5 de nov de 2015

O de-condicionamento do ego

O que poderia possivelmente uma pessoa ganhar com a insegurança? Qual seria a recompensa de sentir-se indigno? Por que nos abrigaríamos sob a baixa auto-estima? Por que pensamos contra nós mesmos? Esses estados não são naturais para a nossa essência ou ser interior, então por que … de onde é que vem o desejo de abdicarmos do nosso poder?
Eu cresci no Meio-Oeste Americano, num lugar onde as pessoas trabalharam muito duro por pouco dinheiro. E, no entanto, eu não consigo me lembrar de um único caso em que um fazendeiro disse “Eu mereço uma vida melhor”. Todos que eu conhecia, comportavam-se como se a abnegação fosse humildade e espiritualidade e um sinal de bondade e, “Eu mereço” era presunçoso e ganancioso.
É o ego que faz essas comparações. A identidade do Ego vem com a situação na qual nascemos, o Ego é formado através da interacção de quem e do que está em nosso mundo e, sobre o que funciona para nós na medida que saímos para o nosso mundo. É o personagem que pensamos ser, o Eu separado, na medida que lidamos com os outros.
Este é apenas um palpite, mas acho que o ego inferior da minha educação precoce pode ser um padrão muito antigo, relacionado ao sistema de classes. Estas famílias de agricultores são descendentes de imigrantes Europeus, pioneiros para o Meio-Oeste. Eles trouxeram consigo as suas culturas, religião Cristã e idiomas, bem como as suas ideias sobre quem eles são, colectivamente.
A história deles: “Nós somos descendentes de camponeses e pescadores. Nós acreditamos ser virtuoso não pedir nada e, que nada é merecido. Tudo deve ser conquistado pelo trabalho dedicado e árduo, crença em Deus, cooperação com a autoridade e aceitação das realidades duras da vida. Se vivermos direito, a recompensa virá, se não for nesta vida, então depois da morte.”
Este é definitivamente uma mentalidade do “sistema aprovado” e, ainda parece mesmo generoso, não é?
Esse é o ventre cultural em que eu cresci. Quando saí da fazenda para uma cidade grande muito diferente, eu não tinha nenhum suporte, a não ser a minha bondade deficiente, a autocrítica voz interior e, a insegurança. É um imenso alívio recordar as situações e escolhas e, perceber que a inferioridade era uma cilada. Este é um condicionamento profundo e, agora que examino, isso explica muito sobre como e por que nós sofremos.
Existem muitos caminhos para o ego inferior e, a classe é apenas uma delas. É incrível, quando pensas nisso … as mensagens recebidas que nos dizem como, que somos imperfeitos em comparação com os outros, por este ou aquele motivo.Claro que se as mensagens forem trans-generacionais elas não só nos atingem, mas são firmemente implementadas como normal e natural. Nós desenvolvemos padrões de pensamento e emoções ao redor dos mesmos assim como formas de lidar com a situação.
O ego está preocupado com ‘algo para mim’, assim as formas de lidar com uma determinada situação daria “algo” ao ego. O que há para ganhar duvidando de si mesmo? Evitar o confronto. isso é importante. Então temos orgulho escondido na nossa humildade e sacrifício. Ajustando-se na descrição de que Deus quer outra coisa. Há também a oportunidade para pensar eternamente em nós mesmos porque há muita coisa para corrigir.
Se estiveres na New age, podes decidir que colocando-te suficientemente para baixo, significa que você tenha se livrado do ego. Neste ponto, o outro lado pode surgir e tornas-te superior na manifestação da alma. A maldade desaparece, a bondade entra em acção, Eu não sou nada … deixe-me ser uma professora. Se isso acontecer, a serás capaz de perceber a desonestidade e, imediatamente procurarás pela via de fuga.
Obviamente o ego não vai livrar-se do ego… o que é um esforço infrutífero em si. Não podemos nos livrar do ego, nem deveríamos tentar. Podemos ver as suas acções, observar o que ele diz, senti-lo quando acciona as emoções, colocá-lo de volta para baixo e assegurar-se que as nossas decisões vêm do coração. O ego tem um lugar mas não simplesmente como o condutor. É um grande alívio, no dia que percebes que o ego não é suficientemente significativo para voltar a atrapalhar. O coração é chamado para tomar decisões.
Foi preciso algum tempo para que eu percebesse o quanto tinha abraçado a inferioridade e estava condicionada a abdicar do meu poder. Felizmente, as experiências dolorosas conduziram-me na direcção do auto-conhecimento e expansão da consciência. Na minha vida surgiram grandes livros, professores, curadores e amigos sábios e o pensamento… Eu não mereço ser esta “pessoa miserável”. Esse foi o início.
A propósito, podemos distinguir entre quando o ego diz “Eu mereço” e quando o coração diz “eu mereço”. Acho que perceber isso é a chave.Relacionando-o a mim mesmo, o medo de que seria considerada uma pessoa má, ou que as minhas escolhas seriam egoístas e prejudiciais para os outros, manteve-me na insegurança por um bom tempo. Eu pergunto-me quantos de nós têm experimentado isso. Acredito serem muitos.
Não precisamos pedir desculpas por ter um ego e, pela sua identidade ser formada pelo condicionamento que nós experimentamos. Isso faz parte da vida na Terra. Vivemos e crescemos e descobrimos a nossa conexão a Fonte da experiência através da experiência. Quando começarmos a tomar decisões baseadas no coração, o condicionamento terá muito menos efeito e, o ego diminui. É muito bonito quando podemos ver o caminho para o nosso verdadeiro Eu … completo, com tudo incluído, a “divindade dentro” do ser humano.
Eu não mencionaria isso muito menos compartilhá-lo se não tivesse sido vital para minha própria expansão da consciência e, possivelmente útil para você: amar a nós mesmos é o primeiro passo no caminho centrado no coração. “Eu mereço ser amada,” foi uma declaração incrivelmente difícil de contemplar e, foram necessárias as seguintes palavras para abrir a porta: “E assim eu vou começar por dar-me o amor que mereço.”
Dê a si mesmo o amor que você merece, dê a você mesmo o respeito que mereces, dê a si a saúde, a valorização, a bondade, a honra, a libertação dos condicionamentos que você merece. Tu não és “menos do que” ou indigno. Se houver uma voz em sua cabeça que argumenta sobre o teu mérito, sei que é o ego e, esta opinião podes descartá-la com segurança.
As decisões baseadas no coração nunca farão mal. O coração não é a sede do sentimentalismo … é a sede da coragem e devoção ao que é sagrado em nós e na vida. A intenção do coração está alinhada com o bem maior, que é o amor e, o bem maior para nós mesmos traduz-se no maior bem para todos, incluindo aqueles próximos de nós. Este é o seu poder: recupere-o.
Vivemos no coração para nós mesmos e não contra. Ao fazê-lo, não podemos evitar, a não ser viver para o mundo, com a intenção e criando o mundo de beleza que nós merecemos.
Fontes:
http://prisaoplanetaria.com/2015/09/20/o-de-condicionamento-do-ego/


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