19 de mai de 2015

Ame a si mesmo

Ame a si mesmo

O amor é o alimento da alma. Assim como a comida é para o corpo, o amor é para a alma. Sem comida o corpo enfraquece, sem amor a alma enfraquece. E nenhum estado, nenhuma igreja e nenhum interesse investido jamais quiseram que as pessoas tivessem almas fortes porque uma pessoa com energia espiritual está fadada a ser rebelde.

O amor lhe faz rebelde, revolucionário. O amor lhe dá asas para voar alto. O amor lhe dá insight nas coisas, assim ninguém pode lhe enganar, lhe explorar, lhe oprimir. E os padres e os políticos só sobrevivem com o seu sangue – eles só sobrevivem na exploração. Eles são parasitas, todos os sacerdotes e todos os políticos.

Para lhe tornar espiritualmente fraco eles descobriram um método seguro, cem por cento garantido, e esse é ensinar a você a não amar a si mesmo – porque se um homem não pode amar a si mesmo ele também não pode amar mais ninguém. O ensinamento é muito ardiloso. Eles dizem: Ame os outros – porque eles sabem que se você não puder amar a si mesmo você não pode amar de maneira nenhuma. Mas eles continuam dizendo: Ame os outros, ame a humanidade, ame a Deus, ame a natureza, ame sua esposa, seu marido, seus filhos e seus pais, mas não ame a si mesmo, porque, segundo eles, amar a si mesmo é egoísta.

Eles condenam o amor-próprio mais do que qualquer outra coisa – e eles fizeram seu ensinamento parecer muito lógico. Eles dizem: Se você amar a si mesmo você se tornará um egoísta, se você amar a si mesmo você se tornará um narcisista. Isso não é verdade. Um homem que ama a si mesmo descobre que não existe nenhum ego nele. É amando os outros sem amar a si próprio, é tentando amar os outros que o ego surge.

O amor nada sabe de dever. Dever é um fardo, uma formalidade. Amor é uma alegria, um compartilhar; o amor é informal. O amante nunca sente que ele fez o bastante; o amante sempre acha que mais é possível. O amante nunca sente, ‘Eu favoreci o outro’. Pelo contrário, ele sente, ’Devido a que meu amor foi recebido, estou agradecido. O outro me favoreceu por receber meu presente, não o rejeitando’. O homem do dever pensa, ‘Sou mais elevado, espiritual, extraordinário. Vejam como eu sirvo as pessoas’!

Um homem que ama a si mesmo respeita a si mesmo e um homem que ama e respeita a si próprio respeita os outros também, porque ele sabe, ‘Assim como eu sou, os outros também são. Assim como gosto do amor, respeito, dignidade, os outros também gostam’. Ele se torna cônscio de que não somos diferentes, no que diz respeito ao essencial, nós somos um. Estamos debaixo da mesma lei: Es dhammo sanantano.

O homem que ama a si mesmo desfruta tanto do amor, se torna tão contente, que o amor começa a transbordar, começa a alcançar os outros. Tem que alcançar! Se você vive o amor, você começa a compartilhá-lo. Você não pode continuar a amar a si mesmo para sempre porque uma coisa ficará absolutamente clara para você: que se amando uma pessoa, você mesmo, é um êxtase tão tremendo e tão belo, tanto mais êxtase está esperando por você se você começar a compartilhar seu amor com muitas pessoas!

Lentamente as ondulações começam a se expandir cada vez mais longe."

(Osho)

2 comentários:

  1. O que há no mundo não merece atenção, porque esses mesmos reflexos de outros paralelos mundos, é o que ofusca a essência que cada um deveria se despertar para o desconhecido. A esperança não se encontra no que há fora de nós, porque o que é o mundo senão a nossa própria mente e a mente o nosso próprio mundo?! E o que vemos nesse mundo configurado? Um mundo sem amor? Não. Mas sim, um mundo sem esse puro estado de consciência (AMOR). E o que é o bem senão uma ideologia puramente humana e mecânica?! De onde vem essa do bem e do mal?

    Será que tratar o AMOR sempre comparativamente com as coisas q ocorrem por aí a fora, é mesmo uma forma honesta de se analisar o assunto em questão?! Mas quem pratica essa dualidade do bem e do mal, é alguma coisa boa, como meio de nos identificarmos como isso ou aquilo para nós mesmos ou para os outras pessoas?

    Não tentamos fazer do amor uma prática, mas sim, em viver o que somos por essência e consciência nesse real estado de ser e não um "amor" dogmático ou referencial, e nem muito menos em por o AMOR na balança do "bem e do mal."

    Amemo-nos, e saberemos o que é AMOR de fato, porque a resposta está dentro de cada um de nós, e nada está ou que se pode ser comparado no que refere-se as coisas desse mundo, isso tudo não passa de "teia de aranha". E muitas são os que se prendem nela.
    Existem páginas do coração que precisa serem lidas, mas não sob ótica rasa e meramente mental, mas apenas com o coração, para que cada um alcance o seu ser (AMOR), e não se utilizar as conceitualidades ou de paradigmas para algo transcendental e indefinível.

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  2. "O amor verdadeiro não tem final feliz, porque se o amor for verdadeiro ele não tem final nunca."

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