20 de dez de 2015

Conhecer a si mesmo é muito elementar


"Conhecer a si mesmo é muito elementar. Não é difícil. Não pode ser difícil. Você tem apenas que desaprender os modos. Você não precisa aprender coisa alguma para saber quem você é; você tem apenas que desaprender algumas coisas.
Primeiro, você tem que desaprender a se preocupar com as coisas; segundo, você tem que desaprender a se preocupar com os pensamentos; e a terceira coisa acontece por si mesma – é o testemunhar.
Deixe-me dizer isso de outra maneira... Essas são as três coisas em sua vida. Na borda mais externa, estão as coisas, o mundo, o que o povo Zen chama de ‘o mundo das dez mil coisas’. Na borda mais externa, na periferia, na circunferência, estão as coisas, milhões de coisas. Em seguida, entre o centro e a circunferência estão os pensamentos, os desejos, os sonhos, as memórias, as imaginações – a mente. Se o mundo é chamado de ‘o mundo das dez mil coisas’, a mente deveria ser chamada de ‘o mundo dos dez milhões de pensamentos’.
E a chave é: primeiro você começa a observar as coisas. Sentado silenciosamente, olhe para uma árvore; seja apenas observador, não pense sobre isso. Não diga: ‘que tipo de árvore é essa?’ Não diga se ela é bonita ou feia. Não diga: ‘está verde ou seca’. Não formule nenhum pensamento que possa agitar-se a respeito, apenas continue olhando para a árvore – é isso que os meditadores têm feito há séculos. Eles escolhiam uma coisa – talvez uma pequena chama de uma vela – e sentavam-se silenciosamente olhando para ela. O que eles estavam fazendo? A chama nada tem a ver com meditação, é apenas um recurso. Eles estavam tentando uma coisa – continuar olhando para a chama até chegar a um ponto em que nenhum pensamento surgisse a respeito da vela. A chama está ali, você está aí e nenhum pensamento surge. 
Você pode fazer isso em qualquer lugar, observando qualquer coisa. Apenas lembre-se de uma coisa – quando o pensamento vier, coloque-o de lado, empurre-o para o lado. E novamente, continue olhando para a coisa. No começo será difícil, mas depois de um tempo, intervalos começam a acontecer. Haverá momentos em que você estará olhando para a árvore e não haverá nenhum pensamento – você encontrará grande alegria surgindo dessa simples experiência. Nada aconteceu, apenas os pensamentos não estão ali, a árvore está ali e você está aí, e entre os dois espaços – um espaço não tumultuado com pensamentos. De repente, surge uma grande alegria, sem qualquer razão visível, sem razão alguma. Você aprendeu o primeiro segredo.


(Osho)


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