali, ela está reprimida atrás dos muitos pensamentos. E quando os pensamentos não estão presentes, a alegria se manifesta.
Comece com o grosseiro. Depois, quando você se tornar harmonizado e começar a sentir momentos em que os pensamentos desaparecem e apenas as coisas estão ali, comece a fazer a segunda coisa. Agora feche os olhos e olhe para qualquer pensamento que venha – sem pensar sobre o pensamento. Algum rosto surge na tela de sua mente, ou uma nuvem se move, ou qualquer coisa... Apenas olhe para isso sem pensar.
Esse passo será um pouco mais árduo que o primeiro, porque as coisas são mais grosseiras e os pensamentos são mais sutis. Mas, se o primeiro aconteceu, o segundo acontecerá – apenas tempo será necessário. Continue olhando para o pensamento. Depois de um tempo... Depende de você, pode acontecer em semanas, pode demorar meses, pode levar anos – depende de quão atentamente, quão sinceramente você estiver fazendo isso. Então, um dia, de repente, o pensamento não estará ali. Você estará sozinho.
Com as coisas, os pensamentos desaparecem... Você estava ali e as coisas estavam ali; o subjetivo e o objetivo estavam ali, a dualidade estava ali. Quando o pensamento desaparece, você fica simplesmente sozinho, apenas a subjetividade permanece sozinha. E uma grande alegria surge – mil vezes maior do que a primeira alegria que aconteceu quando a árvore estava lá e o pensamento tinha desaparecido. Mil vezes. Será tão imensa que você será inundado de alegria.
Esse é o segundo passo. Quando isso começa a acontecer, então faça a terceira coisa – observe o observador. Agora não há nenhum objeto. As coisas foram abandonadas, os pensamentos foram abandonados, agora você está sozinho. Agora, seja simplesmente o vigilante desse observador, seja uma testemunha desse testemunhar. No começo será difícil novamente, porque nós sabemos apenas como observar algo – uma coisa, um pensamento. Mesmo um pensamento é pelo menos alguma coisa para observar. Agora não há nada, é vazio absoluto. Apenas o observador é deixado sozinho. Você tem que voltar-se para si mesmo.
Isso é o que Jesus quer dizer quando fala em ‘conversão’ – voltar-se para si mesmo. Isso é o que Mahavira quer dizer quando fala em pratikraman – voltar-se para si mesmo. Isso é o que Patanjali quer dizer com pratyahara – voltar-se para si mesmo. E isso é o que os Sufis querem dizer quando usam a palavra shahadah – testemunhando a testemunha. Essa é a chave mais secreta. Você apenas continua a estar lá sozinho. Descanse nessa solidão e surgirá um momento em que acontecerá. É certo acontecer. Se as duas primeiras coisas aconteceram, a terceira com certeza acontecerá – você não precisa se preocupar com isso. 
Quando isso acontecer, então, pela primeira vez você conhecerá o que é alegria. Todas aquelas alegrias que você havia conhecido antes – a alegria que aconteceu quando a árvore estava ali e o pensamento havia desaparecido; a alegria que aconteceu quando os pensamentos desapareceram e você ficou sozinho... Sim, a segunda alegria foi mil vezes maior que a primeira, mas agora alguma coisa acontece que não é apenas quantitativamente diferente, mas qualitativamente diferente. Agora, pela primeira vez, você irá conhecer o que os hindus chamam ananda – a alegria verdadeira. Todas as alegrias conhecidas antes simplesmente empalidecem, simplesmente nada mais significam. Aquelas alegrias eram algo que estava acontecendo a você, agora, esta alegria é totalmente diferente: é você mesmo, é swabhawa, é a sua natureza mais secreta.
Não é algo acontecendo a você, assim não lhe pode ser tirado. É você em seu autêntico ser, é o seu próprio ser. Agora isso não pode ser tirado. Agora não há maneira alguma de tirá-lo. Você chegou em casa. 
Portanto, você tem que desaprender as coisas, os pensamentos. Primeiro observe o grosseiro, depois observe o sutil, e em seguida observe o além, o que está além do grosseiro e do sutil.”
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OSHO - Sufis: o Povo do Caminho - Capítulo n° 8 - pergunta n° 4
Publicado pela Maha Lakshmi Editora em 1983. Edição esgotada


18 de abr de 2016

Manifesto da Sociedade Brasileira de Genética (SBG) sobre ciência e criacionismo

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Manifesto da Sociedade Brasileira de Genética (SBG) sobre ciência e criacionismo
A Sociedade Brasileira de Genética (SBG) vem a público comunicar que não existe qualquer respaldo científico para ideias criacionistas que vêm sendo divulgadas em escolas, universidades e meios de comunicação. O objetivo deste comunicado é esclarecer a sociedade brasileira e evitar prejuízos no médio e longo prazo ao ensino científico e à formação dos jovens no país.
A Ciência contemporânea é a principal responsável por todo o desenvolvimento tecnológico e grande parte da revolução cultural que vive a sociedade mundial. A Biologia do século XXI começou a se fundamentar como uma Ciência experimental bem estabelecida com a publicação das primeiras ideias sobre Evolução Biológica por Charles Darwin e Alfred Wallace, em meados do século XIX. Esta Teoria científica unifica todo o conhecimento biológico atual em suas várias disciplinas das áreas da saúde, ambiente, biotecnologia, etc. Além disso, a Teoria Evolutiva explica, com muitas evidências e dados experimentais, a origem e riqueza da biodiversidade, incluindo as espécies existentes e extintas, de nosso planeta.
Como as Teorias de outras áreas da Ciência, como Física (Gravitação, Relatividade, etc) e Química (Modelo Atômico, Princípio da Incerteza, etc), a Evolução Biológica está fundamentada no método científico, investigando fenômenos que podem ser medidos e testados experimentalmente. O processo científico é contínuo, incorporando constantemente as novas descobertas e aprofundando o conhecimento humano sobre os seres vivos, a Terra e o Universo. É isso que temos visto acontecer com o estudo da Evolução Biológica nos últimos 150 anos, período no qual uma enorme quantidade de dados confirmou e aprimorou a proposta original de Darwin e Wallace. No entanto, as perguntas e as causas sobrenaturais não fazem parte do questionamento hipotético e nem das explicações em todas as Ciências experimentais modernas. Por exemplo, a pergunta “Deus existe?” pode ser discutida por filósofos e cientistas (como pessoas com diferentes crenças, opiniões e ideologias), mas não pode ser abordada e respondida pela Ciência.
Frequentemente são divulgados fenômenos que não podem ser explicados por uma Ciência devido a limitações do conhecimento no século XXI, tal como a gravidade no nível atômico, algumas propriedades da molécula da água ou a evolução das primeiras formas de vida há mais de 3,5 bilhões de anos. Para temas como estes, algumas pessoas argumentam com variantes de uma clássica falácia: “se a Ciência não explica, é porque a causa é sobrenatural”. Este argumento é utilizado por inúmeros criacionistas, incluindo os adeptos da Terra Nova, da Terra Antiga e da crença do Design Inteligente. Curiosamente, algumas dessas versões criacionistas se apresentam ao grande público como produto de “estudos científicos avançados”, como se fossem parte da atividade discutida em congressos científicos em diversos países, no Brasil inclusive. Nessas versões, a Teoria Evolutiva é deturpada, como se pouco ou nenhum trabalho científico tivesse sido efetuado desde sua proposta há mais de 150 anos, demonstrando um total desconhecimento dos milhares de resultados e evidências que consolidam essa Teoria. Alguns raros criacionistas são cientistas produtivos em suas áreas específicas de atuação, que não envolvem pesquisas na área da Evolução Biológica. Mas quando abordam o criacionismo, falam de sua crença particular e não das pesquisas que estudam e publicam. Como perguntas e explicações criacionistas não podem ser testadas pelo método científico, estes pesquisadores estão apenas emitindo uma opinião pessoal e subjetiva, motivada geralmente por uma crença religiosa.
Com o objetivo de informar à sociedade, inúmeros cientistas, filósofos e educadores da área biológica têm apresentado várias críticas substantivas às diferentes versões criacionistas, demonstrando seus alicerces na crença e não no questionamento científico, erros elementares e significativas falhas conceituais em sua formulação, a falta de evidências, assim como deturpações dos fatos e métodos científicos. Essas críticas têm sido divulgadas no Brasil e em vários países, sendo que algumas podem ser lidas nos sites da internet indicados abaixo. Reconhecendo que a divulgação destas ideias criacionistas representa uma deterioração na qualidade do ensino de Ciências, a Sociedade Brasileira de Genética (SBG) vem aqui ratificar que a Evolução Biológica por Seleção Natural é imensamente respaldada pelas evidências e experimentações nas áreas de Genética, Biologia Celular, Bioquímica, Genômica, etc. Além disto, reiteramos que, como qualquer outra Teoria científica, a Evolução Biológica tem sido remodelada com a incorporação de várias novas evidências (incluindo da área de Genética), tornando suas hipóteses e explicações mais complexas e robustas a cada ano, desde a primeira publicação de Charles Darwin em 1859.
Esta manifestação da SBG visa comunicar de forma muito clara à Sociedade Brasileira que não existe qualquer respaldo científico para ideias criacionistas (incluindo o Design Inteligente) que têm sido divulgadas em algumas escolas, universidades e meios de comunicação. Entendemos que explicações baseadas na fé e crença religiosa, e no sobrenatural podem ser interessantes e reconfortantes para muitas pessoas, mas não fazem parte do conteúdo da pesquisa ou de disciplinas científicas nas áreas de Biologia, Química, Física etc. Ao lado do respeito à liberdade de crença religiosa, deve ser também observado o respeito à Ciência que tem enfrentado todo tipo de obscurantismo político e religioso, de modo similar às situações vividas por Galileu Galilei e o próprio Charles Darwin. Mesmo com toda a limitação do método científico e dos recursos tecnológicos em cada época, a Ciência alargou o conhecimento humano e o entendimento científico dos mais diversos fenômenos. A SBG reitera os princípios que vem defendendo ao longo de seus 58 anos de existência e reafirma que o ensino da Ciência, em todos os níveis, deve se dedicar à sua finalidade precípua, em respeito ao ditame constitucional da qualidade da educação, sem deixar-se perverter pela pseudociência e pelo obscurantismo político ou religioso.
Alguns criacionistas também utilizam o argumento de que a Ciência brasileira é retrógrada (ou “tupiniquim”, como a chamam), afirmando que o criacionismo é “aceito” no exterior, mas a Ciência é unânime em todos os países sobre este assunto, o que pode ser verificado no final deste documento em vários textos parecidos com este, sancionados por organizações científicas e educacionais de várias partes do mundo.
Concluímos que, embora o criacionismo possa ser abordado como explicações não científicas em disciplinas de religião e de teologia, estas versões criacionistas não podem fazer parte do conteúdo ministrado por disciplinas científicas. Entendemos que o ensino científico de boa qualidade no Brasil e em outros países depende da compreensão da metodologia científica, de suas potencialidades e de suas limitações, além da discussão de evidências e dados experimentais. No entanto, interpretações e ideias pseudocientíficas (criacionismo, astrologia etc) prejudicam seriamente o Ensino Científico de qualidade e o desenvolvimento do país.
Documentos oficiais divulgados por organizações científicas e educativas

https://livrepensamento.com/2014/05/07/o-que-a-ciencia-tem-a-dizer-sobre-o-criacionismo/

NOTÍCIAS FALSAS DE SITES FAJUTOS: CUIDADO COM O QUE VOCÊ COMPARTILHA NO FACEBOOK!

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NOTÍCIAS FALSAS DE SITES FAJUTOS: CUIDADO COM O QUE VOCÊ COMPARTILHA NO FACEBOOK!

Quanta gente no Facebook acreditando e compartilhando notícias falsas desses sites e blogs fajutos que inventam um título bombástico para conquistar o seu clique e ganhar dinheiro com propaganda! 

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Eu tenho visto muita gente compartilhando no Facebook essas notícias falsas de sites e blogs fajutos, desses que são criados de repente, por qualquer pessoa, e que inventam títulos bombásticos só para conquistar o seu clique e ganhar dinheiro com propaganda

E o pior é que, além de compartilhar, muitos realmente acreditam nessas notícias fajutas e acabam deformando o seu espírito crítico e deturpando a sua visão de mundo.

Eu não estou falando do site de humor chamado Sensacionalista. Que as pessoas sabem que é zoeira.

Estou falando dessa infinidade de sites estranhos que, de repente, aparecem, compartilhadas por alguém na nossa linha do tempo no Facebook, que deturpam notícias e enganam as pessoas, dizendo que elas são verdadeiras. 

É preciso prestar atenção na fonte da notícia antes de acreditar nela e compartilhar para os seus amigos.

Até nas mídias profissionais, que têm repórteres e editores que assumem a responsabilidade pelos textos, até nesses veículos é preciso ter cuidado, porque todos têm tendências políticas e editoriais, interesses ou mesmo um modo de trabalho que acaba dificultando as práticas que favorecem a qualidade da notícia.

Práticas básicas do jornalismo, como checar a informações com fontes confiáveis, ouvir vários lados, comparar as versões, analisar cuidadosamente os documentos antes de noticiar ou mesmo estudar a pauta para conhecer melhor o assunto antes de abordá-lo.

As redações estão tão enxutas que até os veículos profissionais têm passado por dificuldades para exercer o bom jornalismo.

E há um problema extra. Em vez de valorizar os repórteres, que trazem informação, e ajudam as pessoas a pensar, as empresas andam valorizando colunistas, que têm opinião. 

E quando o colunista é um militante, à esquerda ou à direita, e portanto, amado por uns e odiado por outros, isso é ótimo para a empresa, que vai receber muitos cliques; mas ruim para o leitor, que vai receber menos informação e mais opinião, em geral deformada pela ideologia do colunista.

Então, se a gente deve ter um olhar crítico até com essas grandes empresas profissionais, essa infinidade de sites fajutos, que ninguém conhece, que não tem nem nome de editor, e que copia notícias de qualquer lugar, deturpa o texto, inventa títulos, pega uma fotografia antiga, sem créditos, e tira a foto do contexto para “provar” alguma coisa, isso tem que ser... ignorado. 

Sério. Presta atenção no nome do site ou do blog , vê quem faz, vê se tem credibilidade, antes de acreditar ou compartilhar uma notícia. 

Às vezes a pessoa fica entusiasmada porque aquela notícia falsa confirma a opinião dela. Mas isso deveria ser um problema: se a sua opinião está fundamentada em uma notícia falsa, ou se para provar a sua opinião você precisa compartilhar uma notícia falsa... acho que vale a pena rever a sua opinião.

Acreditar em qualquer coisa que você vê na Internet, só porque está num site, é muita ingenuidade.



Quer se informar. Procure fontes confiáveis.

Imagens:
"Newsroom Z1" por Hanuš Hanslík - Fotografie pochází od jejího autora, sám ji na Wiki nahrál.. Licenciado sob CC BY 3.0 via Wikimedia Commons - https://commons.wikimedia.org/wiki/Fi...

"Newsroom" por Mephisto 97.6 - Trabalho próprio pelo carregador. Licenciado sob CC BY-SA 3.0 via Wikimedia Commons - https://goo.gl/Ir6NAR

"Newsroom of Mohona Television-Rezowan" por Rezowan - Trabalho próprio pelo carregador. Licenciado sob CC BY-SA 4.0 via Wikimedia Commons -https://goo.gl/b1U5lg

"2008 07 The Washington Times newsroom 01" por David All - originally posted to Flickr as The Washington Times newsroom loves iMac's. Licenciado sob CC BY-SA 2.0 via Wikimedia Commons - https://goo.gl/oONTkf

"Gazeta Lubuska newsroom" por Paweł Janczaruk - received by e-mail. Licenciado sob CC BY-SA 3.0 via Wikimedia Commons - https://goo.gl/tyDEyN

"Axel Springer Haus Newsroom" por Thomas Schmidt (NetAction) - Trabalho próprio pelo carregador. Licenciado sob CC BY-SA 3.0 via Wikimedia Commons -https://goo.gl/yFBnW4

"Tvb 061" por jactkwn - Trabalho próprio pelo carregador. Licenciado sob CC BY-SA 3.0 via Wikimedia Commons - https://goo.gl/N8YGPy

"RedacciónElColombianoInstalaciones2" por Periodicoelcolombiano - Trabalho próprio pelo carregador. Licenciado sob CC BY-SA 3.0 via Wikimedia Commons -https://goo.gl/8cbjNz

https://www.youtube.com/channel/UCKKJpBveT8vWVNfLQ-MvZMg




Ontopsicologia: Um Estudo de Caso Sobre Pseudociência

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Ontopsicologia: Um Estudo de Caso Sobre Pseudociência

O que é uma pseudociência?

Pseudociência é um conjunto de idéias baseadas em teorias que se apresentam como científicas quando não o são. O termo pode ser usado para aqueles assuntos que, indiscutivelmente, não utilizam métodos de investigação experimental rigorosos, carecem de um substrato conceitual suficientemente coerente para ser testado quanto a falseabilidade e que costumam apregoar resultados importantes, mas por meio de métodos e testes questionáveis, e que não conseguem ser reproduzidos por analistas imparciais (KURTZ, 1978).
Certas teorias pseudocientíficas são baseadas na autoridade de um texto, e não em observações ou investigações experimentais, como o criacionismo. Podem apoiar-se em lenda e relatos míticos como o caso de Erich von Däniken, no conhecido livro “Eram os Deuses Astronautas?”. Algumas outras teorias pseudocientíficas explicam o que os descrentes, sequer, podem observar, como a energia orgânica. Outras, não podem ser testadas por serem tão vagas e maleáveis que qualquer aspecto relevante pode ser forçado a se encaixar na teoria como ocorre com a iridologia, o estudo da íris com o objetivo de diagnosticar doenças. Ainda existem aquelas que foram testadas experimentalmente e acabaram refutadas. Para continuar existindo, utilizam-se de numerosas hipóteses ad hocpara sustentá-las, como ocorreu com os biorritmos, na década de 1970, e com a percepção extra-sensorial, até os dias de hoje.

17 de abr de 2016

IMPEACHMENT!?

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IMPEACHMENT!?
Como o assunto do momento é impeachment, então vamos falar um pouco sobre ele! (Slow)
Vamos entender melhor toda essa polêmica do Impeachment!

Apresentamos o "milagre" científico! Amém!!!

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Apresentamos o "milagre" científico!
We’re making tremendous progress in medical science and technology.

15 de abr de 2016

A REVOLUÇÃO CHAMADA ÊXTASE

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A REVOLUÇÃO CHAMADA ÊXTASE
A sociedade não pode permitir o êxtase. Êxtase é a maior revolução. Repito isso: êxtase é a maior revolução. Se as pessoas se tornarem extáticas toda a sociedade terá que mudar, porque essa sociedade é baseada na miséria.

Se as pessoas forem alegres vocês não podem conduzi-las para a guerra – para o Vietnam, ou para o Egito, ou para Israel. Não. Alguém que seja feliz simplesmente irá rir e dizer: Isso é besteira!
Se as pessoas forem felizes vocês não podem torná-las obcecadas por dinheiro. Elas não irão desperdiçar toda a vida delas apenas acumulando dinheiro. Isso irá parecer uma maluquice para elas que uma pessoa esteja destruindo toda sua vida, apenas trocando sua vida por dinheiro morto, morrendo e acumulando dinheiro. E o dinheiro estará lá quando ela estiver morta. Isso é pura loucura! Mas essa loucura não pode ser percebida a menos que você seja extático.
Se as pessoas forem extáticas então todo padrão dessa sociedade terá que mudar. Essa sociedade existe na miséria. A miséria é um grande investimento para essa sociedade. Dessa maneira criamos filhos... Desde o princípio criamos uma tendência para a miséria. É por isso que eles sempre escolhem miséria.
Pela manhã há uma escolha para todos. E não somente pela manhã, a cada momento há uma escolha para ser miserável ou para ser feliz. Você sempre escolhe ser miserável porque há um investimento. Você sempre escolhe ser miserável porque isso se tornou um hábito, um padrão, você sempre fez isso. Você se tornou eficiente em fazer isso, tornou-se uma trilha. Na hora que sua mente precisa decidir, ela imediatamente corre para a miséria.
Miséria parece ser como a descida do monte, êxtase parece ser a subida do monte. Êxtase parece muito difícil de alcançar, mas não é assim. A coisa real é exatamente o oposto: êxtase é descer a montanha e a miséria é subir. A miséria é algo muito difícil de conseguir, mas você a conseguiu, você fez o impossível... Porque a miséria é tão antinatural. Ninguém quer ser miserável e todos são miseráveis.
A sociedade fez um belo trabalho. Educação, cultura, e os agentes culturais, pais, professores – eles fizeram um belo trabalho. Eles tornaram criadores extáticos em criaturas miseráveis. Toda criança nasce extática. Toda criança nasce um deus. E todo homem morre feito um louco.
A menos que você recupere, a menos que você reivindique sua infância, você não será capaz de tornar-se às nuvens brancas das quais estou falando. Esse é todo o seu trabalho, toda a sadhana - como recuperar a infância, como reivindicá-la. Se você puder se tornar uma criança novamente, então não haverá nenhuma miséria.
Não quero dizer que para uma criança não existem momentos de miséria – existem. Mas ainda assim não há nenhuma miséria. Tente entender isso.
Uma criança pode se tornar miserável, ela pode ficar infeliz, intensamente infeliz num momento, mas ela é tão total nessa infelicidade, ela é tão uma com essa infelicidade que não há nenhuma divisão. Não existe uma criança separada da infelicidade. A criança não está olhando para sua infelicidade separada, dividida. A criança é infelicidade – ela fica tão envolvida nisso. Quando você se torna um com a infelicidade, infelicidade não é infelicidade. Se você se torna um com ela, isso tem uma beleza em si mesmo.
Assim olhe para uma criança – digo, uma criança intacta. Se ela estiver com raiva, então toda sua energia se torna raiva; nada fica para trás, nada é retido. Ela se moveu e ficou com raiva; não há ninguém manipulando ou controlando isso. Não há nenhuma mente. A criança tornou-se raivosa, ela não está com raiva, ela tornou-se a raiva. E assim veja a beleza, o florescimento da raiva. A criança nunca parece feia; mesmo na raiva ela parece bonita. Ela apenas parece mais intensa, mais vital, mais viva... Um vulcão pronto para entrar em erupção. Uma criança tão pequena, com tanta energia, um tal ser atômico – com todo o universo para explodir!
E após essa raiva a criança ficará silenciosa. Após essa raiva a criança estará muito pacífica. Após essa raiva a criança irá relaxar. Podemos achar que é muita miséria estar nessa raiva, porém a criança não é miserável – ela desfrutou disso.
Se você se torna um com qualquer coisa você fica alegre. Se você se separa de qualquer coisa, mesmo da infelicidade, você estará miserável.
Então essa é a chave. Estar separado como um ego é a base de toda miséria, ser um, ficar fluindo, com o que quer que a vida traga para você, estar nisso tão intensamente, tão totalmente, que você não é mais, você se perde, assim tudo é felicidade.
A escolha está lá, porém você ficou até mesmo alheio a escolha. Você tem estado escolhendo o errado tão continuamente, isso se tornou um hábito tão morto, que você simplesmente escolhe automaticamente. Você não tem opção.
Fique alerta. Cada vez que você estiver escolhendo ser miserável lembre-se: essa é sua escolha. Mesmo essa mentalidade ajudará, a consciência de que isso é minha escolha e de que sou responsável, e isso é o que estou fazendo a mim mesmo, isso é o meu fazer. Imediatamente você sentirá uma diferença. A qualidade da mente terá mudado. Será mais fácil para você mover-se em direção a felicidade.
Uma vez que você saiba que isso é sua escolha, então a coisa toda se tornou um jogo. Assim se você ama ser miserável, seja miserável, mas lembre-se, essa é a sua escolha e não se queixe. Não há mais ninguém que seja responsável por isso. Esse é o seu drama. Se você gosta dessa maneira, se você gosta do caminho miserável, se você quer atravessar a vida na miséria, então essa é sua escolha, seu jogo. Você está jogando-o. Jogue-o bem!
Assim não vá perguntar as pessoas como não ser miserável. Isso é absurdo. Não vá perguntar aos mestres e aos gurus como ser feliz. Os assim chamados gurus existem porque você é tolo. Você cria a miséria, e assim você vai e pergunta aos outros como destruí-la. E você prossegue criando miséria porque você não está alerta ao que está fazendo. A partir desse momento tente, tente ser feliz e jubiloso.
OSHO, My Way: The Way of the White Clouds, Discurso #3


O QUE É A VERDADE?

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Pergunta: Querido Osho, por vezes, enquanto estou apenas sentado aqui, surge a pergunta na mente: O que é a verdade? Mas, ao mesmo tempo em que a pergunta surge, eu percebo que não sou sequer capaz de perguntar. Nesses momentos em que a questão surge tão fortemente, se você estivesse por perto eu lhe faria a pergunta mesmo assim. E nesses momentos, se você não respondesse, apenas sinto que eu teria que agarrá-lo pela a barba ou pelo colar e perguntar: "O que é a verdade, OSHO?"

Osho: Essa é a pergunta mais importante que pode surgir na mente de alguém, mas não há resposta para isso. A questão mais importante, a questão mais fundamental - e suprema - não pode ter qualquer resposta. É por isso que ela é suprema.
Quando Pôncio Pilatos perguntou a Jesus “O que é a verdade?”, Jesus permaneceu em silêncio. Não só isso, a história diz que quando Pôncio Pilatos fez a pergunta “O que é a verdade?”, ele não esperou para ouvir a resposta. Ele saiu da sala e foi embora. Isso é muito estranho. Pôncio Pilatos também pensa que não pode haver uma resposta para a questão, é por isso que ele não esperou pela resposta. Jesus permaneceu em silêncio porque ele também sabe que a pergunta não pode ser respondida.
Mas essas duas compreensões não são as mesmas, porque essas duas pessoas são diametralmente opostas. Pôncio Pilatos pensa que a pergunta não pode ser respondida porque não existe algo tal como a verdade; então como seria possível a você dar uma resposta? Essa é a mente lógica, a mente romana. Jesus permanece em silêncio não porque a verdade não exista, mas porque a verdade é tão vasta, que ela não pode ser definida. A verdade é tão grande, tão enorme, que não pode ser confinada em uma palavra, não pode nem mesmo ser confinada na combinação de um milhão de palavras. Ela não pode ser reduzida à linguagem. Ela está lá, definitivamente. O indivíduo pode sê-la, mas não pode dizer algo sobre ela.
Por duas razões diferentes eles se comportaram quase da mesma forma: Pilatos não esperou para ouvir a resposta, ele já sabia que não há verdade. Jesus permanece em silêncio porque ele conhece a verdade, e sabe que nada é possível ser dito.
Chidvilas foi quem fez essa pergunta. A questão é absolutamente significativa. Não existe questão maior do que essa, porque não há religião superior à verdade. A questão tem de ser entendida, tem de ser analisada. Ao analisar a questão, e tentar compreender a pergunta em si, você pode ter um insight sobre o que é a verdade. Eu não vou responder isso, eu não posso responder a pergunta, ninguém pode responder. Mas podemos penetrar fundo na questão. Indo fundo na questão, a questão vai começar a desaparecer. E quando a pergunta tiver desaparecido, você vai encontrar a resposta lá no âmago do seu coração – você é a verdade, assim como você pode perdê-la? Talvez você apenas tenha se esquecido dela, talvez você tenha apenas perdido o rastro dela; você pode ter se esquecido de como entrar em seu próprio ser, em sua própria verdade.
A verdade não é uma hipótese, a verdade não é um dogma. A verdade não é hindu, nem cristã, tampouco mulçumana. A verdade não é minha nem sua. A verdade não pertence a ninguém, mas todo mundo pertence à verdade. A verdade significa aquilo que é: esse é exatamente o significado da palavra. Ela deriva de uma raiz latina, verus. Verus significa: aquilo que é. Em inglês, algumas palavras são derivadas da raiz latina verus: was, were – elas vêm de verus. Verus significa aquilo que é, sem interpretações. Quando entra a interpretação, o que você passa a conhecer é a realidade, e não a verdade. Essa é a diferença entre a verdade e a realidade. A realidade é verdade interpretada.
Assim, no momento em que você responde à questão “O que é a verdade”, a verdade se converte em realidade; ela já não é mais verdade. A interpretação entrou nela, a mente tornou-a colorida. E as realidades são muitas, existem tantas realidades quantas mentes possam existir. Existem multi-realidades. A verdade é uma porque é conhecida apenas quando a mente não está lá. É a mente que o mantém separado de mim, separado dos outros, separado da existência. Se você olhar através da mente, a mente vai lhe proporcionar uma fotografia verdade. Essa será apenas uma foto, uma imagem do que é. E, claro, a fotografia depende da câmera, do filme utilizado, dos elementos químicos, da forma como foi desenvolvido, de como foi impressa, de quem a fez... Mil e uma coisas entram no processo. Então a verdade é convertida em realidade.
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A palavra realidade também é bela de ser compreendida. Ela vem da raiz res, que significa “coisa” ou “coisas”. A verdade não é uma coisa. Uma vez interpretada, uma vez que a mente a tenha agarrado, a tenha definido e demarcado, ela se torna uma coisa.
Quando você se apaixona por uma mulher, há ali alguma verdade – se você se apaixonou naturalmente, absolutamente sem querer, sem ter feito coisa alguma de sua parte, e sem ter pensado nisso de modo algum... De repente você vê uma mulher: você a olha nos olhos, ela também olha nos seus, e subitamente algo clica. Você não está fazendo nada daquilo, você está simplesmente tomado/possuído pelo que está acontecendo, e quando menos espera se vê completamente dentro daquilo. Aquilo nada teve a ver com você. Seu ego não está envolvido, ao menos não naquele início, quando o amor ainda é virgem. Naquele momento há verdade, e não há interpretação. É por isso que o amor permanece indefinível.
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Logo a mente entra, toma posse de você e começa a administrar as coisas. Você começa a pensar sobre a garota como sua namorada, você começa a pensar em como se casar, e começa a pensar sobre ela como sua esposa. Agora, tudo isso são coisas: a namorada, a esposa – essas são as coisas. A verdade não está mais lá, foi recuada para um plano secundário. As “coisas” passaram a ser mais importantes. O definível é mais seguro, o indefinível é inseguro. Você começou a matar/envenenar a verdade. Cedo ou tarde haverá uma esposa e um marido, que são suas coisas. Mas a beleza se foi, a alegria desapareceu, a lua de mel acabou.
A lua de mel termina no exato momento em que a verdade se torna realidade, quando o amor se torna um relacionamento. A lua de mel é muito curta, infelizmente – eu não estou me referindo sobre a lua de mel para onde vão você e seu cônjuge. A lua de mel é muito curta. Ela estava lá por um breve momento. A pureza e a beleza que ela carrega, aquela pureza cristalina, divina e transcendente – é pertencente à eternidade, não é do tempo. Não faz parte desta vida mundana, é como um raio trazendo luz para um lugar escuro. Ela vem do transcendental. É absolutamente apropriado chamar o amor de Deus, porque o amor é a verdade. A coisa mais próxima da verdade a que você pode chegar na vida comum é o amor.
Chilvilas pergunta: “O que é a verdade?”
A pergunta deve desaparecer; somente então você saberá.
Quando você pergunta “O que é a verdade?”, o que você está peguntando? Tente entender isso. Se eu digo que “A” é verdade, “B” é verdade, “C” é verdade... isso seria realmente uma resposta? Se eu disser que A é a verdade, então A certamente não pode ser a verdade: é apenas algo que estou usando como sinônimo da verdade. Se A for um sinônimo total e completo a verdade, então haverá uma tautologia. Então eu poderia dizer: “A verdade é a verdade”, mas isso de nada adiantaria, seria só uma tolice sem sentido. Se ambos forem exatamente o mesmo, ou seja, se A for exatamente a verdade, então isso significará que “a verdade é a verdade”. Por outro lado, se A for diferente, ao invés de exatamente a verdade, então eu estarei falsificando e enganando. Então dizer “A é a vedade” será apenas aproximado. E lembre-se, em se tratando da verdade, não pode haver nada que seja aproximado. Ou é a verdade, ou não é. Logo, mesmo que tentasse lhe responder com significado aproximado, eu não poderia dizer que A é a verdade.
Eu não posso nem mesmo dizer que "Deus é a verdade", pois se Deus é a verdade, isso seria uma tautologia, significando que "A verdade é a verdade". Nesse caso, apesar de eu estar lhe dizendo a resposta, não estaria dizendo realmente nada. Se, todavia, Deus é diferente da verdade, então eu poderia dizer alguma coisa, mas então eu estaria dizendo algo errado/falso. Porque, se Deus é diferente da verdade, como Ele poderia ser a verdade? Se eu disser que minha resposta é aproximada, linguisticamente parece tudo bem, mas não é certo. "Aproximado" significa que um pouco de mentira está lá, que há algo falso lá. Do contrário, o que mais poderia impedir uma verdade cem por cento? Se é 99 por cento verdade, então existe algo que não é verdade. E a verdade e a mentira não podem existir juntos, assim como a escuridão e a luz não podem existir juntos - porque a escuridão nada mais é do que ausência. Ausência e presença não podem existir juntos, mentira e verdade não podem existir juntos. A inverdade nada mais é do que a ausência da verdade.
Portanto, nenhuma resposta é possível. Foi por isso que Jesus permaneceu em silêncio. Mas se você puder olhar para o silêncio de Jesus com simpatia profunda, você perceberá que há uma resposta. O silêncio é a resposta. Jesus está dizendo: "Fique silencioso, assim como eu estou silencioso, e você vai saber". Note que ele não está dizendo isso com palavras. Esse é um gesto muito, muito Zen. Naquele momento em que Jesus permaneceu em silêncio, ele se colocou muito perto da abordagem Zen, e também da abordagem budista. Naquele momento ele era um Buda. Em sua vida, Buda nunca respondeu a perguntas como esta. Ele tinha 11 perguntas enumeradas: aonde quer que ele fosse, seus discípulos iam na frente e declaravam às pessoas: "Buda está vindo, mas nunca perguntem a ele essas 11 questões" - questões que são fundamentais, questões que são realmente significativas. Você poderia perguntar qualquer outra coisa e Buda se prontificaria imediatamente a responder. Mas não pergunte sobre o fundamental, porque o fundamental pode apenas ser experimentado. E a verdade é de todo o mais fundamental, o mais essencial; a própria substância da existência é o que é a verdade.
Analise bem a questão. A questão é realmente significativa, e está surgindo em seu coração: "O que é a verdade?". Um desejo de conhecer aquilo que é está surgindo. Não deixe de lado a sua pergunta, vá bem fundo nela. Chidvilas, sempre que a pergunta surgir novamente, feche os seus olhos, e olhe atentamente para a questão. Deixe que a questão esteja muito, bastante focada... "O que é a verdade?"... E deixe haver grande concentração. Esqueça tudo, como se toda a sua vida dependesse dessa única pergunta – "O que é a verdade?". Permita que isso se torne uma questão de vida ou morte. E não tente respondê-la, porque você não sabe a resposta.
Muitas respostas podem vir para você, a mente sempre tentará supri-lo com respostas. Mas veja o fato de que você não conhece a resposta – é justamente por isso que você está perguntando. Isso não é óbvio? Então, como pode a sua mente fornecer a resposta? Perceba esse fato e tenha-o em mente. A mente não sabe, não conhece; desse modo, sempre que ela vier com respostas, diga a ela: "Fique quieta". Você não conhece a resposta, daí a sua pergunta.
Portanto, não seja enganado pelos brinquedos da mente. Ela o provê com muitos brinquedos; ela diz: "Veja, está escrito na Bíblia. Veja, está escrito nos Upanishads. A resposta é X. Veja, Lao Tzu escreveu que Y, essa é a resposta." A mente pode atirar todos os tipos de escrituras sobre você, pode fazer citações, pode usufruir da memória. Em sua vida, você ouviu falar sobre bastantes coisas, leu muito sobre várias coisas; a mente carrega todas essas memórias. Ela pode repetir tudo de forma mecânica. Mas olhe de perto para este fenômeno: a mente não sabe realmente nada, e tudo o que a mente está repetindo nada mais é do que conhecimento emprestado.
Cuidado com a mente. A mente fará citações, ela tentará provar de todas as formas possíveis ter a resposta certa pra tudo. A mente sabe tudo sem saber nada. A mente é um fingidor, uma enganadora. Olhe para este outro fenômeno (a isso eu chamo insight): não é uma questão de pensamento. Sempre que você pensar sobre isso, é novamente a mente. Você deve ver (intensamente e de uma vez por todas) através de toda atuação, de todo funcionamento e do mecanismo da mente. A sua visão tem de apreender tudo de uma vez, do contrário sua visão será superficial. E uma visão superficial não é realmente uma visão, é um pensamento. Você tem de compreender/olhar profundamente para o fenômeno: para o funcionamento da mente, o modo como a mente atua/trabalha. Ela toma conhecimento emprestado daqui e dali, e segue acumulando conhecimento da mesma forma como um ferro velho acumula todo tipo de entulho. A mente é como o dono de um ferro velho. Ela se enche de conhecimento, e sempre que lhe ocorre uma pergunta que é realmente importante, a mente o providencia com uma resposta sem importância – fútil, superficial, lixo.
Um homem comprou um papagaio em uma loja de animais. O proprietário da loja garantiu a ele que o pássaro iria aprender a dizer “alô” em apenas meia hora. Ao voltar para casa ele passou uma hora cantando “alô” para o pássaro, mas o pássaro não tinha pronunciado uma palavra sequer. Quando o homem foi desistindo e se afastando em grande frustração, o pássaro disse: “o número está ocupado.”
Um papagaio é um papagaio. Ele deve ter ouvido aquelas palavras na loja de animais. E este homem seguia dizendo “olá, olá, olá”, e durante todo o tempo o pássaro estava escutando, apenas esperando ele parar. Então ele poderia dizer, “o número está ocupado!”.
Você pode continuar perguntando à mente, “O que é a verdade, o que é a verdade, o que é a verdade?”. E no instante em que você parar, a mente imediatamente dirá: “o número está ocupado”, ou algo parecido. Tenha cuidado com a mente.
A mente é o diabo, ela é o demônio, não existe nenhum outro. E é a sua mente. Essa percepção/insight tem de ser desenvolvido: de olhar inteiramente para ela de uma única e só vez, inteiramente, totalmente, por completo. Corte a mente em duas com um golpe forte e afiado da espada. Essa espada é a presença, a consciência. Corte a mente em duas e siga em frente atravessando-a, para além dela! E, ao atravessá-la, se você puder ir além da mente, e um momento de não-mente eclodir para você, subitamente você verá a resposta – não uma resposta verbal, não um texto citado entre aspas, mas uma resposta autenticamente sua, uma experiência. A verdade é uma experiência existencial.
A questão é imensamente significante, mas você tem que ser muito respeitoso para com a questão. Não tenha pressa para encontrar qualquer resposta, caso contrário alguns entulhos acabarão por matar a resposta. Não permita que a sua mente destrua a sua pergunta. A maneira que a mente tem de destruir a pergunta é fornecendo uma resposta sem vida, sem experiência.
Você é a verdade! Mas a realização/constatação disso somente pode acontecer quando você estiver em completo e total silêncio, quando não há nem mesmo um único pensamento, quando a mente não tem nada a dizer, quando não há nem mesmo uma única ondulação em sua consciência. Quando não há ondulação em sua consciência, sua consciência permanece sem distorções. Quando há uma ondulação, existe uma distorção.
Basta ir a um lago. Fique em pé sobre a margem do lago, e olhe para o seu reflexo. Se houver ondulações no lago e o vento estiver soprando, o seu reflexo ficará trêmulo. Você não poderá definir onde exatamente estão as coisas – qual parte é o seu nariz e qual parte são os seus olhos – poderá apenas tentar adivinhar. Mas quando o lago está silencioso e o vento não está soprando e não há uma única ondulação na superfície do lago, de repente você está lá. Inteiramente, em absoluta perfeição, o seu reflexo está lá. O lago se torna um espelho.
Sempre que houver um pensamento em movimento em sua consciência, as coisas ficarão distorcidas. E há muitos pensamentos, milhões de pensamentos estão correndo continuamente, e para eles sempre é a hora do rush. Todas as vinte quatro horas do dia são a hora do rush, e o tráfego continua infindavelmente por todas as horas do dia. E cada pensamento está associado com milhares de outros pensamentos; eles estão todos de mãos dadas relacionando-se entre si, completamente interligados, e toda essa multidão está correndo em volta de você. Como você pode saber o que é a verdade? Saia dessa multidão.
Isso é o que é meditação, é disso que a meditação se trata: uma consciência sem mente, uma consciência sem pensamentos, uma consciência firme sem oscilações, límpida como um lago. Então subitamente a resposta está lá em toda sua beleza e bendição. Então a verdade é conhecida – chame-a Deus, Nirvana, ou use qualquer outro nome que você preferir. De repente ela está lá, simplesmente; e está lá na forma de uma experiência. Você está nela e ela está em você.
Utilize bem a sua pergunta. Tire dela todo o proveito possível. Torne-a cada vez mais penetrante e focada; coloque tudo em jogo a fim de que a mente não possa enganá-lo com suas respostas superficiais. Uma vez que a mente desaparecer, quando ela não mais estiver jogando com seus velhos truques, você vai saber o que é a verdade. Você saberá disso em silêncio. Você saberá em um estado de consciência sem pensamentos.
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OSHO - The Heart Sutra – cap. 2 – pergunta 1
Tradução: Gustavo R. Souza
http://www.oshobrasil.com.br/texto130.htm

14 de abr de 2016

Sabedoria e Conhecimento

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Sabedoria e o Conhecimento são duas palavras absolutamente diferentes e cada vez mais me dou conta desta grande verdade. Uma pessoa pode ser extremamente sábia e não ter conhecimento e alguém pode ter um conhecimento vastíssimo e não ter sabedoria.
Quero compartilhar algumas palavras de um místico oriental que leio constantemente, o Osho:
“O conhecimento gratifica o ego. A sabedoria só acontece quando o ego desaparece, é esquecido. O conhecimento pode ser aprendido — as universidades existem para lhe ensinar. A sabedoria não pode ser aprendida, ela é como uma infecção. Você tem que ficar com um sábio, tem que andar com ele, e só então algo começará a se agitar dentro de você.
Quando você é capaz de ver o espelho da sua alma sem a poeira do conhecimento, quando sua alma não está coberta pela poeira do conhecimento, quando ela é somente um espelho, reflete aquilo que é. Isso é sabedoria. Esse reflexo do que é corresponde à sabedoria.
A sabedoria não tem nada a ver com conhecimento, absolutamente nada. Ela tem algo a ver com inocência. Algo da pureza do coração é necessário, algo da vastidão do ser é necessário para que a sabedoria cresça.”
Ele começa falando sobre o ego. Falar sobre o ego é bem complexo, porque todos nós temos, em maior ou menor grau. Eu já fui e ainda sou dominado pelo ego muitas vezes em minha vida, mas sempre gosto de parar e refletir sobre onde eu estou, para onde estou indo, se estou indo pelo caminho certo, se não estou sendo precipitado, se estou ouvindo as pessoas que eu amo, se estou vivendo o momento presente, se não estou me preocupando demais com coisas do futuro, etc. Todas essas reflexões me ajudam a frear o ego, que muito facilmente pode se exacerbar. Eu já falei uma vez e vou repetir, a forma que eu descobri que mais me ajuda a não ser dominado pelo ego foi viver o hoje mais plenamente. Se quiser ler um pouco mais sobre isso vou deixar os links.
Essa reflexão do Osho é bastante profunda, mas de fácil compreensão, por isso não vou me estender. Quero concluir falando um pouco sobre suas palavras finais.
“A sabedoria não tem nada a ver com conhecimento, absolutamente nada. Ela tem algo a ver com inocência. Algo da pureza do coração é necessário, algo da vastidão do ser é necessário para que a sabedoria cresça.”
Quando ele fala da inocência está justamente falando sobre o caminho oposto ao ego, que é a abertura do coração. Esta inocência é o coração aberto ao acolhimento do saber e das experiências, e a sabedoria nasce disso, de você ter o coração aberto e sereno. Esta frase me faz lembrar um dos livros que mais me ensinou: “O pequeno príncipe”. Sua mais célebre frase diz: “Só se enxerga bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”. Enxergar com o coração é o caminho para a sabedoria, e a sabedoria é uma das virtudes essenciais na vida, sendo, portanto, invisível aos olhos, mas bem visível no coração.
Que neste dia você desenvolva mais essa sensibilidade para enxergar com o coração, para crescer na sabedoria e para se desvencilhar um pouco mais do ego…
Por Isaías Costa

12 de abr de 2016

Novidades sobre o Zika Vírus!

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Novidades sobre o Zika Vírus!
A revista Science publicou agora, no dia 10 de abril, os resultados de uma pesquisa feita por cientistas brasileiros da UFRJ, IDOR e UNICAMP.
Durante os últimos anos, os casos registrados de microcefalia cresceram consideravelmente no Brasil, assim como os casos de infecção por zika vírus. Porém, eram necessárias mais evidências para confirmar se essa relação era consistente ou não. Por isso, os cientistas realizaram um estudo que consistiu em estimular o desenvolvimento de células tronco humanas em neuroesferas e organóides cerebrais - os minicérebros. Essas foram infectadas artificialmente pelo zika vírus, e ficaram sob análise dos cientistas. Caso ocorressem mudanças no desenvolvimento das estruturas nervosas, estaríamos de olho!
O resultado foi como o esperado: O Zika vírus ataca e se desenvolve em células cerebrais, prejudicando o seu metabolismo e crescimento!
Os resultados demonstraram que o Zika vírus induz a morte celular, prejudica a formação de neuroesferas e reduz o crescimento dos mini cérebros, indicando que é o responsável por causar sérios danos em modelos que mimetizam o desenvolvimento cerebral em seu primeiro trimestre.
Como a Dengue e o Zika pertencem à família dos Flavivírus, o experimento também foi feito com a dengue, para observar se ela era capaz de danificar os tecidos nervosos, assim como o zika faz. Pelos resultados, não foi observado nenhuma modificação nas estruturas, sugerindo que o gene responsável pela má formação está, de fato, presente no Zika vírus, e não em sua família.
Isso significa que estamos cada vez mais perto de chegar a uma conclusão: O Zika vírus é o vilão, e a sociedade está com um belo problema para resolver.
Parabéns a todos os cientistas brasileiros que se empenharam nesse projeto, adquirindo resultados bastante relevantes para o entendimento dessa questão tão polêmica! Que continuem firmes e fortes nas pesquisas e tragam cada vez mais dados relevantes para a sociedade! o/
Link da publicação: http://science.sciencemag.org/…/…/04/08/science.aaf6116.full
Entenda tudo sobre o Zika Vírus: https://www.youtube.com/watch?v=b3oKBrhaoGk

A água é de fato transparente? Será??! Vamos aos Fatos!!! (Vídeo)

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A água é de fato transparente?
Um vídeo que valeu a pena ser feito. Que a água não é transparente talvez todos já sabiam, mas muitas pessoas ainda justificariam com o motivo errado. O motivo pelo qual a água é azul não é o espalhamento de Rayleigh, ao contrário do que muitos imaginam.

Fontes / Leitura adicional:
- Why Is Water Blue? http://bit.ly/1wBBYyS
- Electromagnetic Absorption By Water http://bit.ly/1qCqU31
- Quora: Why Is Water Transparent? http://bit.ly/1SlupAp
- Why Is The Sky And Ocean Blue And The Grass Green?http://bit.ly/1UP8DM7


A Água Não é Transparente
A água é de fato transparente? Um vídeo que valeu a pena ser feito. Que a água não é transparente talvez todos já sabiam, mas muitas pessoas ainda justificariam com o motivo errado. O motivo pelo qual a água é azul não é o espalhamento de Rayleigh, ao contrário do que muitos imaginam.Fontes / Leitura adicional:- Why Is Water Blue? http://bit.ly/1wBBYyS- Electromagnetic Absorption By Water http://bit.ly/1qCqU31- Quora: Why Is Water Transparent? http://bit.ly/1SlupAp- Why Is The Sky And Ocean Blue And The Grass Green? http://bit.ly/1UP8DM7
Publicado por Liberte Sua Mente em Domingo, 10 de abril de 2016

10 de abr de 2016

POSSESSÃO, ABDUÇÃO OU PARALISIA DO SONO?

3 comentários:















POSSESSÃO, ABDUÇÃO OU PARALISIA DO SONO?
No episódio de hoje entenda o que é aquela sensação de que tem um monstro embaixo da sua cama, ou aquela presença que te impede de se mexe e, de quebra, descubra como o nosso cérebro tem o poder de nos assustar.

Saiba mais:
Vídeo inspirado no seguinte post do blog RNAm: http://bit.ly/1ivq4h9
Artigo científico de revisão sobre o tema: http://bit.ly/1l3jqhZ
Animação da comunicação entre neurônios: http://bit.ly/18YXu4D
O que acontece quando não temos atonia REM: http://bit.ly/1apQokI
O caso de paralisia: http://bit.ly/1dVmfvZ
Livro citado no episódio: "Sleep Paralysis: Nightmares, Nocebos, and the Mind-body Connection" por Shelley R. Adle


POSSESSÃO, ABDUÇÃO OU PARALISIA DO SONO?
POSSESSÃO, ABDUÇÃO OU PARALISIA DO SONO?No episódio de hoje entenda o que é aquela sensação de que tem um monstro embaixo da sua cama, ou aquela presença que te impede de se mexe e, de quebra, descubra como o nosso cérebro tem o poder de nos assustar.Saiba mais:Vídeo inspirado no seguinte post do blog RNAm: http://bit.ly/1ivq4h9Artigo científico de revisão sobre o tema: http://bit.ly/1l3jqhZAnimação da comunicação entre neurônios: http://bit.ly/18YXu4DO que acontece quando não temos atonia REM: http://bit.ly/1apQokIO caso de paralisia: http://bit.ly/1dVmfvZLivro citado no episódio: "Sleep Paralysis: Nightmares, Nocebos, and the Mind-body Connection" por Shelley R. Adle
Publicado por Liberte Sua Mente em Domingo, 10 de abril de 2016
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