26 de nov de 2015

O ditador Balestre e o incorruptível Ayrton Senna no mundo podre da F1

Jean-Marie Balestre (9 de abril de 1921Saint-Rémy-de-Provence — 27 de março de 2008,[1] Saint-Cloud) foi um dirigente esportivo francês. As atividades de Balestre durante a Segunda Guerra Mundial nunca foram esclarecidas. Embora haja notícias de que teria sido membro da SS francesa, Balestre sempre alegou que trabalhava para a resistência, contra os nazistas. Em razão disso, recebeu, ao final da década de 60, a Legião de Honra do governo francês. Foi presidente da Federação Internacional de Automobilismo Esportivo (Fédération Internationale du Sport Automobile, FISA) de 1978 a 1991 e da Federação Internacional do Automóvel (Fédération Internationale de l'Automobile, FIA) de 1986 a 1993.
Jean-Marie Balestre era um dirigente extremamente autoritário e ficou famoso pelo episódio envolvendo Ayrton Senna e Alain Prost no Grande Prêmio do Japão de 1989. Entendam a história:
Tudo começou no dia 22 de outubro do referido ano. O Grande Prêmio do Japão disputado no tradicional circuito de Suzuka, com Senna e Prost brigando pelo título e Sennaprecisava vencer pra levar a decisão para a última etapa, o Grande Prêmio da Austrália. Nas voltas finais da corrida - restando cerca de 5 ou 6 -, Senna força a ultrapassagem por dentro da chicane onde fica a antepenúltima curva antes da reta dos boxes. Prost, percebendo a manobra de Senna, joga propositalmente seu carro em cima dele. Os dois batem e ficam parados na chicane. Prost sai do carro, mas Senna insiste em continuar. Dez fiscais de prova ajudam Senna a voltar, empurrando o carro pra trás, e depois pra frente, na direção da chicane. Aí começa a polêmica: Senna volta à pista pela chicane, o que seria proibido por se tratar de um atalho, mas o regulamento não deixava isso tão claro, pois não especificava exatamente em quais condições. O carro de Senna estava em uma posição que impossibilitaria a passagem dos outros pilotos por aquele trecho. No final, Senna vence a corrida mas nos bastidores é desclassificado, e o título acaba ficando com Prost, conterrâneo de Balestre. O que se seguiu foi uma série de acusações pra todos os lados. O que se comentava na imprensa brasileira na época era que Balestre queria dar o campeonato para seu conterrâneo Alain Prost e simultaneamente, dar um golpe fatal na carreira de Ayrton Senna, que acusava veementemente a FIA, então comandada por Balestre de manipular o campeonato. Ron Dennis, então chefe daMclaren, declarou numa entrevista que estaria disposto a entrar na justiça comum, se fosse necessário, para tentar reaver a vitória de Ayrton Senna no Grande Prêmio doJapão. Balestre, então, ficou tão indignado que aplicou uma punição de seis meses com sursis a Ayrton Senna e ameaçou até a tirar a equipe Mclaren da Fórmula 1, caso não houvesse uma retratação pública de Ayrton Senna e Ron Dennis perante à imprensa.






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